Cidade

Educação


A partir desta terça-feira (27), está aberto o prazo para a realização da pré-matrícula dos candidatos aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC). Para efetuar a pré-matrícula, o candidato deve acessar o 
site do Aluno Online, escolher a opção "matrícula de calouros" e complementar as informações prestadas na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para registro no sistema de controle acadêmico da universidade.

A seguir, o candidato deve imprimir o requerimento de matrícula, que deve ser apresentado na data estabelecida para entrega da documentação e efetivação de matrícula. Por fim, basta o candidato comparecer na data, horário e local estipulado para entrega da documentação, conforme o edital publicado pela Diretoria Acadêmica (Dirac). Pelo boletim também é possível conferir toda a documentação necessária e informações sobre as próximas chamadas.

A efetivação das matrículas vai de 30 de janeiro a 2 de fevereiro, nas oito unidades universitárias da Unicentro, onde o candidato deve comparecer e entregar os documentos necessários.



Fonte: Central de Noticias/Unicentro       Fotos: Unicentro 


Geral

A notícia é muito boa. A Cooperativa Mista de Produção Agropecuária e Extrativista das Famílias Trabalhadoras Rurais de Pinhão (Cooperafatrup) voltou a comercializar.

Ela foi criada em 2009 e, em 2011 teve seu auge com um contrato de mais de meio milhão com o governo, mas, a partir de 2012, passou por problemas operacionais e acabou perdendo a confiança de seus cooperados. Dos mais de 100, hoje menos de 20 estão entregando sua produção.

O primeiro passo para o seu fortalecimento foi a troca da diretoria em setembro do ano passado e os apoios que vem recebendo. A Cresol, o Sintraf e a Emater estão sendo fundamentais na nova fase. "A Cresol auxilia na gestão e na estrutura. Da Emater contamos com um gestor que nos orienta nas ações operacionais. E esperamos para este ano o apoio da Prefeitura para podermos entregar os produtos, já conversei com o prefeito, ele sinalizou uma possível parceria", conta a nova presidente, Claudemara Veiga de Lima.

Ela assumiu e conseguiu um contrato com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) no valor de R$ 202 mil para entregar os produtos dos agricultores rurais para 11 escolas estaduais pinhãoenses. Todas da sede, incluindo Apae e mais quatro do campo (Assentamento Rocio, Nova Divineia, São Roque e Faxinal dos Ribeiros).

Agora, precisa que os sócios acreditem no trabalho da cooperativa e que tenha produção. "Quanto mais produtividade, mais comercialização". A vantagem para o produtor é a garantia da venda, porque a cooperativa funciona com contrato. Ele pode produzir que tem para quem entregar e são vários itens. "No mercado local tem vários concorrentes e tem a questão do preço, que oscila muito. Além de muitos mercados devolverem a perda. Com o contrato com o Estado, o preço é o mesmo o ano todo", frisa Claudemara.

Foram feitas duas reuniões com os sócios para passar as novidades e os resultados estão sendo positivos. "Já estamos com um número maior de produtores que vão começar a entregar seus produtos a partir de março", conta.

A expectativa para 2015 é cumprir 80% da cota estipulada pelo Estado. A dificuldade é cumprir o pedido de frutas, porque a região não tem o potencial necessário na fruticultura.

MAIS UM CONTRATO

Mais uma boa notícia é que em breve devem fechar um contrato com uma rede de supermercado da região. "A demanda vai ser muito grande. O que precisamos é de produção", destaca a presidente.

Hoje a Cooperafatrup tem uma área de abrangência de seis municípios da região como Cruz Machado, Reserva do Iguaçu e Guarapuava, no ano de 2011 chegou a entregar em algumas escolas guarapuavanas.

Todo o dinheiro injetado na agricultura local vai gerar renda e, consequentemente, aquecer o comércio local, desenvolvendo a cidade, tendo em vista que a metade da população pinhãoense reside no interior.


