Cidade


Alta no preço do combustível, IPVA com acréscimo de 40%, água 12,5%, energia elétrica 26%, além do pedágio e das cargas tributárias de 95 mil produtos no Paraná e das taxas e impostos locais



Desde que acabaram as eleições em outubro do ano passado, as tarifas principais controladas pelos governos federal, estadual e municipal tiveram aumento. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) teve um reajuste de 40%. A Cide-Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - Combustíveis) impactou em mais R$ 0,22 na gasolina e R$ 0,15 no diesel. Sem falar da carga tributária de 95 mil produtos no Paraná, o pedágio e as taxas de cartórios no Estado. Enfim, a lista é enorme e interminável.

O que mais vai pesar no bolso do cidadão são as contas de água e de luz. Aliás, foi anunciado mais um aumento na energia elétrica.

Locais, podemos citar as tarifas de ônibus e do IPTU. Sem falar, que, ainda em 2015 começará a ser cobrada a taxa de coleta de lixo.

SANEPAR

A Sanepar planeja elevar a tarifa de água e esgoto em 12,5% neste ano. A proposta aprovada nos últimos dias pelo Conselho de Administração da estatal será encaminhada ao Instituto das Águas do Paraná, o órgão regulador, e depois segue para edição de decreto pelo governo do estado.

Depois de ficar congelada entre 2005 e 2010, a tarifa da Sanepar voltou a subir quando Beto Richa assumiu o governo. Os reajustes foram de 16% em 2011, 16,5% em 2012, 6,9% em 2013 e 6,4% em 2014. Nesses quatro anos, o aumento acumulado foi de 53,7%. Acima, portanto, da inflação anual medida pelo IPCA - que variou 27% no mesmo período. Se considerado o acumulado do período 2005-2014, no entanto, a tarifa subiu menos que a inflação: 53,7% contra 69,2% do IPCA.

Segundo comunicado enviado ao mercado, a empresa propõe que o aumento seja parcelado em duas vezes: inicialmente, um reajuste de 6,5%, que deve entrar em vigor 30 dias após publicação de decreto do governador, e depois um aumento de 6%, válido a partir de junho. O texto não deixa claro se o porcentual de 6% solicitado para junho vai incidir sobre a tarifa já reajustada em 6,5%. Se for esse o caso, o aumento total da tarifa em 2015 será de 12,9%, e não de 12,5%.

ENERGIA ELÉTRICA

Com o fim do auxílio de R$ 9 bilhões em subsídios pagos pelo Tesouro Nacional, a conta de luz dos consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terá um reajuste de 19,97% derivado dos gastos com programas sociais que voltarão a ser cobrados na tarifa de energia. Somado ao aumento do preço da eletricidade de Itaipu, também repassado ao consumidor, o "tarifaço" para essas três regiões chegará a 25,97% em 2015.

Além disso, as contas de luz terão o impacto adicional do reajuste ordinário deste ano. Para algumas empresas, a elevação da tarifa pode superar os 50%, índice muito acima do previsto pelo Ministério de Minas e Energia até aqui.

Os números foram apresentados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em sua proposta para o orçamento do fundo setorial Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que foi colocada em consulta pública. Segundo o relator do processo, diretor Tiago de Barros Correia, as despesas com programas setoriais do setor elétrico vão atingir R$ 25,961 bilhões neste ano - as receitas próprias da CDE somarão apenas R$ 2,75 bilhões. A conta a ser paga pelos consumidores somará R$ 23,21 bilhões em aumentos na tarifa de energia.

TARIFA ÔNIBUS E IPTU

Trazendo os números para o local, pode-se citar a tarifa de ônibus, que não tem como fazer uma média. Algumas linhas tiveram um aumento de 10%, outras até 150%. Como os índices são muito elevados, está sendo realizado o aumento em três etapas para amenizar o impacto. Duas etapas já foram concluídas, uma em outubro de 2014 e outra em janeiro de 2015. Segundo o Decreto nº 325/2014, a previsão é de mais uma alta em abril desse ano.

