O aleitamento materno garante saúde ao bebê

Elis Carraro – jornalista do Fatos do Iguaçu

Amamentar é um ato de cuidado e de amor, deve-se ter esse carinho com o bebê desde seus primeiros momentos de vida

O Congresso Nacional ratificou recentemente uma lei que estabelece o mês de agosto como o Mês do Aleitamento Materno e com isso passa a ser chamado Agosto Dourado. A lei diz que no mês de agosto ações de conscientização e esclarecimentos a respeito da importância do aleitamento materno, devem ser intensificadas através de palestras, reuniões em comunidades, espaços públicos e divulgações na mídia, além de decorações com a cor dourada para lembrar a campanha.

O mês do aleitamento materno tem o intuito de reforçar que o ato de amamentar traz benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê, e que estes benefícios perduram até a vida adulta da criança, reduzindo riscos de muitas doenças.

 Benefícios do Aleitamento Materno

O aleitamento materno exclusivo, ou seja, sem outras fontes de líquidos ou sólidos, contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento da criança até os seis meses de vida.  E como complemento, ele continua sendo uma importante fonte de nutrientes até o segundo ano de vida.

O leite materno pode melhorar a resistência da criança e evitar infecções respiratórias, reduzir riscos de alergias e doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão, obesidade e dislipidemia. Além disso, há evidencias científicas que comprovam a contribuição no melhor desenvolvimento cognitivo e emocional da criança.

No Brasil, desde 1999, o Ministério da Saúde coordena a Semana Mundial de Aleitamento Materno. A cada ano esta comemoração tem um tema definido que pode ser adaptado a cada país a fim de que sejam obtidos mais e melhores resultados.  Materiais são preparados e distribuídos para que o tema seja divulgado. Neste ano o tema da campanha é: “Trabalhando juntos pela amamentação, sem conflitos de interesse”.

Campanha em prol da amamentação

Em todo o mundo, apenas 38% das crianças são amamentadas exclusivamente conforme as recomendações de entidades como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e outras, que é o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda até o sexto mês de vida. Há uma meta global a ser atingida até 2025, que é de pelo menos 50% dos lactentes receberem o aleitamento materno. Porém, para que isso aconteça, são necessários esforços de mulheres, homens, sociedade e todos que possam contribuir.

Já nas primeiras horas de vida o bebê recebe o leite materno, um dos alimentos mais completos existentes. A enfermeira Vanessa Nerone, que atua no trabalho de conscientização às gestantes na Clinica da Mulher em Pinhão, conta que neste leite a criança encontra todos os nutrientes que precisa. “O leite materno é completo com todas as vitaminas, minerais, e também as calorias que o bebê precisa, além de ser de fácil digestão, ou seja, outros alimentos oferecidos ao bebê antes dos seis meses podem aumentar as cólicas, inclusive os chás”, afirma.

Além do mais, a criança amamentada tem menos chance de ficar doente, pois sua imunidade melhora. Antonina de Cordeiro tem duas filhas, a mais velha foi amamentada por seis meses e a caçula recebeu o leite até os cinco anos.

“A mais velha parou de mamar bem cedo, ela simplesmente não quis mais e logo passou para mamadeira, e a mais nova só parou porque tinha que ir para a escolinha“, conta a mãe.

Antonia pôde ver que o tempo de amamentação resultou diretamente na saúde das meninas. “A mais nova que tomou leite materno por mais tempo tem mais resistência do que a que mamou apenas por seis meses”

Vanessa ainda ressalta outras qualidades do leite. “O leite materno está sempre na temperatura certa, não precisa de mamadeira para oferecer, traz economia à família, e ainda diminui as chances da mãe desenvolver certos tipos de câncer”, conta.

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