Cidade


Voltado à comunidade cristã, evento será dia 1º de maio no CTG Pala Gaudério


 


Dia 30 de março iniciaram as inscrições para a sétima edição do Festival de Música Gospel de Pinhão (Femgopi), que está marcado para o dia 1º de maio, às 19 horas, no CTG Pala Gaudério. É uma promoção da Associação de Pastores Evangélicos de Pinhão (Aspepi) e Prefeitura. "A divulgação está sendo grande. A expectativa é de um bom público e de participantes. Superando os números de 2014", afirma o idealizador do evento, José Maria Diniz, o Zé Camelô.

As famílias estão convidadas a prestigiar o festival. Na programação uma pregação especial do pastor Rodrigo, da Assembleia de Deus, de Curitiba.

Ano passado uma banda animou o evento. Esse ano não terá banda porque o valor do cachê será revertido em prêmios para os ganhadores. "Apesar que o participante sempre chega com a intenção de louvar a Deus, que é o objetivo do festival, o prêmio é apenas uma consequência".

A mesa de jurados será composta por músicos vindos de Curitiba e de Reserva do Iguaçu. Segundo a organização, o nível dos participantes é alto. E uma novidade desta sétima edição é o playback infantil. De acordo com o regulamento do festival, podem se inscrever crianças de 5 a 10 anos. A partir de 11 anos entra na categoria adulto.

O evento faz parte do calendário cultural da cidade e reúne todas as igrejas evangélicas e católicas. Todos são convidados a participar. "A primeira edição foi em 2008 e desde então veio abrindo portas, unindo as igrejas. Mostramos à população que placa de igreja não salva as pessoas, quem salva é Cristo", observa Zé Camelô, que destaca que a união dos pastores é primordial para a organização e o apoio da Prefeitura.

Voltado à comunidade cristã, o Femgopi quer unificar igrejas. O pastor Eurico Deraldo Santana, presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Pinhão, diz que reúnem pessoas de muitas denominações sem diferença. "Um respeitando o outro para este momento de oração e adoração", esclarece, o presidente da Aspepi. Ele lembra que a música é um instrumento de louvor e união. "Acabamos usando a música para resgatar esses jovens, já que são a maioria no festival gospel, tirando-os da criminalidade, das drogas. Unir todos em busca de dias melhores para a nossa cidade em busca de paz para que as famílias tenham mais tranquilidade".

O pastor afirma que um dos objetivos do Femgopi é revelar talentos da música gospel e incentivar a composição e interpretação dos artistas locais. "Descobrir vozes. Tem muita gente dotada de talento que ainda não conhecemos".

INSCRIÇÕES

Quem quiser participar pode realizar a inscrição nas igrejas evangélicas ou na Secretaria de Educação e Cultura. O valor depende da categoria: R$ 40 banda, R$ 30 dupla e R$ 20 solo ou playblack. Todo o valor arrecadado será revertido em prêmios para os ganhadores. "Chagaremos perto de 5 mil em premiação, mais os troféus".

O pastor Eurico conta que o coral jovem da sua igreja já se inscreveu, e que existe a possibilidade do coral das senhoras participar. "Aproximadamente 40 jovens".

MÚSICA GOSPEL

A música gospel veio conquistando o seu lugar e hoje está em evidência. Sempre está presente nas rádios locais e de maior abrangência. Ela deixou de ser restrita apenas em ambientes evangélicos. "Temos cantores de 50 e 60 anos como Luiz de Carvalho e Ozeias de Paula, que fazem sucesso até hoje. Antes o gospel não tinha espaço nas rádios e muito menos na televisão. Hoje, pensando no público e no retorno financeiro, a propagação é maior, ela chegou até na Globo. O diferencial é a letra, quem ouve se emociona e chora, ela realmente toca as pessoas", finaliza o pastor.

 

Educação


Na programação, sessão de cinema, peças de teatro, oficinas de literatura e uma pequena feira de livros


 



 Na quarta-feira, 8 de abril, a Escola Municipal Professora Ironi Santos Ferreira recepcionou artistas, escritores e alunos das escolas municipais na Folia Literária. Um projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação e Cultura de Pinhão em parceria com o Sesc-Guarapuava.


A programação diversificada contou com sessão de cinema, peças de teatro, oficina de literatura e uma pequena feira de livros. Tudo para encantar e estimular a leitura das crianças. 


ERA UMA VEZ...


Um dos convidados para o evento foi o escritor guarapuavano Norbert Heinz (foto), que, assim como em um conto de fadas, teve uma mudança radical em sua vida. Biólogo por formação, deixou a carreira de lado para se dedicar à literatura. E nos últimos dois anos focou na literatura infantil. "A formação de um leitor acontece na fase que a criança está frequentando o ensino fundamental I, além de ser mais divertido, porque as crianças interagem mais, apreciam as interpretações, que podem ser feitas com muitos recursos. Temos assuntos que são delicados para explicar para um adulto e para a criança você acaba transformando em uma brincadeira. A vantagem de trabalhar com um público infantil é que temos a responsabilidade de formar um público leitor e se diverte também", afirmou o escritor.


Ele já participou de outros eventos em Pinhão no ano de 2014 e visitou o Ceebja e o Colégio Santo Antonio. Autor de 10 títulos publicados, entre literatura infantil e poesias, Heinz acredita estar no caminho certo. Seus livros trazem uma nova roupagem aos contos infantis. "É muito divertido criar um livro. Nas minhas obras procuro dentro de um conto já conhecido inserir temas da nossa realidade como o bulling, a questão da mulher, a Lei Maria da Penha. Trazemos a questão do Estatuto do Idoso na história do Chapeuzinho Vermelho, por exemplo", contou. 


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PALHAÇOS


Quem também compareceu para animar ainda mais o ambiente e deixar uma mensagem de otimismo e perseverança foi a dupla de palhaços Lorena Ferreira e Makaulen Tavares, da Companhia de Artes Ele Vive. Eles apresentaram a peça teatral ‘Sonhos'. "Contamos a história de uma palhaça que deseja muito ser uma bailarina. As pessoas ao seu redor a frustram e a desestimulam, porém, com uma grande força de vontade e fé em Deus, ela realiza o sonho", explica a palhacinha.


LEITURA 


Fazer com que uma criança tenha o hábito da leitura ainda é um grande desafio para muitos professores. Apesar de comprovado que esta prática influencia em outras áreas como na matemática, ciências e matérias correlatas. O professor Edílson Leal acredita que eventos como estes auxiliam na estimulação para que a criança crie mais o costume da leitura. "Os eventos ajudam e muito. Os alunos vem bem interessados, alguns compram os livros e leem em sala de aula. Fazemos produções de textos a partir das historinhas que eles leem. A grande maioria das crianças não cria o hábito da leitura porque em casa não são incentivados a ler".