O usuário Edson dos Santos Guimarães diz que entende o reajuste, que era evidente com o aumento no combustível. "Nos horários de pico os ônibus são lotados, mas em outros horários não, e tudo é custo, estradas que causam manutenção, além dos funcionários", diz o morador da localidade do Alecrim. O agricultor Sebastião Martins de Lima não ficou surpreso com a nova tarifa de ônibus. "Tudo subiu", alegou o morador do Ribeiro.

O pinhãoense também terá um reajuste de 6,94% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU 2015). O secretário municipal de Finanças, Jorge Sens, explica que os reajustes que dizem relação ao Município são calculados pela Unidade Fiscal do Município (UFM). "De dezembro de 2013 a novembro de 2014 teve um aumento de 6,94%. Passou de R$ 4,68 para R$ 5. Não só o IPTU, mas todas as taxas são baseadas na UFM".

COMBUSTÍVEL

As bombas pinhãoenses já estão marcando os novos valores devido ao impacto da Cide-Combustíveis.O último aumento foi dia 1º de fevereiro.

Nice Santos, do Posto Delta, afirma que o movimento caiu bastante, que muitos clientes estão deixando de completar o tanque. "Estão pedindo para colocar menos, 50 reais". No posto, o litro da gasolina comum e da aditivada estão R$ 3,13, o etanol (álcool) R$2,22, o diesel comum R$ 2,58 e o S-10 R$ 2,72.

André Felipe Santos, do Posto do Alceu, confirma a reclamação dos clientes. "Mas eles sabem que não é nossa culpa, que são os impostos que temos que repassar, que, aliás, representa mais da metade. Todos os postos de bandeira estão seguindo os mesmos valores", conta o operador de caixa. No posto, o litro da gasolina comum R$ 3,29, da aditivada R$ 3,36, o etanol (álcool) R$ 2,19, o diesel S-10 R$ 2,82.

O QUE DIZEM OS PINHÃOENSES

Antonio Derli Gonçalves já percebeu que tudo aumentou, principalmente na hora de abastecer. "O ano mal entrou e tudo está mais ‘salgado' na hora de pagar, no encher o tanque a gente leva um susto".

Desempregada, Ivone de Fátima Rocha está receosa com o início de 2015, que pelo que tudo indica, não será um ano fácil para ninguém. "Só o meu marido está trabalhando, então as coisas ficam mais difíceis ainda. Começo de ano é material, uniforme, além de todos os impostos para pagar. Faz horas que não vou para o interior, mas ouvi dizer que a tarifa do ônibus subiu bastante. Aumentou o combustível, aumenta tudo", frisa a moradora do Jardim Dona Evanira.

A dona de casa Sebastiana Maria do Nascimento conta que seu marido trabalha fora do município e agora está no seguro desemprego, então, terão que colocar todas as contas no papel para não extrapolar e ficarem endividados. "Tem que se programar direitinho, não gastar em coisas que não tem tanta necessidade. Porque esse ano vamos poder parcelar o IPVA apenas em três vezes. E ainda que nós não temos filhos em época de escola, porque começo do ano a despesa é grande com eles".

O casal Leidinalva Belo e Pedro Antunes afirma que para enfrentar essa nova realidade o segredo é economizar. "Tentar não demorar no banho. Assistir menos", brincam.

O casal de aposentados da Comunidade de Lajeado Feio conta que não tem gastos com água, apenas com a energia elétrica, não pagam IPTU e nem IPVA, porque não possui veículo. "Apesar do aumento do combustível e de muitos impostos não senti muita diferença na compra do rancho do mês. Pensei que iria gastar bem mais", diz Alcindo Nascimento. A esposa, Helena Maria Oliveira, observa que se não morassem no interior a despesa seria muito maior: "lá temos criação, ovo, verdura para o gasto".



FOTO: As bombas pinhãoenses já estão marcando os novos valores devido ao impacto da Cide-Combustíveis (Foto: Naor Coelho/Fatos do Iguaçu)



 



 


Educação

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O pinhãoense centenário tem seis filhos vivos, mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos











Durante muitos anos uma figura um tanto quanto misteriosa caminhava pelos sertões de nosso Estado com o propósito de curar, amenizar sofrimentos, realizar milagres e profetizar fatos, ficando conhecida como monge João Maria. Histórias contadas de pais para filhos relatavam que ele procurava sempre um lugar que tivesse um bom olho d'agua para se acampar e receber aqueles que vinham em busca de uma cura espiritual ou corporal.