Foto: Nausélia Ferreira da Rosa, Claudemara Veiga de Lima e João Maria Almeida: a diretoria da Cooperafatrup conta com o apoio da Cresol. (Foto: Andrea A. Alves/Fatos do Iguaçu )


Politica

Nossa Gente


O pinhãoense centenário tem seis filhos vivos, mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos











Durante muitos anos uma figura um tanto quanto misteriosa caminhava pelos sertões de nosso Estado com o propósito de curar, amenizar sofrimentos, realizar milagres e profetizar fatos, ficando conhecida como monge João Maria. Histórias contadas de pais para filhos relatavam que ele procurava sempre um lugar que tivesse um bom olho d'agua para se acampar e receber aqueles que vinham em busca de uma cura espiritual ou corporal.

A Vila Nova de Pinhão recebeu muitas vezes a visita de João Maria. Em uma delas, há 92 anos, entre muitos que o procuravam estava um menino de oito anos de idade. Ao se deparar com o monge, o pequeno pinhãoense recebeu a seguinte profecia: "Você vai viver tanto que testemunhará o tempo em que as águas, como desta fonte, chegarão dentro das casas sem o esforço de alguém".

E a profecia se concretizou, na última terça-feira, dia 20 de janeiro, o aposentado Sebastião Narciso de Lima completou 100 anos, muito bem vividos, totalmente lúcido. Filho de Urbano Caldas de Lima e de Cristiana Ferreira de Oliveira, ele nasceu na localidade de Faxinal dos Coutos. Hoje reside em sua casa no Bairro São Cristóvão, que fica entre a dos filhos Luiz e Dinarte, dois dos sete que teve com Francisca Silvério do Amaral, com quem contraiu núpcias em 1937.

O centenário conta que foram felizes até 1961, ano que, infelizmente a esposa faleceu. Para poder casar, teve que esperar que ela completasse 22 anos, antes dessa idade os pais não permitiam. "Éramos muito novos e o compromisso era para sempre. Fomos à cavalo para Guarapuava, meu cunhado Fabrício Amaral e o meu padrinho de batismo, Eugênio Caldas, foram nossas testemunhas. Voltamos do casamento, pernoitamos em Faxinal dos Coutos e, no dia seguinte, seguimos para o Iguaçu colher a roça. Não teve festa. Moramos dois anos naquele lugar".

Alguns anos após o casamento eles resolveram mudar para Guaraniaçu. Seu Sebastião recebeu uma proposta de trabalho muito boa e naquela cidade morou por 20 anos. Depois que ficou viúvo resolveu voltar, os filhos eram pequenos e aqui os familiares o ajudariam a criá-los. Deixou uma filha, muitos amigos e boas lembranças de uma cidade que o acolheu muito bem.

Católico fervoroso, ele acredita que a pessoa deve se manter em uma religião. "Não sou contra as religiões, sou contra aqueles que pulam de igreja em igreja e não se firmam em nenhuma", acentua.


Sebastiao 01


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos 


 


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos. Com toda a sua experiência, afirma que a vida antigamente era bem melhor. Sobre o que acha de bom na vida, o aposentado é franco - a aposentadoria e a cesta básica. "Antes não existia. Essa ajuda que vem do governo eu acho boa".

TIGRE FEROZ

Entre suas recordações, seo Sebastião contou que quase serviu de almoço para um tigre. A família tinha um terreno em Faxinal dos Coutos e outro numa localidade denominada por eles de Iguaçu, cerca de 10 quilômetros de distância. Ele sempre ouvia histórias que nestas áreas, justamente no caminho que eles faziam de uma propriedade para outra, tinha tigres. Alguns mais mansos, que se escondiam quando uma pessoa passava, e outros mais ferozes. "O tigre atacou duas pessoas, Candido e Domingos Paulista. Passado o tempo, em uma noite alguns caçadores estavam à procura de tatu e os cachorros começaram a acoar. Manuel Juliano e Antonio Castelhano foram ver e foram atacados e mortos. Uma vez, eu e uma irmã fomos levar uns porcos à pé para o Iguaçu. Nosso pai foi atrás com as bruacas de alimentos e percebeu que havia marcas das pegadas do tigre a par das nossas, ele estava nos perseguindo".