Apesar de muitos alunos não apreciarem a leitura, há exceções, e entre os pequenos participantes estava a aluna Rafaela Aparecida de Freitas, do quarto ano da Escola Ironi, que confessou gostar de ler. "Eu leio historinhas e gibis, quando têm estes eventos eu sempre venho e trago dinheiro para comprar os livros. Minha mãe gosta que eu leia. Tenho amiguinhos na escola que gostam de ler, outros já não gostam", conta a menina.


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INCENTIVO


A secretária de Educação e Cultura, Noriam Coelho Basílio, contou que através da parceria entre Sesc Guarapuava e Prefeitura, outros eventos já foram realizados, porém, a Folia Literária foi a primeira vez. "O Sesc entrou em contato conosco propondo mais esta parceria. A ideia básica é de desenvolver o hábito da leitura. A nossa intenção era abranger mais crianças, mas, pelo tempo, pela distribuição das oficinas, tivemos que optar pelos alunos que hoje estão matriculados no quinto ano do ensino fundamental de todas as nossas escolas. Em algumas instituições, a participação foi com os alunos do quarto ano porque no período da manhã ou da tarde não há o quinto ano".


A secretária compara a formação voltada para a leitura como o de pequenas gotas que devem ser colocadas em uma planta para que ela possa nascer e embelezar um ambiente. "O professor tem este papel de mostrar a beleza do livro, de incentivar e despertar na criança o gosto pela leitura. Não podemos obrigar um aluno a ler, ele tem que ser despertado e começar a dar estes passos de forma gradativa com leituras fácies e agradáveis". 


O município fez todo o transporte dos alunos e a divulgação do evento. O Sesc contribuiu com o autor, os atores e a organização dos eventos paralelos como a feira de livros, que chamou a atenção dos estudantes tanto pela variedade de títulos como pelos preços acessíveis.



 



 Reportagem e fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu

Geral


Um avanço político, legislativo e social. A finalidade do legislador é de reforçar a Lei Maria da Penha, que trouxe ao ordenamento jurídico brasileiro garantias em benefício da mulher em situação de violência doméstica e familiar



A presidente Dilma Rousseff sancionou um dia depois ao Dia Internacional da Mulher, 9 de março, a chamada Lei do Feminicídio. A iniciativa transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero. "Este odioso crime terá penas bem mais duras. Esta medida faz parte da política de tolerância zero em relação à violência contra a mulher brasileira", declarou a presidente.

A repercussão foi positiva entre os especialistas da área. Para a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, representa um avanço político, legislativo e social. "Temos falado há muito tempo da importância em dar um nome a este crime. A iniciativa coloca o Brasil como um dos 16 países da América Latina que identifica este crime com um nome próprio". Segundo ela, a tipificação do feminicídio pode aprimorar procedimentos e rotinas de investigação e julgamento com a finalidade de coibir assassinatos de mulheres. "Essa lei dá uma mensagem muito clara para os perpetradores de que a sociedade está identificando o feminicídio como um fenômeno específico. Esse tipo de lei tem caráter preventivo".

O advogado criminalista que atua em Pinhão, Pablo Vinicius Alves (foto), explica que a Lei nº 13.104, sancionada no último dia 9 de março, trouxe um novo inciso e dois parágrafos ao artigo 121 do Código Penal, criando assim uma circunstância qualificadora ao crime de homicídio. Segundo o entrevistado, "a nova lei criou a figura do feminicídio e incluiu o delito no rol dos crimes hediondos". A finalidade do legislador é reforçar a Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, que trouxe ao ordenamento jurídico brasileiro garantias em benefício da mulher em situação de violência doméstica e familiar, como por exemplo, as medidas protetivas de urgência.

As penas podem variar de 12 anos a 30 anos de prisão, a depender dos fatores considerados. Além disso, se na mesma situação forem cometidos mais crimes além do feminicídio, as penas poderão ser somadas, aumentando o total de anos que o criminoso ficará preso, interferindo assim no prazo para que ele tenha direito a benefícios como a progressão de regime.

O artigo 121 do Código Penal já estabelecia a pena de reclusão de 6 a 20 anos para o crime de homicídio, porém, agora, se o crime é cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos. Uma das hipóteses de feminicídio ocorrerá quando o crime for cometido contra a mulher em situação de violência doméstica e familiar. O advogado esclarece que, "qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, dano moral ou patrimonial, inclusive nos casos em que há relação íntima de afeto na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida independentemente de coabitação".

A nova lei prevê, ainda, aumento da pena se o crime ocorrer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto, se a vítima for criança ou adolescente menor de 14 anos ou adulto acima de 60 anos, ou, ainda, pessoa com deficiência e se o assassinato for cometido na presença de descendente ou ascendente da vítima. "Um exemplo é o homem matar a companheira na presença da enteada. Neste caso, o juiz poderá aumentar a pena de um terço até metade".

O advogado lembra que por se tratar de crime hediondo, será insuscetível de anistia, graça, indulto e fiança e que a pena deverá ser cumprida inicialmente no regime fechado, tendo o condenado direito à progressão de regime após o cumprimento de 2/5 da pena, se primário, e de 3/5, se reincidente.

INTENÇÃO

Quanto ao fato de ofender a integridade física da vítima (espancar, bater), segundo o advogado, o autor não sofrerá as consequências do novo tipo penal incriminador denominado feminicídio, desde que, obviamente, sua intenção não seja o de causar a morte. "Todo caso deve ser apreciado com cuidado a fim de verificar se o dolo do acusado é de matar a vítima ou de ofender a sua integridade física. Se restar comprovado durante a instrução criminal que a intenção era de matar, poderá, em tese, responder pelo feminicídio na modalidade tentada, se o resultado morte não ocorrer por circunstâncias alheias à sua vontade".

O criminalista destaca que a inovação legislativa quer proteger a mulher contra toda forma de violência, mas ressalta que o legislador perdeu a chance de corrigir o problema desde o início, de modo a evitar a ocorrência de muitos assassinatos. "O ideal seria aumentar as penas dos crimes de ameaça e lesão corporal para as situações em que a mulher é vítima de violência doméstica e familiar. Se o legislador tivesse procedido dessa forma, evitaria que a situação viesse a se agravar antes mesmo da prática do homicídio, agora denominado feminicídio".

CRIMES ANTERIORES À LEI

Um ponto importante a destacar, é que o feminicídio se aplica a partir da data que entrou em vigor a lei, ou seja, não estão inclusos os crimes anteriores a 10 de março de 2015. "Tendo em vista que a Lei nº 13.104 de 2015 criou uma nova figura incriminadora mais gravosa de acordo com o princípio da irretroatividade da lei penal, não poderá retroagir para enquadrar fatos ocorridos antes da sua vigência", cita Pablo Vinicius.