A Vila Nova de Pinhão recebeu muitas vezes a visita de João Maria. Em uma delas, há 92 anos, entre muitos que o procuravam estava um menino de oito anos de idade. Ao se deparar com o monge, o pequeno pinhãoense recebeu a seguinte profecia: "Você vai viver tanto que testemunhará o tempo em que as águas, como desta fonte, chegarão dentro das casas sem o esforço de alguém".

E a profecia se concretizou, na última terça-feira, dia 20 de janeiro, o aposentado Sebastião Narciso de Lima completou 100 anos, muito bem vividos, totalmente lúcido. Filho de Urbano Caldas de Lima e de Cristiana Ferreira de Oliveira, ele nasceu na localidade de Faxinal dos Coutos. Hoje reside em sua casa no Bairro São Cristóvão, que fica entre a dos filhos Luiz e Dinarte, dois dos sete que teve com Francisca Silvério do Amaral, com quem contraiu núpcias em 1937.

O centenário conta que foram felizes até 1961, ano que, infelizmente a esposa faleceu. Para poder casar, teve que esperar que ela completasse 22 anos, antes dessa idade os pais não permitiam. "Éramos muito novos e o compromisso era para sempre. Fomos à cavalo para Guarapuava, meu cunhado Fabrício Amaral e o meu padrinho de batismo, Eugênio Caldas, foram nossas testemunhas. Voltamos do casamento, pernoitamos em Faxinal dos Coutos e, no dia seguinte, seguimos para o Iguaçu colher a roça. Não teve festa. Moramos dois anos naquele lugar".

Alguns anos após o casamento eles resolveram mudar para Guaraniaçu. Seu Sebastião recebeu uma proposta de trabalho muito boa e naquela cidade morou por 20 anos. Depois que ficou viúvo resolveu voltar, os filhos eram pequenos e aqui os familiares o ajudariam a criá-los. Deixou uma filha, muitos amigos e boas lembranças de uma cidade que o acolheu muito bem.

Católico fervoroso, ele acredita que a pessoa deve se manter em uma religião. "Não sou contra as religiões, sou contra aqueles que pulam de igreja em igreja e não se firmam em nenhuma", acentua.


Sebastiao 01


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos 


 


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos. Com toda a sua experiência, afirma que a vida antigamente era bem melhor. Sobre o que acha de bom na vida, o aposentado é franco - a aposentadoria e a cesta básica. "Antes não existia. Essa ajuda que vem do governo eu acho boa".

TIGRE FEROZ

Entre suas recordações, seo Sebastião contou que quase serviu de almoço para um tigre. A família tinha um terreno em Faxinal dos Coutos e outro numa localidade denominada por eles de Iguaçu, cerca de 10 quilômetros de distância. Ele sempre ouvia histórias que nestas áreas, justamente no caminho que eles faziam de uma propriedade para outra, tinha tigres. Alguns mais mansos, que se escondiam quando uma pessoa passava, e outros mais ferozes. "O tigre atacou duas pessoas, Candido e Domingos Paulista. Passado o tempo, em uma noite alguns caçadores estavam à procura de tatu e os cachorros começaram a acoar. Manuel Juliano e Antonio Castelhano foram ver e foram atacados e mortos. Uma vez, eu e uma irmã fomos levar uns porcos à pé para o Iguaçu. Nosso pai foi atrás com as bruacas de alimentos e percebeu que havia marcas das pegadas do tigre a par das nossas, ele estava nos perseguindo".

BAIRRO DOIS IRMÃOS

Temendo o ataque do tigre, sua mãe resolveu que era hora de mudarem. Vieram morar onde hoje é o Bairro Dois Irmãos. Uma curiosidade - Sebastião é culpado pela denominação do bairro. Um agrimensor que foi medir para venda o terreno que pertencia a ele e seu irmão Vital. "Cada um tinha dois alqueires, nos documentos foi registrado o local como Dois Irmãos e assim permanece até hoje".

