Intolerância ou alergia à Lactose

Existe uma diferença muito grande entre a intolerância e a alergia no que se refere ao leite

Uma das muitas dúvidas na alimentação é sobre o que  é intolerância à lactose e o que é alergia ao leite. E  esta dúvida já deixou papais e mamães sem dormir por muitas noites após descobrirem que seus ‘pimpolhos’ foram diagnosticados com tal problema.

A alergia ao leite consiste em uma resposta imunológica inadequada do organismo diante da presença de certas proteínas que estão presentes no leite, muito mais comum no leite de vaca. Neste processo não está envolvida a lactose, que é um açúcar, e não uma proteína. Por este motivo, seria adequado chamar a doença de alergia à proteína do leite, uma vez que outras sustâncias presentes no alimento  podem ser bem toleradas pelas pessoas alérgicas.

A intolerância à lactose é a incapacidade de algumas pessoas em digerir o açúcar presente no leite. A lactose não digerida permanece no intestino, causando diarreia, cólicas e vômitos. A presença de alimento não digerido no intestino pode facilitar o crescimento de bactérias, causando também gazes e até infecções intestinais.

A pequena Rafaela Rocha Lopes, de seis meses, faz parte de um grupo de crianças que possuem intolerância à Lactose, descoberta quando ela tinha  apenas quatro dias de vida. Foi um grande susto para sua mãe, a artesã Carine Lopes. “Quando ela nasceu começou com as cólicas já na primeira noite, informei ao pediatra o Dr. João Paulo Zattar, via mensagem. Ele me receitou um medicamento para prevenção, no dia seguinte após nossa saída do hospital, levamos Rafaela para uma  consulta mais detalhada. Ele solicitou um exame de sangue e de fezes,  e nos perguntou sobre o que tinha acontecido com ela nestes primeiros três dias de vida. O exame acusou  a intolerância à lactose,  mesmo  assim  durante 20 dias amamentei, mas os vômitos  continuaram. Junto com o pediatra optamos  por não amamenta-la por um período com o leite materno e sim com um leite sem lactose, ela aceitou  bem. Por fim, resolvemos  não mais amamenta-la  com o leite materno. Dias depois  ela defecou sangue, relatei ao médico e ele me disse que apenas o leite  chamado NEOCATE – LCP que é um leite especial poderia ser utilizado. Ela aceitou bem e hoje já está se desenvolvendo a contento”.

ORIENTAÇÃO

O valor de cada lata está em média R$ 200,00, porém Carine Lopes recebe da secretaria de Saúde, assim como tantas outras crianças pode usufruir deste benefício da saúde pública. Se fosse para adquirir, o gasto da família só com este produto seria em torno de R$ 2 mil reais por mês. “Conversei com a nutricionista Geliane Piasecki, que me orientou sobre o procedimento.  Recebo as latas necessárias e agora Rafaela já esta iniciando uma nova fase em sua alimentação, está começando a ingerir outros alimentos e aos poucos o consumo do leite tende a diminuir. Ela é intolerante à lactose, mas com o tempo poderá ingerir alimento  com leite. O médico Amadeu Weber comentou que em muitos casos, somente  após o primeiro ano de vida é possível  através de exames  diagnosticar esta intolerância. E Rafaela foi diagnosticada com poucos dias de vida”.

GESTAÇÃO  

Geliane Piasecki informou que são poucos os casos de alergia ao leite e de intolerância à lactose menores ainda, mas é preciso que as mães fiquem atentas. A diarreia é o principal sintoma da intolerância. Já a alergia existe em vários graus de severidade e para a  alimentação das crianças deve ser oferecido leite diferenciado denominados hipoalérgico, os parcialmente hidrolisados ou aqueles à base de aminoácidos. È necessário fazer  muitos testes até  o organismo aceitar um determinado  leite. “Em se tratando de alergia, cada organismo reage de forma diferente, pois os níveis de produção das enzimas são diferentes também. Não é uma doença hereditária. Acredito que uma das causas para o desenvolvimento desta alergia seja a alimentação da mãe no período de gestação, atualmente há uma grande quantidade de alimentos industrializados no mercado e muitas gestantes optam por esta dieta, mas deveriam consumir alimentos mais saudáveis para que o bebe também tenha um desenvolvimento saudável”, alertou.

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