Pode-se dar como exemplo um dos crimes que chocou os pinhãoenses, ocorrido dia 2 de fevereiro deste ano, que causou a morte de Rosenilda Terezinha Miranda, de 36 anos. Como ocorreu antes da lei ser sancionada, o autor do assassinato, Evaldo Machado de Oliveira, de 56 anos, não responderá por homicídio hediondo.

Segundo familiares, um dos erros da vítima foi não denunciar à polícia as ameaças que recebia do ex-marido. A doméstica deixou dois filhos.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM PINHÃO

A violência doméstica é um dos crimes que mais movimenta o setor de segurança de Pinhão. Em 2014 a Polícia Militar registrou 28 boletins. De acordo com o comandante do Pelotão, tenente Erwind Rudnick, a impunidade gera a reincidência. "Se a mulher não denuncia o esposo, ele voltará a agredir. E, infelizmente, é um fato comum no município".



 



 


Politica


A outra medida é o cancelamento da Festa do Pinhão 2015



 O prefeito de Pinhão, Dirceu de Oliveira (foto), tomou algumas medidas imediatas de contenção de gastos para poder equilibrar o índice da folha de pagamento, que está acima do que é permitido pelo Tribunal de Contas. 


A primeira medida foi o cancelamento da Festa do Pinhão de 2015. Mas, de acordo com o prefeito, nem por isso o município está deixando de investir na educação. "Ao contrário, só de aluguel teremos uma despesa de 60 mil reais para acomodar os alunos da Escola Maristela Tussi, enquanto está sendo realizada a obra de construção da nova escola de mais um 1 milhão de reais, recurso conquistado junto ao Ministério da Educação. A obra deverá ser concluída em dezembro para a realização de um sonho daquela comunidade escolar".


A outra medida imediata de contenção de gastos é um corte nos salários dos agentes políticos do executivo. O primeiro escalão (prefeito, vice e secretários) passarão a ter uma redução ente 15 e 20% nos seus vencimentos. Mas, para que possa fazer essa redução precisa da aprovação dos vereadores. 


Dirceu de Oliveira encaminhou um ofício para a Câmara de Vereadores solicitando. Como em 2014, logo após as calamidades deixadas pelas chuvas que assolaram o município decretou o corte, agora fica impedido de fazê-lo novamente. "Não posso fazer mais um decreto. Então, agora, dependo da aprovação da Câmara. Como de costume, devido o nosso bom relacionamento com o legislativo, espero poder contar com a compreensão dos vereadores".


No momento o índice da folha de pagamento do Município de Pinhão está em 58%. E o limite máximo aceitável dentro de uma administração é de 54%. "Infelizmente, um índice nunca antes alcançado", lamenta o prefeito. 


Seguindo as normas do Tribunal de Contas, se o município não baixar o seu índice pode ser penalizado. "Teremos problemas com certidões novamente, chegando ao ponto de não conseguir investimentos e programas".


O prefeito está preocupado com a operação de crédito de quase 3 milhões que está prestes a ser liberada pelo Programa Paraná Cidade. O valor servirá para obras de pavimentação, calçamento e recuperação de galerias na cidade. E com o cancelamento de outros programas e convênios. "Se não resolvermos isto agora, perderemos de imediato esse recurso", frisa.


QUEDA RECEITA


O extrapolamento no índice da folha de pagamento foi causado, de acordo com informações do Departamento de Pessoal, em razão das progressões de carreira dos funcionários públicos municipais, pela queda na arrecadação nos meses iniciais do ano e pela recessão que o país enfrenta. 


Comparado ao mesmo período de 2014, a arrecadação deveria seguir pelo menos o índice da inflação (5 a 6%), mas, infelizmente não aconteceu. "Foi bem menor que o ano passado devido aos problemas no Brasil em geral".


A queda nas vendas de produtos no país afetou diretamente os pequenos municípios, que contam com os valores repassados pela União ao FPM (Fundo de Participação dos Municípios). "As grandes montadoras ficaram por um período muito longo com a isenção e redução do IPI para poder manter os empregos, mas chegou ao ponto que ficou insustentável. Quando voltou o imposto a queda nas vendas foi vertiginosa, especialmente nos veículos, que agregam grande valor", explica.


COMBUSTÍVEL E PROGRESSÕES


Além da queda na receita, o que onerou as despesas da atual gestão foram os aumentos da energia elétrica e dos combustíveis. "Causou uma sobrecarga forte nas despesas", destaca o prefeito. Hoje, Pinhão possui uma frota de mais de 100 veículos próprios. Lembrando, que realiza o transporte diário de 5 mil estudantes. Só o transporte dos universitários chega a 15 ônibus, são quase 900 alunos diariamente, entre cursos técnicos e superior. "Sem contar o combustível destinado à área da saúde e outros setores. Além da Aneel ter autorizado um aumento maior na tarifa da energia para a região sul. Um impacto muito grande nas contas a pagar".


Outro item foram as progressões de carreira, em especial do último concurso. Muitos concursados finalizaram seu estágio probatório e avançaram, automaticamente seus salários aumentaram. O que causou a elevação do índice da folha de pagamento do Município. "Além de outros direitos dos servidores de carreira, como quinquênios. É um direito adquirido e não questionamos, mas temos que buscar meios para voltar ao índice em níveis toleráveis, atendendo a recomendação não só do Tribunal de Contas, mas também da Controladoria Interna do Município. O problema é que a receita não cresceu para acompanhar as despesas", conclui Dirceu de Oliveira.



 



 



 



 

Nossa Gente


"Sou muito feliz. Tenho uma família maravilhosa. Superei momentos de sofrimento com a ajuda de algumas pessoas que me estenderam a mão."


 


 


Em referência ao mês de março, voltado à mulher, o FATOS DO IGUAÇU escolheu uma pinhãoense para contar seus desafios e superações no espaço NOSSA GENTE. Juvina Antunes Dias, de 71 anos, tem uma história de vida fantástica.

Obstáculos não faltaram para esta mulher superar. Viúva por três vezes, quando o primeiro marido morreu, morava na Argentina e ficou com sete filhos, um deles recém-nascido. Para poder voltar para a sua terra teve que deixar as crianças em um orfanato e vir com o bebê no colo à procura de emprego.

NA LAVOURA

Vindos de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, seus pais vieram povoar esta terra. Juvina e seus 13 irmãos nasceram na localidade de Potreirinho, na época que Pinhão era distrito, e foram criados na lavoura. "Trabalhava no meio do mato. Rocei, carpi, derrubei de machado, quebrava feijão, milho". Mais tarde a família morou por um tempo na localidade de Butiá e depois mudaram-se para a cidade de Guaraniaçu. "Naquele tempo tudo era difícil, como não tinha asfalto, levamos oito dias para chegar lá". Tempos depois, retornaram para o Pinhão. "Quando voltamos para o Butiá eu já tinha 14 anos. Meu pai comprou um terreno de 30 alqueires nas bica. Nos colhíamos erva nativa".