PRIMEIRA ROÇA

Aos 16 anos, ele se associou a outro jovem, Alcindo Paulista, de 15 anos. Resolveram fazer a sua primeira roça nas suas terras lá em Iguaçu. Ambos tinham bons cavalos, que eram tratados com milho, e para eles, era injusto usar o milho que seu pai plantava para a criação da propriedade. Achava que poderia faltar para as outras criações e para o sustento da família. "Compramos machado, foice, panelas e pratos. Quando cheguei em casa, meu pai perguntou para que aquelas coisas e respondi que iríamos fazer uma roça. Ele mandou preparar uma porca para levar junto com os demais alimentos, fizemos uma bruaca bem fechada para proteger, nossa preocupação era cuidar da bóia", brinca.

Mas, no final, a roça foi bem e eles tiveram uma boa colheita. Muito trabalho, primeiro, fizeram o desmate para poder plantar. Nunca desanimaram. "Quando somos jovens temos disposição. Hoje a disposição é diferente. Nossa natureza é muito interessante".

VILA NOVA DE PINHÃO

Quando Pinhão foi elevado a município, dias depois Sebastião completou 50 anos. Recorda de toda a comemoração. Foi uma festa aquele momento. Tinha muita gente de fora. Ele chegou por acaso e soube da novidade. Viu uma movimentação onde hoje é a Praça Darci Brolini. "Pinhão, bem no começo, tinha apenas as casas dos senhores Francisco Dellê, Norberto Serápio e Felisbino Bueno. Eram três moradores na vila. Agradeço a Deus por ter me dado uma longa vida e poder ver como a minha cidade se desenvolveu".

Sebastião fez muitas viagens a Guarapuava por pedido da família ou para atender a necessidade de amigos e parentes. Conta que tinha um cavalo muito bom, que aguentava o trajeto: "era solicitado, não me importava com o horário, sempre gostei de ajudar os outros".

Antes tudo era muito difícil. Para levar um recado, comprar um remédio, só homeopático, tinha que fazer uma mala e seguir a cavalo. Demorava dois dias entre ida e volta. "Tenho saudades daquele tempo, da calma, das amizades, nos divertimentos nos bailes na região, o pessoal fazia um bom churrasco e o baile era na casa, comida o dia todo. Bebida alcoólica não tinha, mas se alguém ficava mal, era acomodado em um lugar, cuidando para que não tivesse briga nas festas. Hoje em dia querem mais é que as pessoas se desentendam, surram e matam. Apesar das dificuldades, as pessoas tinham de tudo em casa, não faltava quase nada".

Sebastião destaca que a solidariedade sempre foi muito praticada pela família. Conta que aprendeu muito com a Bíblia quando frequentava a escola. Era comum ler um trecho aos alunos até que todos chegassem. Os professores explicavam as passagens. "Meus primeiros professores foram Joaquim Taques e Guilherme Doin".

SUSTO

Com a guerra, muitas pessoas vieram para a região, principalmente os alemães. Quando chegavam na capital compravam as ferramentas necessárias e seguiam para o interior. As notícias das guerras eram disseminadas pelos professores aos pais dos alunos, como a do Contestado.

Logo depois vieram os Revoltosos, que era um grupo de pessoas que assaltavam propriedades, levavam alimentos, animais e amedrontavam a população. Sebastião lembra que eles chegavam à pé pelo Faxinal dos Coutos. "A família se mudou para outra propriedade por certo tempo até que a situação terminasse. Certa vez, eu e minha mãe estávamos indo para a casa de minha avó quando avistamos um grupo perseguindo um agricultor que não queria entregar seus animais. Eles davam tiros para cima por pura maldade. Minha mãe pediu para que eu me deitasse no mato até que eles fossem embora".

