Nunca mais

No filme “Nunca Mais”, a atriz Jennifer Lopez, interpreta uma mulher que tinha o casamento dos sonhos, o marido perfeito, a casa perfeita, estabilidade perfeita, até que as coisas começam a mudar. Depois do primeiro tapa que ela levou, veio outros bem mais violentos.

Ela decide aprender uma arte marcial e no ápice do filme ela enfrenta o marido, levando ele a lona, no filme há um final feliz para ela. A vida real nem sempre acaba como uma ficção, o final nem sempre é feliz. Ficamos chocados quando acontece na vida real, ainda mais, perto de nós. Não podemos simplesmente colocar como mais um crime que entra na triste estatística de feminicidio.

Os protestos, as mensagens, as homenagens, mostram que a vida deve ser valorizada e que o feminicidio é inaceitável. Devemos ser proativos e não simplesmente reativos em relação a violência contra a mulher. Percebeu algo errado com a vizinha, a amiga, a parente, a colega de trabalho, mostre disposição para escutar, para ajudar, “se intrometa”, não por curiosidade, mas por cuidado, preocupação intencional para com a vida do próximo.

Outra questão, as igrejas precisam tratar seriamente desses assuntos (não estou falando que não fazem), promovendo encontros, palestras e grupos pequenos, para refletir biblicamente, de forma prática sobre família, sobre casamento, sobre resolução de conflitos.

A Igreja Presbiteriana, assim como outras igrejas, desenvolvem trabalhos com casais, e isso é extremamente importante, pois neste ambiente, problemas são revelados, e consequentemente, soluções são tomadas. Na verdade, nessa e em outras questões todas as esferas da sociedade, devem se unir para tratar desse e de outros temas.

Outro aspecto a ser observado é a atenção intencional ao próximo, ou seja, quando perguntar para alguém, “tudo bem?”, que de fato seja com o propósito de ajudar, e não só por perguntar mesmo. O grande problema é que muitos hoje estão muito atentos as coisas, aos bens e outros, e não dão a devida atenção ao próximo.

Precisamos de fato, valorizar mais as pessoas, dialogar mais, precisamos criar um ambiente em que as pessoas se sintam seguras para compartilhar suas lutas, suas crises, seus dilemas familiares, para assim, sermos instrumentos de mudança, de transformação, de ajuda mesmo. Aos pais fica sempre o desafio de ensinarem os filhos a valorizar a vida do outro, e isso se faz primeiramente pelo exemplo e pelo ensino.

A melhor coisa que um pai pode fazer pelos seus filhos, é amar a mãe deles. Que o Eterno Deus renove a cada dia o consolo e o conforto aqueles que perderam tragicamente alguém de sua família, fruto da violência contra a mulher. Que Deus ajude essas famílias a recomeçar, a continuar a caminhada.

Que o Eterno Deus guie e ilumine nossa cidade, estado e nação, para vejamos muito mais noticias sobre a valorização da vida. Que os finais felizes da ficção sejam constantes na vida real.

Rev Sandro – pastor da Igreja Presbiteriana de Pinhão

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