Juvina conheceu o pai dos seus filhos com 16 anos. O pinhãoense, José Francisco Dias, foi seu primeiro namorado. "Casei vestida de noiva. Vivemos por alguns anos naquela região das bica. O irmão dele morava em Santo Antonio do Sudoeste e nos levou para lá. Quatro meses depois, devido a rixas políticas, dentro da igreja católica ele foi morto com um tiro. E o meu marido atirou no rapaz que tirou a vida do irmão. Ficou um corpo em cima do outro. E foi aí que começou o meu sofrimento", recorda.

NG02Na época o casal tinha três filhos e estava grávida do quarto. Então viviam corridos até a prisão de José por quatro anos. "Ficou preso também devido a sua segurança. A família do rapaz era muito influente e queria vingança, queriam ele morto. Quando cheguei na cidade que estava preso o soltaram para poder morar com a família. E os filhos foram aumentando, em 10 anos de casamento, tivemos sete filhos. Muito sofrimento. Como estávamos na divisa, fomos morar na Argentina. Ele bebia demais e trabalhava com contrabando. Algum tempo depois morreu na farra. E lá eu fiquei sem nada e sem ter para onde ir com as crianças e de dieta da minha última menina, que hoje está com quase 40 anos".

Para poder voltar para a sua terra, teve que deixar as crianças em um orfanato evangélico em uma cidade na divisa com a Argentina. Veio com o bebê no colo à procura de emprego. Quando chegou na casa dos seus pais em Pinhão, foi surpreendida com o reação do pai. Disse que ela podia ficar, mais os filhos não aceitava. "Extravie seus filhos, porque eu não quero criança".


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Em
1988, Juvina recebendo o diploma de 15 anos dedicados à empresa Fiat Lux
 



Mas, a viúva, com seus 30 anos, não se abateu. No outro dia cedinho foi até o cartório e registrou todos os seus filhos, nenhum deles tinha certidão de nascimento. Logo depois, em busca de emprego, pegou uma carona até Guarapuava. Felizmente, alguns ‘anjos' se fizeram presentes na vida dessa mulher. "Passou muita gente pela minha vida que me valorizou e me deu oportunidade. Nivaldo Krüger, na época prefeito, e a esposa foram uma bênção. Até móveis para minha casa arrumaram. Quem também me estendeu a mão foi o senhor Jaime, que me ofereceu um emprego".

Então, em 1971, Juvina tem sua carteira assinada como servente. Tinha a função de lixar cabos de vassoura no Beneficiamento Santo André, empresa que era conhecida como Fábrica do Jaime. "Ele não era um patrão, era um pai. Cheguei e contei a minha história e ele me empregou na hora. E por sorte consegui alugar uma casa do ladinho da fábrica. Naquele tempo não tinha perigo como hoje, como eu fazia o turno da noite, das 6 da tarde às 6 da manhã, as crianças ficavam dormindo e à meia noite ia dar de mama para o bebê. A maior tinha apenas 10 anos. Por isso que eu amo e valorizo cada um deles, foram crianças que passaram por muitas dificuldades".

No emprego em Guarapuava permaneceu por aproximadamente dois anos. Em 1973, nas suas férias veio até Reserva do Iguaçu visitar uns parentes e acabou ficando para trabalhar na fazenda de reflorestamento da empresa Fiat Lux. "Na época todos os meus parentes trabalhavam lá. E Francisco Dellê e a dona Linei Brolini me receberam como filha. Eu amo essa gente. Ele era gerente geral, me deu emprego e casa. Lá eu recebia uma cesta de mantimentos todo mês. Comecei na poda de pinus e depois passei para a cozinha. E lá fui a pessoa mais feliz. Criei os meus filhos e permaneci no emprego até me aposentar".

E só depois de 15 anos de viuvez resolveu casar novamente. Foi na fazenda da Fiat Lux que conheceu o seu segundo marido, João Maria de Paula. "Achava que deveria ficar sozinha, uma maneira de protege-los". Mas a escolha por um companheiro rendeu anos de felicidade à família. "Foi um ótimo marido e um ótimo pai para os meus filhos. O amor e a atenção que não tiveram do pai verdadeiro, tiveram dele". Viveram muitos anos juntos, mas, infelizmente, morreu de câncer, e Juvina ficou viúva pela segunda vez. Com o acerto da morte na empresa, ela conseguiu construir a casa que mora atualmente em Pinhão.



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Juvina
com um dos netos no colo, seu marido Francisco e com alguns filhos, filhas e
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ESCOLHAS

Com o terceiro marido, Francisco Camargo, viveu por oito anos. O casamento acabou devido a um desentendimento, quando uma das netas veio morar com Juvina. "Naquele momento ele não entendeu que eu tinha que cuidar da minha neta que a mãe abandonou. Ele mandou eu escolher, então tive que mandar ele embora da minha casa. Fiquei muito sentida porque eu amava ele". Algum tempo depois Francisco morreu, então ela pode se considerar viúva por três vezes.

Com seus 71 anos, a mãe de sete filhos (Iracema, Jurema, Maria Dalva, Pedro, Antônio, Luiza e Elizabete), tem 17 netos e 17 bisnetos. Uma das suas netas (Eliana Aparecida de Lima) é a esposa do prefeito de Reserva do Iguaçu. "Todos os meus filhos e netos estão com a vida arrumada, graças a Deus pude tirar esse peso das minhas costas, então me considero uma pessoa realizada e muito feliz".

Hoje, a aposentada dedica seus dias aos afazeres domésticos, sua horta, suas plantas, seus compromissos na igreja e às suas encomendas de crochê.

 

 


Governo divulga regras para a primeira eleição unificada, dentre as mudanças, a escolha passa a ser pela população, além de exigências de escolaridade e candidatura individual. O interessado ao cargo passará por uma prova escrita



Mudou a maneira de escolha de um conselheiro tutelar. As normas gerais para o primeiro Processo de Escolha Unificada dos membros dos Conselhos Tutelares, conforme artigo 139 do Estatuto da Criança e do Adolescente, foram publicadas na edição do Diário Oficial da União em janeiro deste ano.

Dentre as principais mudanças em relação ao modelo anterior está a escolha direta e exclusiva por todos os eleitores dos municípios que desejarem participar da votação. Antes da unificação, o processo de escolha era realizado de diferentes formas, de acordo com as regras instituídas por cada município. "A principal mudança e mais significativa é a questão do voto. Até a última eleição os candidatos eram indicados por entidades sociais e, agora, é a população que vai escolher", explica Marcia Ferreira Nogueira, secretária executiva do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescentes de Pinhão (Comdicapi).