PROMESSAS

O centenário relata que o local onde mora era uma grande área de pinheiros. Ali os porcos sempre estavam à procura de pinhões para se alimentar. "Certa vez, um conhecido, o Luiz Fontoura, comentou que iria se candidatar a prefeito e prometeu que abriria uma rua aqui. Os demais conhecidos começaram a fazer comentários engraçados, dizendo que a rua seria para os porcos passarem. Ela foi aberta e hoje nos leva para Faxinal do Céu, mas meu amigo não se candidatou".

POLÍTICA

Sebastião nunca se envolveu com política, mas acredita que a pessoa eleita para o cargo, seja de prefeito, governador, ou qualquer outro, deve ser respeitado. "O dever do cidadão é contribuir para que o município ou país se desenvolva. A força da política está no conjunto e não no indivíduo sozinho", afirma, sabiamente.

SOU FELIZ

O pinhãoense, que possui três dígitos em sua idade, confessa ser uma pessoa feliz. Agradece pela sua vida longa e sabe que onde for encontrará amigos. "O respeito e a consideração são tudo. Reunir a família toda é difícil, porque além dos seis filhos vivos, tenho mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos. Mesmo longe, eles sempre procuram saber como estou. Viverei quanto o Criador quiser. Fui e sou muito feliz pela vida que me proporcionou. Se preciso, faria tudo de novo", finaliza.




Por Gisele de Pádua - Fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu


 


Com alguns amigos 


Sebastiao 02 


 


Sebastião 03 

 
 


Conforme anunciado na manhã de hoje (9) os professores da rede estadual de ensino reuniram-se com os vereadores de Pinhão na Câmara Municipal, para explicarem os motivos que levaram a aderir à greve deflagrada em Guarapuava no sábado (7).

Na oportunidade o professor Paulo Cezar Basílio explicou como funciona atualmente a questão de progressão salarial e como ficará caso a proposta do governo seja votada a seu favor. Também explanou sobre a questão maior que é o Fundo Previdenciário criado pelo governo Lerner e que garante um adicional nos salários dos professores aposentados, que hoje tem um saldo de aproximadamente 8 bilhões de reais.

No projeto enviado a Assembleia Legislativa (AL), o governo pretende transferir este valor para os cofres públicos e criar alternativa para os professores quando a aposentadoria chegar. Elenca uma série de mudanças e ações como licenças especiais que dependerão do aval do secretário estadual de Educação.

Os professores haviam pedido para que o presidente do legislativo pinhãoense vereador Osvaldo Lupepsa (PSD) entrasse em contanto com os deputados os quais ele apoiou na última eleição com o intuito de que estes revejam as propostas enviadas a AL. E repassasse aos demais legisladores tal pedido. Ao se pronunciarem os vereadores mencionaram ao público que tentaram entrar em contanto com seus deputados, mas não obtiveram sucesso. Alguns assessores justificaram que os deputados estavam em reunião outros simplesmente não atenderam devido à falta de sinal de celular.

Ao final os vereadores expressaram seu apoio à greve e se colocaram a disposição da classe. Foi elaborada lida e assinada uma Moção de Apoio dos legisladores aos professores.

Participaram do evento os vereadores: Denilson José de Oliveira (PT), Israel de Oliveira Santos (PT), Jovael Belo (PT), Osvaldeci de Lima (PSD), Carlos Alberto Passos Ferreira (PP), Osvaldo Verbaneck (PSDB), Aroldo Antunes Domingues (PPS), Alexandro Caldas Camargo (PRP), Francisco Carlos Caldas (PMDB) e o presidente da Câmara vereador Osvaldo Lupepsa (PSD).



Greve 01 



Greve 02 



Greve 03 



Fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu 


 
 
 


Elevação no nível nas competições, resultando em muitas medalhas e revelação de enxadristas. Hoje, Pinhão conta com 110 atletas, divididos nas categorias de base, juventude e adulto



O treinador de Xadrez, André Ferreira
de Almeida, fez um balanço da modalidade em 2014, que, aliás, foi um ano
recheado de medalhas e revelou grandes enxadristas.



