Capa e Editorial da Edição nº: 782

Aprendizagens, Incoerências, Milagre

As duas últimas semanas em Pinhão foram sacudidas, agitadas pela questão do transporte universitário, sem entrar na questão propriamente dita, sem dúvida, temos que refletir sobre os acontecimentos e suas consequências. Foi bom ver um executivo firme, pronto para colocar seu posicionamento de forma clara e de frente a todos, ver a sintonia entre a equipe do executivo, isso indicou que há clareza do que se pretende na administração e de que há planejamento, coisa que há muito não se via no paço municipal. Oxalá isto continue, porque como diz o ditado popular, vassourinha nova varre bem e animada. Percebeu-se uma transformação na comunicação entre os poderes e população com o uso das redes sociais de forma intensa para posicionamentos e convocações, isso é sinal dos tempos. Foi bom ver os jovens universitários se posicionando, mostrando a cara. Tem-se a certeza que as discussões e os embates de ideias e posicionamentos foram processos de aprendizagem para os universitários e para os legisladores que debutam na Câmara de Vereadores e mais uma experiência significativa vivida pelos vereadores reeleitos. O que ficou de negativo foi verificar que os universitários não têm a clareza da importância de terem uma organização, uma representação oficial que lhe dê visibilidade. Sentiu-se muitas vezes um total desconhecimento sobre para que serve uma associação e de que as discussões em um pais democrático se fazem necessariamente pelas organizações, que o Brasil é um país republicano representativo. E em alguns momentos a sensação que os universitários não gostariam de assumir as responsabilidades que a legitimidade da luta impõe. Pois quando há uma organização, uma representatividade de fato ela vai à luta e ela convoca o legislativo para abraçar a causa e não o contrário, como ficou visível nos debates da semana. Até porque quando há organização, representação, a chance de qualquer categoria, classe ser manipulada, usada politicamente é muito menor. Outro ponto que causou espanto foi a incoerência de alguns legisladores, que em entrevista ao Fatos do Iguaçu declararam que querem ouvir o povo através das associações, que inclusive a ideia é  trabalhar no sentido de ajudar na organização das associações de bairros e na questão dos universitários, defender a bandeira que eles não deviam se organizar, reativar a associação que é a representação municipal já constituída, legalizada e legitimada na comunidade. Mas vamos acreditar que essas incoerências foram resultados da inexperiência, da empolgação do primeiro embate, da pressão do tempo e de ter de agir rapidamente e que serão agora com o abaixar da poeira refletidas e repensadas pelas lideranças políticas, afinal, o ano, os mandatos e embates estão só começando. E que precisamos sempre ter fé, porque quando o propósito é nobre, já dizia Paulo Coelho, o universo conspira a favor, e foi isso que aconteceu na questão dos universitários, uma conspiração dos astros, pois é sabido de todos que verbas parlamentares das emendas e subvenção parlamentares existem, vem, mas o processo é longo, quando rápidas, levam um ano para chegar, mas para a graça e benção dos universitários de Pinhão e da administração, um deputado estadual pode não só disponibilizar verba para o município como garante o repasse em tempo mínimo de sessenta dias. Isso é mais que bom, é ótimo e se torce para que sejam novos tempos e não meros tempos de pré-campanha eleitoral estadual. Mas, como somos estilo São  Tomé, vamos esperar para ver e crer.

 

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