Qualquer pessoa pode votar, tanto que tenha título de eleitor. O voto não é obrigatório. "É aberto para quem quiser. Estamos pleiteando o empréstimo das urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral, caso contrário, será em urna normal com o voto em cédula".

Outra mudança foi na duração do mandato, que de três passou para quatro anos. A Resolução 170/2014 dispõe sobre a eleição que ocorrerá em outubro. A posse dos conselheiros será no dia 10 de janeiro de 2016, seguindo até final de 2019.

Outra novidade é a exigência de ensino médio para os candidatos às vagas. Anteriormente, os conselheiros poderiam ter apenas o ensino fundamental. Marcia Nogueira observa que os critérios são de acordo com cada município, que tem autonomia de decidir. Deu como exemplo a cidade de Prudentópolis, que passa a exigir nível superior. "O Pinhão não chegou a esse patamar, exigirá o ensino médio concluído".

As eleições unificadas, que estão marcadas para dia 4 de outubro, não contam mais com chapas. Antes eram escolhidas cinco pessoas, agora o voto é individual. "Se votar em dois candidatos o voto é anulado". Pinhão possui um Conselho Tutelar, composto por cinco conselheiros e o presidente é Evaldo Luiz de Campos. Cidades maiores têm mais conselhos, depende do número de habitantes.

Outro avanço na seleção dos conselheiros foi a comprovação da capacidade para assumir o cargo. Uma prova escrita será aplicada. O candidato tem que possuir um acerto de 50%. "A prova é de caráter eliminatório, quem não passar não pode concorrer. Se não atingir 50% de acertos será eliminado".

Todas as mudanças na maneira de escolha condiz com a responsabilidade de um conselheiro. "É muito séria e está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente", frisa a integrante do Comdicapi.

O Promotor de Justiça de Pinhão agendará uma reunião com os candidatos para esclarecer quais são as atribuições e responsabilidades de um conselheiro tutelar.

INTERESSADOS

Desde a última quinta-feira, 2 de abril, estão abertas as inscrições na Secretaria Municipal de Assistência Social aos interessados em concorrer a uma vaga de conselheiro tutelar em Pinhão. Elas seguem até dia 5 de maio.

O candidato deve se encaixar nos critérios exigidos no edital, que pode ser encontrado na Prefeitura. Entre eles, ter 21 anos e residir no município há mais de dois anos. O cargo/função conta com todos os direitos trabalhistas, como 13º salário e licenças.

Clique Aqui e confira o edital

 


 
 

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) alerta a população que a colheita e a comercialização do pinhão será permitida no Estado somente a partir de 1 de abril. A data é estabelecida para que possam ser garantidas a maturação do fruto e a continuidade da araucária no Estado, árvore ameaçada de extinção. É nesta época que as araucárias amadurecem as pinhas para a reprodução da espécie.

"Precisamos lembrar que o pinhão também serve como alimento para diversas espécies da fauna. Respeitando a data da colheita, garantimos a continuidade de sua existência para as próximas gerações", explica o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

As normas e as instruções para a colheita estão estabelecidas na portaria do IAP nº 046/2015 que instrui os procedimentos para controle da exploração do pinhão e da araucária. Seu objetivo é regulamentar a colheita e garantir o consumo sustentável do fruto.

Assim, ficam proibidos colheita, transporte, comércio e armazenamento do fruto de qualquer pinheiro (plantado ou nativo) antes de 1 de abril. Independentemente da data, a comercialização das pinhas imaturas (que apresentam coloração verde, cujas sementes - pinhões - apresentam casca esbranquiçada e úmida) também é proibida.

A portaria também proíbe o abate dos pinheiros nativos adultos portadores de pinhas nos meses de abril, maio e junho. Estão excluídos dessa proibição apenas os pinheiros autorizados por motivo de riscos pessoais e/ou materiais, de interesse social e/ou utilidade pública, para construções em áreas urbanas consolidadas e árvores oriundas de reflorestamento.

A pessoa que for flagrada em algumas dessas situações estará sujeita a responder a processo administrativo e a processo criminal, além de receber auto de infração ambiental. A multa é de R$ 300,00 para cada 60 quilos da semente.

"A população não deve aceitar e comprar o pinhão antes dessa data. Assim, todos contribuem para a preservação da espécie", explica a diretora de Controle e Recursos Naturais do IAP, Ana Cecília Nowacki.


Fonte: Agência de Noticias do Paraná


 
 


O pinhãoense centenário tem seis filhos vivos, mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos











Durante muitos anos uma figura um tanto quanto misteriosa caminhava pelos sertões de nosso Estado com o propósito de curar, amenizar sofrimentos, realizar milagres e profetizar fatos, ficando conhecida como monge João Maria. Histórias contadas de pais para filhos relatavam que ele procurava sempre um lugar que tivesse um bom olho d'agua para se acampar e receber aqueles que vinham em busca de uma cura espiritual ou corporal.

A Vila Nova de Pinhão recebeu muitas vezes a visita de João Maria. Em uma delas, há 92 anos, entre muitos que o procuravam estava um menino de oito anos de idade. Ao se deparar com o monge, o pequeno pinhãoense recebeu a seguinte profecia: "Você vai viver tanto que testemunhará o tempo em que as águas, como desta fonte, chegarão dentro das casas sem o esforço de alguém".

E a profecia se concretizou, na última terça-feira, dia 20 de janeiro, o aposentado Sebastião Narciso de Lima completou 100 anos, muito bem vividos, totalmente lúcido. Filho de Urbano Caldas de Lima e de Cristiana Ferreira de Oliveira, ele nasceu na localidade de Faxinal dos Coutos. Hoje reside em sua casa no Bairro São Cristóvão, que fica entre a dos filhos Luiz e Dinarte, dois dos sete que teve com Francisca Silvério do Amaral, com quem contraiu núpcias em 1937.

O centenário conta que foram felizes até 1961, ano que, infelizmente a esposa faleceu. Para poder casar, teve que esperar que ela completasse 22 anos, antes dessa idade os pais não permitiam. "Éramos muito novos e o compromisso era para sempre. Fomos à cavalo para Guarapuava, meu cunhado Fabrício Amaral e o meu padrinho de batismo, Eugênio Caldas, foram nossas testemunhas. Voltamos do casamento, pernoitamos em Faxinal dos Coutos e, no dia seguinte, seguimos para o Iguaçu colher a roça. Não teve festa. Moramos dois anos naquele lugar".

Alguns anos após o casamento eles resolveram mudar para Guaraniaçu. Seu Sebastião recebeu uma proposta de trabalho muito boa e naquela cidade morou por 20 anos. Depois que ficou viúvo resolveu voltar, os filhos eram pequenos e aqui os familiares o ajudariam a criá-los. Deixou uma filha, muitos amigos e boas lembranças de uma cidade que o acolheu muito bem.