BAIRRO DOIS IRMÃOS

Temendo o ataque do tigre, sua mãe resolveu que era hora de mudarem. Vieram morar onde hoje é o Bairro Dois Irmãos. Uma curiosidade - Sebastião é culpado pela denominação do bairro. Um agrimensor que foi medir para venda o terreno que pertencia a ele e seu irmão Vital. "Cada um tinha dois alqueires, nos documentos foi registrado o local como Dois Irmãos e assim permanece até hoje".

PRIMEIRA ROÇA

Aos 16 anos, ele se associou a outro jovem, Alcindo Paulista, de 15 anos. Resolveram fazer a sua primeira roça nas suas terras lá em Iguaçu. Ambos tinham bons cavalos, que eram tratados com milho, e para eles, era injusto usar o milho que seu pai plantava para a criação da propriedade. Achava que poderia faltar para as outras criações e para o sustento da família. "Compramos machado, foice, panelas e pratos. Quando cheguei em casa, meu pai perguntou para que aquelas coisas e respondi que iríamos fazer uma roça. Ele mandou preparar uma porca para levar junto com os demais alimentos, fizemos uma bruaca bem fechada para proteger, nossa preocupação era cuidar da bóia", brinca.

Mas, no final, a roça foi bem e eles tiveram uma boa colheita. Muito trabalho, primeiro, fizeram o desmate para poder plantar. Nunca desanimaram. "Quando somos jovens temos disposição. Hoje a disposição é diferente. Nossa natureza é muito interessante".

VILA NOVA DE PINHÃO

Quando Pinhão foi elevado a município, dias depois Sebastião completou 50 anos. Recorda de toda a comemoração. Foi uma festa aquele momento. Tinha muita gente de fora. Ele chegou por acaso e soube da novidade. Viu uma movimentação onde hoje é a Praça Darci Brolini. "Pinhão, bem no começo, tinha apenas as casas dos senhores Francisco Dellê, Norberto Serápio e Felisbino Bueno. Eram três moradores na vila. Agradeço a Deus por ter me dado uma longa vida e poder ver como a minha cidade se desenvolveu".

Sebastião fez muitas viagens a Guarapuava por pedido da família ou para atender a necessidade de amigos e parentes. Conta que tinha um cavalo muito bom, que aguentava o trajeto: "era solicitado, não me importava com o horário, sempre gostei de ajudar os outros".

Antes tudo era muito difícil. Para levar um recado, comprar um remédio, só homeopático, tinha que fazer uma mala e seguir a cavalo. Demorava dois dias entre ida e volta. "Tenho saudades daquele tempo, da calma, das amizades, nos divertimentos nos bailes na região, o pessoal fazia um bom churrasco e o baile era na casa, comida o dia todo. Bebida alcoólica não tinha, mas se alguém ficava mal, era acomodado em um lugar, cuidando para que não tivesse briga nas festas. Hoje em dia querem mais é que as pessoas se desentendam, surram e matam. Apesar das dificuldades, as pessoas tinham de tudo em casa, não faltava quase nada".

Sebastião destaca que a solidariedade sempre foi muito praticada pela família. Conta que aprendeu muito com a Bíblia quando frequentava a escola. Era comum ler um trecho aos alunos até que todos chegassem. Os professores explicavam as passagens. "Meus primeiros professores foram Joaquim Taques e Guilherme Doin".

SUSTO

Com a guerra, muitas pessoas vieram para a região, principalmente os alemães. Quando chegavam na capital compravam as ferramentas necessárias e seguiam para o interior. As notícias das guerras eram disseminadas pelos professores aos pais dos alunos, como a do Contestado.

