Nara Coelho

Por Nara Coelho

Desde o dia primeiro de março temos ouvido as pessoas dizerem e colocarem nas redes sociais, “ui, tudo de novo, é reprise de 2020!!! parece que estou vivendo um déjá vu”.

Todos os filósofos de Sócrates a Mário Sérgio Cortella e nossas avós, sempre ensinaram uma premissa básica da vida “Não há como se conseguir resultados diferentes se continuamos a fazer as mesmas coisas e do mesmo jeito”.

Assim, se continuamos a negar a existência e capacidade do vírus da Covid-19 infectar e matar milhares de pessoas;

Se continuamos a ficar brigando por mitos de ambos os lados políticos, ao invés de pensar em formas de evitar que o vírus circule;

Insistimos em considerar que uma idazinha ali na praia com todo cuidado, não vai prejudicar ninguém;

Se ainda acreditamos que reunir só os irmãos e seus familiares na casa do vô não vai dar nada porque é tudo da mesma família;

Continuamos achando chato usar máscara e estamos sempre a tirando do rosto;

Ir ao mercado por qualquer bobagem como comprar umas latinhas de cerveja e com toda família continua sendo um hábito;

Como é que podemos querer um 2021 diferente de 2020?

O problema é que 2021 está diferente de 2020!

Está e muito diferente, porque enquanto nós insistimos em ficar agarrados em velhos hábitos e manias, ignorando e desabusando do virus Sars-CoV-2, ele, para poder sobreviver, para pode garantir a existência da sua espécie criou mutações.

A nova mutação é muito mais rápida na transmissão e contaminação, muito mais eficiente nos efeitos provocados no organismo humano.

Em muito menos dias ele faz um imenso estrago tão grande que os números de óbitos só estão se avolumando.

AH! Ele agora está destruindo corpos de jovens adultos, hoje a maioria dos pacientes estão entre os 30 a 50 anos.

Um vírus unicelular, só visto com microscópio, instintivamente conseguiu em um ano se adaptar a uma nova situação e até se melhorar.

Nós. seres humanos pluricelulares, com uma inteligência ímpar e em constante expansão, não conseguimos em um ano aprender e aplicar 4 regrinhas básicas: Ficar em casa, lavar muitas vezes as mãos com água e sabão e quando não for possivel usar álcool em gel, quando sair usar máscara e manter o distanciamento social.

Muito menos compreender de uma vez por todas que o vírus Sars-CoV-2 mesmo na sua mutação nova não tem pernas nem asas, quem o leva para lá  para cá é o animal pensante, racional que se acha superior a tudo e a todos, ou seja, cada um de nós.

Bem, para muitos, melhor dizendo, para milhares de pessoas que tem familiares e amigos que os amam, 2021 não foi um déjá vu, porque hoje já não estão mais aqui…

Se continuarmos a insistir em bater de frente com o vírus loguinho, loguinho vamos ter mais famílias sofrendo a perda de um ou mais familiares do que famílias que sairão desse déjá vu sem ter sentido a dor da perda.

A escolha é de cada um de como será 2022…


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