Católico fervoroso, ele acredita que a pessoa deve se manter em uma religião. "Não sou contra as religiões, sou contra aqueles que pulam de igreja em igreja e não se firmam em nenhuma", acentua.


Sebastiao 01


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos 


 


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos. Com toda a sua experiência, afirma que a vida antigamente era bem melhor. Sobre o que acha de bom na vida, o aposentado é franco - a aposentadoria e a cesta básica. "Antes não existia. Essa ajuda que vem do governo eu acho boa".

TIGRE FEROZ

Entre suas recordações, seo Sebastião contou que quase serviu de almoço para um tigre. A família tinha um terreno em Faxinal dos Coutos e outro numa localidade denominada por eles de Iguaçu, cerca de 10 quilômetros de distância. Ele sempre ouvia histórias que nestas áreas, justamente no caminho que eles faziam de uma propriedade para outra, tinha tigres. Alguns mais mansos, que se escondiam quando uma pessoa passava, e outros mais ferozes. "O tigre atacou duas pessoas, Candido e Domingos Paulista. Passado o tempo, em uma noite alguns caçadores estavam à procura de tatu e os cachorros começaram a acoar. Manuel Juliano e Antonio Castelhano foram ver e foram atacados e mortos. Uma vez, eu e uma irmã fomos levar uns porcos à pé para o Iguaçu. Nosso pai foi atrás com as bruacas de alimentos e percebeu que havia marcas das pegadas do tigre a par das nossas, ele estava nos perseguindo".

BAIRRO DOIS IRMÃOS

Temendo o ataque do tigre, sua mãe resolveu que era hora de mudarem. Vieram morar onde hoje é o Bairro Dois Irmãos. Uma curiosidade - Sebastião é culpado pela denominação do bairro. Um agrimensor que foi medir para venda o terreno que pertencia a ele e seu irmão Vital. "Cada um tinha dois alqueires, nos documentos foi registrado o local como Dois Irmãos e assim permanece até hoje".

PRIMEIRA ROÇA

Aos 16 anos, ele se associou a outro jovem, Alcindo Paulista, de 15 anos. Resolveram fazer a sua primeira roça nas suas terras lá em Iguaçu. Ambos tinham bons cavalos, que eram tratados com milho, e para eles, era injusto usar o milho que seu pai plantava para a criação da propriedade. Achava que poderia faltar para as outras criações e para o sustento da família. "Compramos machado, foice, panelas e pratos. Quando cheguei em casa, meu pai perguntou para que aquelas coisas e respondi que iríamos fazer uma roça. Ele mandou preparar uma porca para levar junto com os demais alimentos, fizemos uma bruaca bem fechada para proteger, nossa preocupação era cuidar da bóia", brinca.

Mas, no final, a roça foi bem e eles tiveram uma boa colheita. Muito trabalho, primeiro, fizeram o desmate para poder plantar. Nunca desanimaram. "Quando somos jovens temos disposição. Hoje a disposição é diferente. Nossa natureza é muito interessante".

VILA NOVA DE PINHÃO

Quando Pinhão foi elevado a município, dias depois Sebastião completou 50 anos. Recorda de toda a comemoração. Foi uma festa aquele momento. Tinha muita gente de fora. Ele chegou por acaso e soube da novidade. Viu uma movimentação onde hoje é a Praça Darci Brolini. "Pinhão, bem no começo, tinha apenas as casas dos senhores Francisco Dellê, Norberto Serápio e Felisbino Bueno. Eram três moradores na vila. Agradeço a Deus por ter me dado uma longa vida e poder ver como a minha cidade se desenvolveu".

Sebastião fez muitas viagens a Guarapuava por pedido da família ou para atender a necessidade de amigos e parentes. Conta que tinha um cavalo muito bom, que aguentava o trajeto: "era solicitado, não me importava com o horário, sempre gostei de ajudar os outros".

Antes tudo era muito difícil. Para levar um recado, comprar um remédio, só homeopático, tinha que fazer uma mala e seguir a cavalo. Demorava dois dias entre ida e volta. "Tenho saudades daquele tempo, da calma, das amizades, nos divertimentos nos bailes na região, o pessoal fazia um bom churrasco e o baile era na casa, comida o dia todo. Bebida alcoólica não tinha, mas se alguém ficava mal, era acomodado em um lugar, cuidando para que não tivesse briga nas festas. Hoje em dia querem mais é que as pessoas se desentendam, surram e matam. Apesar das dificuldades, as pessoas tinham de tudo em casa, não faltava quase nada".

Sebastião destaca que a solidariedade sempre foi muito praticada pela família. Conta que aprendeu muito com a Bíblia quando frequentava a escola. Era comum ler um trecho aos alunos até que todos chegassem. Os professores explicavam as passagens. "Meus primeiros professores foram Joaquim Taques e Guilherme Doin".

SUSTO

Com a guerra, muitas pessoas vieram para a região, principalmente os alemães. Quando chegavam na capital compravam as ferramentas necessárias e seguiam para o interior. As notícias das guerras eram disseminadas pelos professores aos pais dos alunos, como a do Contestado.

Logo depois vieram os Revoltosos, que era um grupo de pessoas que assaltavam propriedades, levavam alimentos, animais e amedrontavam a população. Sebastião lembra que eles chegavam à pé pelo Faxinal dos Coutos. "A família se mudou para outra propriedade por certo tempo até que a situação terminasse. Certa vez, eu e minha mãe estávamos indo para a casa de minha avó quando avistamos um grupo perseguindo um agricultor que não queria entregar seus animais. Eles davam tiros para cima por pura maldade. Minha mãe pediu para que eu me deitasse no mato até que eles fossem embora".

PROMESSAS

O centenário relata que o local onde mora era uma grande área de pinheiros. Ali os porcos sempre estavam à procura de pinhões para se alimentar. "Certa vez, um conhecido, o Luiz Fontoura, comentou que iria se candidatar a prefeito e prometeu que abriria uma rua aqui. Os demais conhecidos começaram a fazer comentários engraçados, dizendo que a rua seria para os porcos passarem. Ela foi aberta e hoje nos leva para Faxinal do Céu, mas meu amigo não se candidatou".

POLÍTICA

Sebastião nunca se envolveu com política, mas acredita que a pessoa eleita para o cargo, seja de prefeito, governador, ou qualquer outro, deve ser respeitado. "O dever do cidadão é contribuir para que o município ou país se desenvolva. A força da política está no conjunto e não no indivíduo sozinho", afirma, sabiamente.

SOU FELIZ

O pinhãoense, que possui três dígitos em sua idade, confessa ser uma pessoa feliz. Agradece pela sua vida longa e sabe que onde for encontrará amigos. "O respeito e a consideração são tudo. Reunir a família toda é difícil, porque além dos seis filhos vivos, tenho mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos. Mesmo longe, eles sempre procuram saber como estou. Viverei quanto o Criador quiser. Fui e sou muito feliz pela vida que me proporcionou. Se preciso, faria tudo de novo", finaliza.




