Capa e Editorial da Edição nº: 875

Mudanças Atitudinais

EITA palavra difícil de pronunciar “atitudinais”, vamos falar a verdade, até para escrever a gente tem que ir devagar para não errar. Se para falar e escrever é difícil, para vivenciar é bem mais difícil e complexo. Mas não impossível. Mudanças atitudinais é propor mudanças no jeito de olhar a vida, de ver e fazer as coisas.

Quer dizer, mudar as atitudes em relação ao mundo que está posto.Mudanças atitudinais pedem primeiro que se olhe o mundo sem preconceitos sob seus vários prismas e coloridos. Que se seja capaz de ter empatia pelo outro e pelo seu jeito de viver. Ter empatia é se colocar no lugar do outro. Buscando sensibilizar as pessoas e principalmente os empresários e dirigentes de órgãos públicos.

Foi realizada pelo Conselho de Direitos da Pessoa Com Deficiência a Campanha: Se Falta Acessibilidade o Local Está Deficiente, muito interessante,pois na busca de sensibilizar as pessoas. o Conselho colocou-as vivenciando as dificuldades das pessoas que têm redução de mobilidade ou deficiência física enfrentam para ter acesso às lojas, órgãos públicos, lazer, alimentação, acidade e suas ofertas.

Pôde-se perceber que as pessoas se assustaram, se chocaram, pode-se dizer que as pessoas se sensibilizaram. A pergunta é: o efeito dessa sensibilização durou quando tempo? Pois, da sensibilização à decisão de mudança, existe um espaço grande e significativo.

A proposta é aproveitar o espírito reflexivo, solidário e fraterno do Natal junto com a virada do ano que sempre leva a se propor novas metas,objetivos e ações e tomar a decisão de mudar o olhar, as atitudes e fazer de fato as mudanças estruturais que a empresa, a loja, o órgão público precisa para garantir o acesso a todos.

Aproveitar o espírito natalino e o renovar de esperança e acolhimento que o final de ano traz e acolher a ideia de ser um pedreiro, um engenheiro, um arquiteto, um empresário, um projetista preocupado com acessibilidade que ao realizar um projeto, uma obra, ou mesmo ir fiscalizar garantir a acessibilidade, não somente porque a lei pede, mas porque reconhece que todo ser humano tem direito de ir e vir, de ser independente, não precisar se tutelado para ir e vir, para fazer suas ações cotidianas.

É preciso tomar decisão para já começar o ano novo planejando e organizando as mudanças estruturais.Essa decisão deve ser de todos, cidadãos, empresários, profissionais liberais,agentes políticos e até de servidores públicos. È preciso mais que se sentir constrangido porque um cidadão não pode ir a todos os departamentos da prefeitura ou outros órgãos públicos, é preciso a decisão de derrubar as barreiras estruturais, é preciso colocar a derrubada dessas barreiras nos planejamentos e com prioridade.

È preciso verificar, acompanhar e ver porque os prédios, lojas ou calçadas novas que estão sendo construídas não garantem a acessibilidade.É por falta de fiscal ou por falta de formação e informação dos fiscais ou é por falta de fiscalização? É, a mudança atitudinal é complexa porque exige mudança no ser e agir. Exige sair da zona de conforto e ir além da sensibilização momentânea. Exige enfrentar e confrontar as barreiras do comodismo, exige esforço, dedicação e até colocar a mão no bolso.

Exige às vezes ser um dirigente chato, que cobra e incomoda os funcionários para que a lei seja cumprida. A mudança atitudinal é complexa porque exige que o planejamento saia do mundo das idéias e venha para os confrontos da realidade.

Ao ser um empresário, um profissional liberal, um dirigente que se propões a dar a todos os mesmos direitos, com certeza vai esbarrar no comodismo do vizinho, do concorrente, do amigo, e por isso exige decisão e determinação, mas o bom é que ao final vai se descobrir que vale apena, que são essas mudanças atitudinais que vem tornando o ser humano humanizado e o mundo cada vez melhor de se viver.

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