Logo depois vieram os Revoltosos, que era um grupo de pessoas que assaltavam propriedades, levavam alimentos, animais e amedrontavam a população. Sebastião lembra que eles chegavam à pé pelo Faxinal dos Coutos. "A família se mudou para outra propriedade por certo tempo até que a situação terminasse. Certa vez, eu e minha mãe estávamos indo para a casa de minha avó quando avistamos um grupo perseguindo um agricultor que não queria entregar seus animais. Eles davam tiros para cima por pura maldade. Minha mãe pediu para que eu me deitasse no mato até que eles fossem embora".

PROMESSAS

O centenário relata que o local onde mora era uma grande área de pinheiros. Ali os porcos sempre estavam à procura de pinhões para se alimentar. "Certa vez, um conhecido, o Luiz Fontoura, comentou que iria se candidatar a prefeito e prometeu que abriria uma rua aqui. Os demais conhecidos começaram a fazer comentários engraçados, dizendo que a rua seria para os porcos passarem. Ela foi aberta e hoje nos leva para Faxinal do Céu, mas meu amigo não se candidatou".

POLÍTICA

Sebastião nunca se envolveu com política, mas acredita que a pessoa eleita para o cargo, seja de prefeito, governador, ou qualquer outro, deve ser respeitado. "O dever do cidadão é contribuir para que o município ou país se desenvolva. A força da política está no conjunto e não no indivíduo sozinho", afirma, sabiamente.

SOU FELIZ

O pinhãoense, que possui três dígitos em sua idade, confessa ser uma pessoa feliz. Agradece pela sua vida longa e sabe que onde for encontrará amigos. "O respeito e a consideração são tudo. Reunir a família toda é difícil, porque além dos seis filhos vivos, tenho mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos. Mesmo longe, eles sempre procuram saber como estou. Viverei quanto o Criador quiser. Fui e sou muito feliz pela vida que me proporcionou. Se preciso, faria tudo de novo", finaliza.




Por Gisele de Pádua - Fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu


 


Com alguns amigos 


Sebastiao 02 


 


Sebastião 03 

 
 


A Unicentro aderiu pela primeira vez ao sistema, e faz parte de uma das 128 instituições que ofertam mais de 205 mil vagas.


 


 O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira (19), as inscrições para primeira edição de 2015 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O sistema usa para fazer a seleção para as vagas as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, disponibilizadas na última terça-feira (13). No total, são 205.514 vagas em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior, entre elas, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), que adere ao Sisu pelo primeiro ano.

Não há um horário previsto para o início do funcionamento do sistema, segundo o Ministério da Educação. O prazo vai até as 22h59 desta quinta-feira (22). O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro. Para concorrer, o estudante precisa acessar o 
site do Sisu e informar o número de inscrição e a senha usados no Enem. Quem não lembra a senha pode solicitá-la no site do Enem.

Quem não for aprovado no curso em que se inscreveu pode demonstrar interesse na lista de espera do dia 26 ao dia 6 de fevereiro. Esses candidatos aguardam possíveis vagas remanescentes após o período de matrícula. A partir do dia 11 de fevereiro, as instituições de ensino superior começam a convocar candidatos da lista de espera.

Do total de vagas ofertadas por universidades federais, institutos tecnológicos e universidades estaduais nesta primeira edição do Sisu, 82.879 (ou 40%) estão destinadas a estudantes que atendam aos quesitos da Lei de Cotas, ou seja, que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas.


Notas de corte



Durante o período de inscrição, uma vez por dia, o Sisu calcula a nota de corte (menor nota para ser aprovado) para cada curso com base no número de vagas disponíveis e no total dos candidatos inscritos naquele curso, por modalidade de concorrência. Do dia 19 ao dia 22, o candidato pode mudar suas escolhas a qualquer momento.



 Fonte: Central de Noticias/Unicentro

 


 


Fernada da Costa Gonçalves e seu filho Cristofer Gonçalves de Souza


 


5,08% das crianças pinhãoenses apresentam excesso de peso. Elas podem ser futuros adultos hipertensos, diabéticos e com problemas cardíacos






A obesidade infantil é caracterizada pelo excesso de peso entre bebês e crianças de até 12 anos de idade. A criança é identificada como obesa quando seu peso corporal ultrapassa em 15% o peso médio correspondente à sua idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é um dos problemas de saúde pública mais grave do século XXI, sobretudo nos chamados países em desenvolvimento.