Sua volta à Secretaria de Esportes de
Pinhão no início do ano de 2014 coincidiu com a posse de Adaor Caldas na pasta,
com o apoio do novo secretário obteve condições para que o xadrez na cidade iniciasse
uma nova caminhada. “Houve um reforma geral, crescemos muito. Ganhamos novos
materiais que permitem intensificar os treinos. Foram adquiridas mesas e
cadeiras para melhor conforto dos atletas, assim pudemos elevar o nosso nível
nas competições. O ganho também foi no material humano”.  



MEDALHAS



A modalidade representou Pinhão nos
Jogos Abertos da Cantuquiriguaçu (Jarcan’s) nos Jogos da Juventude, nos Jogos
Escolares e em mais seis competições pelo Paraná. “Com o apoio nos eventos que participamos,
foi possível ter sucesso. Trouxemos medalhas de todos. Sempre estávamos entre
os três primeiros lugares, independente da categoria, tanto em individuais como
coletivas”.



DIFICULDADE



O xadrez é um esporte que exige muito
do atleta. O raciocínio é tudo. Um jogo de estratégias que faz com que os
competidores armem jogadas e o adversário “quebre a cabeça” para vencê-lo. Uma
partida de xadrez pode levar horas e dias para ser definida.



ESCOLINHAS



Entre os projetos colocados em prática
pelo professor André, está a Escolinha de Xadrez, onde as crianças em idade
escolar devem preencher dois únicos requisitos: estar estudando e obter boas
notas. “Organizamos os horários para os treinos, e incluímos uma nova faixa de
competidores, agora crianças com seis anos podem começar a frequentar. Hoje
somos em 110 atletas nas categorias de base, juventude e adulto. Tenho alguns
que começaram comigo em 2005 e ainda jogam pelo município, como aconteceu nos
Jarcan’s. O incentivo dos pais também é fundamental para estes resultados”.



Xadrez01 



O treinador André Ferreira de Almeida  e a atleta Eduarda Iwasenko



DESTAQUES



A jovem Eduarda Iwasenko foi um dos grandes
destaques de Pinhão, nas competições que disputou subiu ao pódio, o que foi uma
rotina para ela em 2014, no total foram nove medalhas nos Jogos Escolares e
três nos Jogos da Juventude e nos Jarcan’s.



O dom foi relevado quando a atleta frequentava
as aulas de informática, na Secretaria de Esportes, e a sala de treinamento de
Xadrez ficava ao lado. Ela começou a observar os jogadores. “Estava sempre olhando
os atletas treinando, me interessei e segui
em frente. Comecei a
jogar em 2009 e não parei mais, me apaixonei pelo esporte. Quero melhorar cada
vez mais e ser profissional. Não tive muitas dificuldades nos jogos que competi
no ano que passou, mas em 2015 sei que tenho que treinar mais, pois o nível dos
adversários será mais alto, vou ter que me dedicar muito. O Xadrez me ajudou
muito até nos estudos, pois prende a atenção e a concentração. Meus pais me incentivam
muito, torcem por mim e comemoram cada medalha que conquisto”.
 



 


 
 


Foi realizado na tarde de hoje (6) uma caminhada pelos professores da rede estadual de ensino na Avenida Trifon Hanycz chamando a atenção da população para o pacote de medidas anunciadas pelo governo estadual que afetam servidores, professores e consequentemente os estudantes.

A professora Maria Gisele Vargas Batista explicou o motivo da manifestação. "Este protesto é pelos fatos acontecidos no final do ano e também porque está para ser votado na Assembleia Legislativa um novo pacote que o governador enviou durante a semana. As novas medidas afetarão os profissionais da Educação, assim como uma grande quantidade de servidores públicos do estado. principalmente os Agentes I e II e policiais militares. A nossa luta é a qualidade de ensino, o professor precisa ser valorizado. Não somente a questão de salário, mas da nossa aposentadoria, o fato é que estes assuntos não estão sendo discutidos com a classe".

Segundo os professores as justificativas para as medidas são que o governo possa fazer o ajuste fiscal, todos concordam ser preciso, mas seria necessário haver uma discussão a entre governo e os professores para ouvir as sugestões que poderia contribuir e não impor como está acontecendo.