Por Gisele de Pádua - Fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu


 


Com alguns amigos 


Sebastiao 02 


 


Sebastião 03 

 

Com a presença de mais de 350 cooperados foi realizada sábado, (14), no Centro Catequético Frei Ladislau Gazolzicki, a assembleia da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores Públicos de Pinhão (Creserv). Na pauta, vários assuntos foram discutidos e definidos pelos associados.

O presidente, José Waldir Ferreira Dias fez a abertura. A gerente, Simone do Carmo Lisboa expôs o resultado das Contas Operacionais, o diretor presidente fez a prestação de contas do Conselho Administrativo, a contadora, Mara do Belém Silva Almeida, o relatório contábil e a secretaria do Conselho Fiscal Adriane de Fátima Machado o do Conselho Fiscal.

A empresa Alpha Auditores Independentes realizou a auditoria externa que foi lida aos presentes pelo auditor Sérgio Tomaz Crestani


Valores Expressivos

O resultado das sobras surpreendeu os cooperados, pois em 2013 a entidade repartiu entre os associados o valor de R$ 109.560,00. Para 2014 houve um aumento cerca de R$ 37 mil reais a mais, ou seja, R$ 146.593,00. Um dos conselheiros, Sildo Nei Levinski fez a seguinte proposta: que o valor total seja dividido entre os 1215 cooperados conforme a movimentação de cada. A sugestão foi votada e aprovada pelo público presente.

Também foi apresentado o notório crescimento da cooperativa de 2010 a 2014, período em que o diretor presidente José Waldir Ferreira Dias esteve à frente da entidade. O Patrimônio Líquido era de R$ 1 milhão e 600 mil e passou para R$ 2 milhões e 500 mil, uma elevação de 49,54%.

Em relação ao Capital Social os números são invejáveis, de R$ 1 milhão e 100 mil em 2010, passou para R$ 1 milhão e 700 mil reais em 2014, o percentual ultrapassou os 52%. E o último aumento registrado é dos sócios, de 1007 passou para 1215.



Avaliação



O diretor presidente avaliou que a assembleia estava dentro das expectativas dos organizadores. "O número de presentes estava dentro da média esperada, nas conversas com os cooperados eles estavam bastante contentes com os números positivos do ano de 2014, tanto que as propostas foram aprovadas e ninguém fez qualquer questionamento ou demonstrou incertezas", comentou o diretor presidente.

Segundo ele, um dos diferencias da Creserv são as melhores taxas tanto para aqueles que desejam investir como para os que recorrem aos créditos consignados. O valor das sobras foi excelente e o resultado líquido foi bem expressivo.

Por quatro anos o diretor presidente esteve à frente da Creserv e durante a assembleia foi apresentada a nova diretoria. Em sua despedida, José Waldir mencionou que pôde dividir bons momentos, tanto com os associados como também como os diretores e colaboradores. Deixa o cargo com a sensação do dever cumprido, pois contribuiu para o crescimento da entidade e em sua pessoa mais de 1200 cooperados depositaram a confiança à frente para a realização de investimentos lucrativos e o crescimento da entidade. "Percebemos que ao longo dos anos houve um aumento nas aplicações financeiras e de sócios. O Conselho foi bastante efetivo, tivemos algumas idéias que expusemos e foram prontamente acatadas. Aqui o sócio da entidade tem um atendimento diferencial, ele se sente em casa, tem a liberdade de chegar conversar, expor suas ideias. De público agradeço aos colaboradores que sempre prestaram um excelente serviço, realizaram muito mais que suas tarefas rotineiras. E também aos cooperados que colaboraram com a entidade".

Tão logo a nova diretoria seja aprovada pelo Banco Central, ela tomará posse e José Waldir retoma suas atividades. "Voltarei para a secretaria de Agricultura, onde sou lotado e, coincidentemente, o Faustino sairá de lá e vem para cá. Foi um período marcante em minha vida" confessou José Waldir.


 

Os educadores voltam para as escolas amanhã (terça-feira, dia 10) e os estudantes na quinta-feira (12). Os professores usarão esses dois dias para reorganizar as escalas, turmas e para reunião pedagógica.

Foram 25 dias de greve geral, com uma adesão de 100% dos servidores da educação.

Em nota e com o título "Categoria suspende maior greve na educação dos últimos 20 anos", nesta segunda-feira, dia 9 de março, a APP Sindicato comunicou que mais de 10 mil educadores defiram a suspensão da paralisação.Mas, destacou, que mantém estado de greve e possibilidade de novos atos e manifestações pelo Paraná.

A Assembleia, na manhã de hoje, reuniu mais de 10 mil pessoas no Estádio da Vila Capanema, em Curitiba, e foi marcado por debates que defenderam a permanência da paralisação e por outro lado, também, a volta às aulas. A decisão da maioria foi para a manutenção de um "estado permanente de greve", mas com o retorno para as salas de aula já na próxima quinta-feira (12).

"Entendemos que é hora de suspender a greve para que o governo possa cumprir o que foi acordado. Mas mantemos o estado permanente de greve diante do descrédito do governador", disse o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão. A orientação do sindicato é de que nova assembleia será convocada caso o pagamento do terço de férias, agendado para 31 de março, não seja realizado.

A APP ainda vai organizar uma série de debates com professores, funcionários e alunos sobre os motivos da greve e os pontos ainda não cumpridos pelo Governo do Estado no acordo negociado na semana passada. "Estamos aqui para defender a continuidade deste movimento que já é histórico em vários locais do mundo, estamos aqui para dizer nenhum direito a menos, principalmente com uma carta de compromisso dessas sem sinalização do cumprimento da pauta", defendeu uma professora.


 

Para tornar mais rápido o atendimento ao pedido e dar maior segurança às informações sobre os trabalhadores, o Ministério do Trabalho e Emprego determinou que as empresas passem a preencher o requerimento do seguro-desemprego de seus empregados pela internet. A medida começa a valer na próxima quarta-feira (1º), de acordo com resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Os empregadores só poderão preencher o requerimento do seguro-desemprego e a comunicação de dispensa de trabalhadores por meio do aplicativo Empregado Web, disponível no Portal Mais Emprego, do ministério. A entrega dos formulários impressos, utilizados hoje, será aceita até 31 de março.

Segundo o ministério, o sistema dará maior rapidez à entrega do pedido, além de garantir a autenticidade dos dados, e possibilitará o cruzamento de informações sobre os trabalhadores em diversos órgãos, facilitando consultas necessárias para a liberação do seguro-desemprego.


