Capa e Editorial da Edição nº: 788

                                               Respeito com bombom, tudo de bom!

Dia 08 de março, dia de luta. Com certeza, é sim um momento de refletir sobre as condições sociais, econômicas, profissionais que as mulheres se encontram hoje. É com certeza um bom momento para se discutir sobre a violência doméstica. Sem dúvida é um dia para se lembrar das trabalhadoras que morreram no século XIX lutando pelos direitos das mulheres. A luta por respeito e dignidade é de todos e todos os dias, porque, infelizmente, as mulheres não são as únicas a ter que enfrentar o preconceito e desrespeito. Homens negros e pobres são desrespeitados tanto quanto as mulheres. Porém, também é o dia de se comemorar as conquistas que foram sendo realizadas ao longo da historia, o voto, o direito à educação, a Lei Maria da Penha, a obrigatoriedade de ter ensino para os pequeninos. Os exames de mamografia e Papa Nicolau serem feitos pela saúde pública, ter na saúde pública setores destinados às mulheres, as delegacias da mulher. Tudo isso funciona e está cem por cento? Não! Mas a sociedade toda ainda está longe de estar cem por cento no que se refere a atendimento público e ao cumprimento das leis e direitos. Mas houve conquistas e elas precisam ser comemoradas, até para fortalecer, energizar, mostrar que organização, união e determinação levam a grandes conquistas. Então, dia 08 de março é sim dia de brindar e comemorar. Desculpem os e as feministas de plantão que dizem que não há uma essência feminina, uma essência do ser mulher, que tudo isso é criado pela sociedade. Pois bem, criado ou não pela sociedade, mas acreditando  muito mais que é uma criação do Ser Supremo, vemos nas próprias lutas e determinação das mulheres que existe sim uma essência feminina que é intuitiva, que busca pelo acolher, que tem sempre uma visão que vai além do  horizonte, que é muito sentir, que é mais propicia aos detalhes e ao  cuidar, até porque é nos detalhes que está a diferença e sem cuidar da prole ou do  mundo, a humanidade se extingue. Contudo, essa mesma essência não anula a capacidade de raciocinar, de refletir, de buscar novas fronteiras, muito pelo contrário, ela apenas mostra que há um jeito diferente e mais peculiar de ver e construir o mundo. Além do que, a grande beleza do mundo e da natureza está nas diferenças, na multiplicidade de cores e de seres. Logo homens e mulheres são diferentes. Nenhum é melhor ou mais, apenas diferente, todos podem tudo, porém, cada um na sua essência tem uma contribuição significativa a dar na construção e humanização dos indivíduos. Nessa essência do ser mulher, há momentos de desejos, de ser cuidada, amada, admirada e aplaudida por suas lutas, conquistas, assim, um buquê de flor ou uma rosa, um bombom, um brinde, um jantar oferecido pelos homens nesse dia às mulheres, não apagam suas lutas, não as tornam frágeis ou presas de uma sociedade machista, apenas evidencia que sua essência é fascinante e merece respeito, admiração e aplausos.

 

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