O ano letivo já está prejudicado devido à distribuição e redistribuição de aulas, a nomeação e não contratação de professores que passaram em concurso e a demissão dos professores do PSS na última semana. "Temos que acertar o planejamento do ano escolar, a limpeza das escolas, a merenda e outros itens que o governo tem deixado de lado como a verba para que as instituições estejam em condições de receber os alunos", alertou Maria Gisele Vargas Batista.



Fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu 



 


 
 
 


A equipe conta com 16 graduados preparados para competição.O judô é o único esporte pinhãoense que conseguiu chegar a um nível de paranaense, brasileiro e olimpíadas



 Atletas medalhistas, que se destacam no cenário nacional, integram a Seleção de Judô de Pinhão. A equipe conta com 16 graduados, preparados para competição.Torneios, Paranaense, Jogos da Juventude, colegiais e seletiva para o paranaense são alguns dos objetivos desses pinhãoense. Mas alguns se destacam e vão além: brasileiro e sul-brasileiro.



De acordo com José de Assis, o sensei Zezinho, fazia 2 anos e 8 meses que Pinhão não participava de torneios na região. Em agosto, uma equipe de 37 atletas seguiu até Prudentópolis. O resultado foi 18 medalhas de ouro e sete de prata. No tatame, enfrentaram competidores de Ponta Grossa, Guarapuava e Curitiba. "A menor cidade que estava lá era o Pinhão. A participação de nossos atletas foi excelente".

Esse e outros resultados deve-se à carga horária de treinos. Os atletas têm uma preparação de três horas diárias: "se trabalhar bastante, o resultado é bom; se quer ficar forte, o treino é forte", assegura o sensei.

Essa equipe das 18 horas segue para campeonatos oficiais porque são todos credenciados, possuem a carteirinha da Federação Brasileira de Judô. E no próximo mês, em outubro, a equipe pinhãoense segue para competir em São Paulo. "Vou levar oito atletas para a cidade de Registro".

Também em outubro, seguem para o Juventude e na Copa Paraná. De acordo com o professor Zezinho, só a elite paranaense estará lá, além dos convidados de Santa Cantarina e de São Paulo. "Eu sempre digo, se tem um grande evento, tem que ter pinhãoense participando. Eles merecem todos os parabéns. A dedicação é grande. Treinam três horas e meia, sem nutricionista para orientar e sem condições financeiras. E chegam na competição e garantem seu lugar. A minha faixa verde, Jaqueline Cruz, ganhou de uma faixa preta".

TITULOS

O judô é o único esporte pinhãoense que conseguiu chegar a um nível de paranaense, brasileiro e olimpíadas. A exemplo do faixa marrom Ireno Santos, que já garantiu lugar em duas olimpíadas. Quem também se destacou foi a judoca Jaqueline Soares, que seguiu para uma olimpíada e para o brasileiro.

Perseverança e vontade de vencer faz parte da vida desses apaixonados pelo judô, como Loriel Ribeiro, que é uma das inspirações para os colegas de tatame. Para poder treinar, vinha da localidade do Ribeiro a cavalo até uma altura, outro trecho fazia de bicicleta e, ainda pegava uma carona para chegar até o local de treinamento. "Uma história maravilhosa que acabou com um pinhãoense seguindo de avião para o Rio de Janeiro", frisa.

IRENO SANTOS

Outra história de superação é de Ireno Mathias de Lima dos Santos (foto), 18 anos. Filho de pai alcoólatra que abandonou a família. Ele ingressou no esporte aos 10 anos e, com o passar dos anos, garantiu seu passaporte ao lado dos melhores do Brasil. "Guerreiro e conhecidíssimo lá fora. Chamam ele de Pinhão. Todo mundo quer abraça-lo", garante seu sensei.

O faixa marrom conta que entrou no judô porque na época tinha problemas com disciplina e uma colega da sua mãe indicou o esporte. "Eu era meio revoltado, e como sempre gostei de artes marciais, eu e meu irmão entramos", lembra.