De acordo com a Organização, crianças obesas e com sobrepeso tendem a se tornar adultos obesos e têm maior probabilidade de adquirir mais cedo doenças não transmissíveis, como diabetes, cardiovasculares, osteoporose e as dislipidemias, ou seja, altos níveis de gordura no sangue.

A doença está relacionada a uma série de fatores como hábitos alimentares e falta de atividade física, além de fatores biológicos, comportamentais e psicológicos. Não se trata de um problema meramente estético e as crianças frequentemente sofrem "bullying". A cada ano, pelo menos 2,8 milhões de pessoas adultas morrem em consequência do sobrepeso ou da obesidade.

PROBLEMA CULTURAL

Em outros tempos o grande problema era o combate à desnutrição, que era registrada em todo o país, havia algum estado com maiores números de casos que outros. Com o passar dos anos, os diagnósticos sofreram uma inversão, hoje a obesidade infantil, que não é um problema somente em Pinhão, mas no contexto nacional.

A aquisição de alimentos ricos em calorias e gorduras está mais acessível e também o hábito alimentar que a criança está inserida contribui para as causas da obesidade. "Hoje a obesidade é um problema do dia a dia dos consultórios de pediatria e é muito sério. Uma doença silenciosa principalmente porque mães, pais e avós não se preocupam tanto com a criança que está gordinha. Ainda se tem a ideia muito enraizada na cultura de que quanto mais gordinha mais saudável e mais bonitinha", comentou o médico pediatra, Amadeu Rocha Weber.



 



Amadeu


 


 Amadeu Rocha Weber, médico pediatra 

CASOS EM PINHÃO

O pediatra afirma que há muitos casos no município. Conta, que existe crianças com um ou dois anos que são nitidamente obesas.

A nutricionista Joelma Alves, que realiza na Secretaria Municipal de Saúde um trabalho de acompanhamento de crianças que desenvolveram a doença, acentua que não é possível contabilizar exatamente os casos de obesidade infantil em Pinhão. "É muito difícil precisar os casos no município porque muitos pais ainda têm a cultura de que criança gordinha é saudável".

O Ministério da Saúde possui um relatório do estado nutricional de crianças na faixa etária de zero a 10 anos do município contendo os seguintes números: do total de 1.298 acompanhamentos, 14 indivíduos estão com peso muito baixo para a idade; 34 possuem peso baixo, 1.184 possui peso adequado, e, 66, ou seja, 5,08% das crianças pinhãoenses apresentam excesso de peso.

CHOQUE DE REALIDADE

O médico comenta que em 99% das consultas onde percebe-se que a criança está obesa é preciso dar um choque de realidade na mãe. "São poucas as mães que chegam com a queixa de obesidade, até porque o filho está gordinho, está comendo bem. A doença é silenciosa e ela não vai se dar conta disso. É uma obrigação das equipes de saúde orientá-la, tratar e acompanhar essa criança".

A agricultora Fernanda da Costa Gonçalves, moradora na Comunidade de Faxinal dos Ribeiros, foi uma das mães que levou esse choque com seu filho, Christofer Gonçalves de Souza, de apenas 6 anos. A criança sempre reclamava de dores nas pernas e foi levado ao médico. Ela saiu do consultório com vários pedidos de exames e o encaminhamento para um pediatra, que confirmou a suspeita do médico. "Meu filho tinha dores nas pernas devido ao seu excesso de peso, havia desenvolvido a obesidade infantil, estava com 13 quilos acima do normal. Com quatro anos deveria estar com 20 e estava com 33 quilos, foi um choque para mim", contou.

