Fotos: reprodução redes sociais – transmissão sessão

Por Naor Coelho – Portal Fatos do Iguaçu

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Pinhão, realizada na noite de segunda-feira (28), foi marcada pela leitura de dois ofícios que trazem pedidos de providências relacionados ao vereador Romário Varella Batista (PT). As denúncias partiram do deputado federal Delegado Matheus Laiola e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Guarapuava, ambas solicitando a apuração de possível conduta irregular do parlamentar.

No ofício encaminhado pelo deputado federal, são relatadas denúncias de que Romário Varella teria, sem ser médico veterinário e em local inadequado, realizado a castração de um porco sem esterilização ou anestesia, configurando, segundo o deputado, crime ambiental e exercício ilegal da profissão. O documento pede a adoção de medidas que podem chegar à penalização, afastamento ou até mesmo cassação do mandato, ressaltando que as imagens da ação foram publicadas pelo próprio vereador em suas redes sociais.

A OAB de Guarapuava também manifestou repúdio à conduta, destacando que as imagens do ato foram amplamente divulgadas e enviadas para análise da Câmara. A entidade solicitou a instauração de uma comissão processante para apuração e possível cassação do mandato do vereador, além de já ter comunicado formalmente o Ministério Público local para investigação criminal do caso.

Em resposta, durante o uso da tribuna, Romário Varella afirmou que, apesar da orientação jurídica para não se manifestar, preferiu prestar esclarecimentos diante do desgaste público enfrentado por ele e sua família. O vereador defendeu que o ato se trata de uma prática cultural e tradicionalista do interior, negou medo de eventual cassação e destacou sua trajetória e dignidade. Varella também criticou o deputado federal, alegando que o parlamentar não tem moral para questionar sua conduta e ressaltou não ter antecedentes criminais. Por fim, agradeceu o apoio de colegas e de parte da comunidade e reforçou seu orgulho por representar o pequeno agricultor do município.

Agora, cabe à Câmara Municipal avaliar os pedidos, podendo instaurar processo de investigação para apurar as denúncias e eventuais sanções ao vereador.

Compartilhe

Veja mais