O atleta explica que desde o início treinava forte e com 12 anos passou a integrar a equipe dos adultos, o que contou a seu favor, porque queria se igualar a eles. Como foi sempre muito competitivo, já no primeiro campeonato oficial a nível paranaense que participou trouxe medalha. "Lembro que tinha 24 pessoas na chave".

A partir de então, conquistas e mais conquistas. Em 2010 seguiu para o Brasileiro em Goiás, no mesmo ano para Fortaleza, para as Olimpíadas Escolares. Participou de três sul-brasileiros em Balneário Camboriú, um deles foi campeão e nos outros assegurou o bronze. Sempre contou com o inventivo dos colegas e do seu técnico, e com 14 anos, era campeão sul-brasileiro. "Primeira vez que viajei de avião, nunca imaginava que poderia ter uma experiência como aquela. O esporte abriu muitas portas e oportunidades. Não conhecia a praia. Fiz muitos amigos integrando a equipe paranaense, convivendo com pessoas de todos os cantos. Só o judô pode me trazer tudo isso, além da saúde e da disciplina. É um compromisso que traz bônus. Uma experiência de vida", observa o jovem de 18 anos.

Hoje, o atleta concilia seu trabalho de vendedor e os treinos. Estava cursando a faculdade de Inglês até abril deste ano, mas como seu sonho é fazer Educação Física e não estava conseguindo treinar, desistiu. "Antes treinava quatro horas todo dia, até no sábado. Hoje consigo apenas três vezes por semana, no sábado cuido da parte física". Os planos são conseguir uma bolsa atleta para poder se dedicar ao esporte. "Para estar entre os melhores a dedicação é total. Dormir bem, alimentação correta, treinos fortes. Uma vida muito regrada. Um estilo de vida para poder chegar e ganhar", explica.

O próximo campeonato que irá participar será em outubro, nos Jogos da Juventude. Será sua aposentadoria no juvenil. Logo, quer passar para a faixa preta para encarar de igual para igual seus adversários na categoria junior, de 18 a 21 anos. "Muita gente forte e experiente, a maioria faixa preta. Para me igualar tenho que viver 100% do judô".



 



Jaqueline


 



 



Jaqueline Cruz coleciona 19 medalhas. Ela conquistou uma bolsa do Talento Olímpico do Paraná


JAQUELINE CRUZ

Outra atleta pinhãoense que se destaca é Jaqueline Beatriz da Cruz, de 15 anos. A faixa verde, que já deixou faixa preta na lona, mora no Bairro São José e estuda no Colégio Morski, sua mãe é dona de casa e seu pai auxiliar de produção.

Ingressou no judô com 9 anos, mas no início a bronquite não a deixava seguir rigidamente com os treinos. "Ficava internada. Mas com o esporte fui melhorando, fortaleceu meu pulmão, e nunca mais parei", conta a atleta.

No seu primeiro campeonato oficial, em 2012, garantiu medalha. Ouro no Paranaense e nos Jogos Escolares, seletivas, Olimpíadas em Minas Gerais, entre outros. "Representei o Paraná em Rondônia. Foi a primeira vez que entrei em um avião. No Paranaense, em abril deste ano, fui a vice-campeã. Há um mês, nos Jogos Escolares, fui prata. O que me atrapalhou foi a mudança de categoria, estar sem técnico e estar doente uma semana antes. Foram quatro lutas e me machuquei na segunda. Trinquei o dedo e rasguei o músculo do tendão do pé, mas, mesmo assim, lutei machucada e ganhei a semi-final, perdi na final para Curitiba", lembra.

Jaqueline mostra que a vida de um atleta profissional é de superação. A faixa verde pinhãoense já derrotou duas faixas pretas. Uma delas conseguiu encaixar uma chave de braço. "Em todos os campeonatos sempre encaro faixa roxa, marrom e preta".

Hoje, a nossa atleta coleciona 19 medalhas. Ela e Edwarda Dias, do voleibol, são as únicas pinhãoenses que conquistaram uma bolsa do programa Talento Olímpico do Paraná. "São para atletas com potencial para as Olimpíadas de 2016. Recebo 150 reais por mês durante um ano. Caso consiga mais títulos o valor pode aumentar", completa.

 


 




 
 

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