Fonte: Agência Brasil


 

Cumprindo a promessa, integrantes do assentamento Nova Geração, bloquearam a PR 170 na altura da Serra do Cadeado desde as 7 horas da manhã de hoje (30) nos dois sentidos.

Policiais militares e rodoviários estão se dirigindo até a fim de liberar a rodovia. Cerca de 31 famílias, vivem no local e pedem que o INCRA envie um representante até o local da manifestação para negociar as melhorias para o assentamento.

Eles estão reivindicando entre outros itens a agilidade para a retirada imediata de pinus, e o recurso do mesmo seja revertido em benefício do assentamento; habitação, liberação de crédito.

O manifestante diz que a rodovia será liberada somente após as 18horas somente ambulâncias podem transitar livremente.



Confira a Nota Oficial do Incra divulgada na sexta-feira (27)


Curitiba, 27 de março de 2015



Prezado editor,



Em atenção ao bloqueio da PR 170 (no trecho entre Guarapuava e Pinhão) ocupada realizada por agricultores assentados da Reforma Agrária, a Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná gostaria de informaros veículos de comunicação local que:



1. A Superintendência Regional do Incra no Paraná recebeu, na manhã desta sexta-feira (27) a notícia de que assentados do PA Nova Geração cobram do Incra agilidade para a retirada do reflorestamento de pinus no assentamento via bloqueio de rodovia estadual. As madeiras reflorestadas existentes na área foram plantados pelos antigos proprietários do imóvel. O PA Nova Geração possui 31 famílias assentadas, sendo que dez delas têm o lote integralmente ocupada por reflorestamento.

2. Ainda não há uma normativa nacional da autarquia que dê destinação à madeira cortada. Com esta indefinição, a Superintendência do Incra no Paraná não pôde avançar nas ações para a retirada da madeira que limita o uso dos dez lotes.

3. Entendendo a situação das dez famílias atingidas, a Superintendência do Incra no Paraná fez uma programação - acordada com os assentados - de retirada desta madeira. A programação pretende licitar o levantamento volumétrico de toda a madeira a ser retirada em abril, e início dos trabalhos já no mês de maio. Concluindo este trabalho, pode-se iniciar nova licitação para corte da madeira.

4. O Incra vem dando todo o apoio necessário à todas as famílias assentadas no PA Nova Geração. Os primeiros créditos de fomento de produção já foram liberados, e os assentados recebem assistência técnica para iniciar a produção. O assentamento conta com energia elétrica instalada e o Incra já viabilizou a abertura de estradas para escoamento da produção.

5. Diante disso, o Incra entende que a ocupação da rodovia tenha como objetivo a retaliação à ação de averiguação desenvolvida pelo Incra e Polícia Federal que foi deflagrada ontem e constatou o corte irregular de reflorestamento de pinus. A Ação da Polícia Federal limita-se a retirada irregular da madeira.

6. A Superintendência do Incra no estado do Paraná informa que trabalha em parceria com o governo do Paraná na resolução de conflitos agrários no estado. A autarquia federal mantém canais de negociação com a Polícia Militar e da Assessoria do Governo do Estado para Assuntos Fundiários e da Ouvidoria Agrária Regional para a liberação da estrada o mais rápido possível.

7. A autarquia age de forma transparente dentro dos princípios legais, respeitando os trabalhadores rurais - através dos seus movimentos sociais - bem como o direito de ir e vir de todos os cidadãos paranaenses.





Assessoria de Comunicação Social do Incra/PR


 


Elevação no nível nas competições, resultando em muitas medalhas e revelação de enxadristas. Hoje, Pinhão conta com 110 atletas, divididos nas categorias de base, juventude e adulto



O treinador de Xadrez, André Ferreira
de Almeida, fez um balanço da modalidade em 2014, que, aliás, foi um ano
recheado de medalhas e revelou grandes enxadristas.



Sua volta à Secretaria de Esportes de
Pinhão no início do ano de 2014 coincidiu com a posse de Adaor Caldas na pasta,
com o apoio do novo secretário obteve condições para que o xadrez na cidade iniciasse
uma nova caminhada. “Houve um reforma geral, crescemos muito. Ganhamos novos
materiais que permitem intensificar os treinos. Foram adquiridas mesas e
cadeiras para melhor conforto dos atletas, assim pudemos elevar o nosso nível
nas competições. O ganho também foi no material humano”.  



MEDALHAS



A modalidade representou Pinhão nos
Jogos Abertos da Cantuquiriguaçu (Jarcan’s) nos Jogos da Juventude, nos Jogos
Escolares e em mais seis competições pelo Paraná. “Com o apoio nos eventos que participamos,
foi possível ter sucesso. Trouxemos medalhas de todos. Sempre estávamos entre
os três primeiros lugares, independente da categoria, tanto em individuais como
coletivas”.



DIFICULDADE



O xadrez é um esporte que exige muito
do atleta. O raciocínio é tudo. Um jogo de estratégias que faz com que os
competidores armem jogadas e o adversário “quebre a cabeça” para vencê-lo. Uma
partida de xadrez pode levar horas e dias para ser definida.



ESCOLINHAS



Entre os projetos colocados em prática
pelo professor André, está a Escolinha de Xadrez, onde as crianças em idade
escolar devem preencher dois únicos requisitos: estar estudando e obter boas
notas. “Organizamos os horários para os treinos, e incluímos uma nova faixa de
competidores, agora crianças com seis anos podem começar a frequentar. Hoje
somos em 110 atletas nas categorias de base, juventude e adulto. Tenho alguns
que começaram comigo em 2005 e ainda jogam pelo município, como aconteceu nos
Jarcan’s. O incentivo dos pais também é fundamental para estes resultados”.



Xadrez01 



O treinador André Ferreira de Almeida  e a atleta Eduarda Iwasenko



DESTAQUES



A jovem Eduarda Iwasenko foi um dos grandes
destaques de Pinhão, nas competições que disputou subiu ao pódio, o que foi uma
rotina para ela em 2014, no total foram nove medalhas nos Jogos Escolares e
três nos Jogos da Juventude e nos Jarcan’s.



O dom foi relevado quando a atleta frequentava
as aulas de informática, na Secretaria de Esportes, e a sala de treinamento de
Xadrez ficava ao lado. Ela começou a observar os jogadores. “Estava sempre olhando
os atletas treinando, me interessei e segui
em frente. Comecei a
jogar em 2009 e não parei mais, me apaixonei pelo esporte. Quero melhorar cada
vez mais e ser profissional. Não tive muitas dificuldades nos jogos que competi
no ano que passou, mas em 2015 sei que tenho que treinar mais, pois o nível dos
adversários será mais alto, vou ter que me dedicar muito. O Xadrez me ajudou
muito até nos estudos, pois prende a atenção e a concentração. Meus pais me incentivam
muito, torcem por mim e comemoram cada medalha que conquisto”.
 



 



 
 

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