Foto: reprodução

COLUNA ACONTECE SAÚDE: Riscos da prematuridade

O ventre materno é o melhor lugar para o pleno desenvolvimento de uma nova vida. Entretanto, em alguns casos, essa estadia termina precocemente. Considerada um problema mundial, a prematuridade atinge até mesmo os países desenvolvidos. No Brasil, a incidência está entre 10 e 15% e, mundialmente, pode variar de 5 a 25%.

         O bebê prematuro, ou pré-termo, é aquele que nasce com menos de 37 semanas de gestação. Segundo Eduardo Souza, professor associado livre docente do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), a maioria dos partos prematuros ocorrem, felizmente, entre 34 e 37 semanas – ou seja, são crianças com mais de dois quilos.

 “Quanto menor a idade gestacional, maior é a chance de complicações que a criança pode manifestar futuramente”, completa.

         Por permanecerem menos tempo dentro do útero, os bebês podem nascer com sequelas devido à falta de amadurecimento de alguns órgãos. Problemas respiratórios, cardíacos, intestinais e cerebrais são comuns. “Eles podem apresentar a temida paralisia cerebral, ficando com um déficit motor e cognitivo, surdez, cegueira, entre outros”, alerta o especialista.

O ideal para evitar a prematuridade seria, entre as mulheres que desejam engravidar, a realização de uma consulta médica pré-concepcional. Um pré-natal bem feito, com conversa e atenção aos detalhes é essencial para uma gravidez tranquila e, consequentemente, um parto no tempo certo.

          Ter hábitos saudáveis é benéfico e importante em qualquer fase da vida, especialmente durante a gravidez. Uma nutrição adequada, sem fumar e beber, exercícios físicos diários e o cuidado com o estado emocional são itens importantes para um bom andamento da gestação.

         O ultrassom do colo de útero também é outro aliado à prevenção da prematuridade. Medido na por via transvaginal no momento do ultrassom morfológico do segundo trimestre, auxilia na seleção de pacientes de maior risco e que requerem cuidados específicos. Atualmente, ele é aceito como rotina, principalmente para a paciente que engravida pela primeira vez e o médico não tem o histórico.  

         Eduardo atenta ainda a respeito das infecções. Até mesmo uma infecção periodontal é causa do nascimento de bebês prematuros. “Ou seja, do ponto de vista ideal, até a visita ao dentista antes de engravidar é uma forma de precaução”.

Fonte: Revista SOGESP Mulher

Live sobre apneia

Em 24 de novembro, às 19h, a Associação Paulista de Medicina (APM) realiza a live “Sleep Talk: Manejo e Seguimento da Apneia Obstrutiva do Sono”. A pauta central será o tratamento e seguimento da doença, abordando diferentes opções terapêuticas e desafios que podem surgir durante o acompanhamento.

Palestras serão ministradas pelas especialistas Tatiana Vidigal e Fernanda Haddad, ambas otorrinolaringologistas em Medicina do Sono da Unifesp. Serão abordados os avanços no tratamento da apneia obstrutiva do sono nos últimos anos, tanto nas medidas gerais quanto no tratamento específico, bem como a perspectiva de novos tratamentos.

Mais informações em apm.org.br

Faça seu comentário