O acompanhamento de Christofer é feito pela nutricionista e já dura cerca de um ano. Em sua última consulta o garoto estava pesando 35 quilos. "Se não estivéssemos fazendo o acompanhamento, ele poderia estar hoje pesando uns 50 quilos", revela a mãe. Ela conta que quando vinham até a sede do município o garoto pedia que trouxesse alguns tipos de salgado frito, um risoles ou um pastel. "E mãe sempre acaba fazendo as vontades dos filhos", lamenta.

CAUSAS

Além da cultura, o pediatra elenca outros fatores que geram a doença. Segundo ele, o baixo poder aquisitivo da população faz com que se adquiram alimentos de má qualidade, são baratos, mas altamente calóricos. Os alimentos industrializados são um grande vilão, sua preparação fácil e prática neste mundo tão corrido, acabou sendo inserido no dia a dia da dieta da família. "Mas o grande problema começa no período neonatal, quando a mãe opta por não dar o leite materno, que, sabidamente, previne a obesidade. Após os seis meses a criança consome o que lhe é oferecido, geralmente alimentos com muitas calorias e que pioram ainda mais a dieta da criança".

Para a nutricionista Joelma Alves, o padrão alimentar brasileiro evidencia o consumo elevado de alimentos ricos em açúcar, gorduras saturadas, gorduras trans e sal e muito baixo de carboidratos complexos e fibras. "Um exemplo disso são as famílias que substituem o almoço ou o jantar por lanches e refeições rápidas, composto principalmente por embutidos, doces e refrigerantes. Um dos fatores que contribuiu para o aumento do número de obesos no país, o excesso de peso acomete um em cada dois adultos e uma em cada três crianças, segundo o Ministério da Saúde".

CONSEQUÊNCIAS

Futuros adultos hipertensos, diabéticos e com problemas cardíacos, são consequências da obesidade infantil. "Temos crianças com problemas de pressão alta, triglicérides e colesterol acima dos níveis permitidos, mas poucos familiares percebem. As meninas se preocupam mais esteticamente com o excesso de peso, mas a doença atinge ambos os sexos", frisou o pediatra.

BATALHAS

A nutricionista conversou com Christofer e mostrou a tabelinha da alimentação, no primeiro mês foi tranquilo, porém, logo chegou a Páscoa e na consulta seguinte notou um quilo a mais em seu peso.

A mãe relata que fazer as adaptações alimentares do filho foi uma verdadeira batalha. Morando em uma propriedade rural, todos estavam acostumados com uma alimentação feita com muita gordura animal. Fernanda percebeu que após o início do tratamento, ele passou a dormir melhor, porque o ronco deixou de existir. "Hoje tem um sono tranquilo. A situação também mexeu com a família. Eu também acompanhando o processo já consegui emagrecer uns 10 quilos. Agora usamos óleo vegetal, mas, estou reduzindo o que posso as frituras. Como toda criança, ele não quer comer verduras, é uma batalha diária".

Outra batalha que Fernanda enfrenta é com os demais familiares, que acreditam que uma criança gordinha é mais saudável. "Quando o diagnóstico chegou comentei que nossa rotina alimentar iria mudar. A avó paterna ainda não aceita e muitas vezes segue na contra mão do recomendado, porque tem pena da criança".

A propriedade proporciona um espaço para que a criança ande de bicicleta, faça caminhadas e, na medida do possível, junto com a mãe, praticam exercícios físicos.

SUSTO

No Natal a família tomou um grande susto. Como é um período de excessos, não foi diferente na casa de Christofer, que se excedeu na alimentação. Naquele tarde o menino foi levado ao hospital com quadro de bronquite asmática. Ele ficou internado por três dias. "Aí todos se conscientizaram de que esse tratamento é realmente necessário. Um dos tios ficou com o coração apertado, se sentiu culpado pela situação".

RECOMENDAÇÃO

A agricultora faz uma recomendação às mães que estão enfrentando a mesma situação. "Sejam atenciosas, não façam como eu fiz, quando meu filho era bebezinho, logo após completar quatro meses, ele se alimentava com as mesmas comidas que fazíamos para nós, ricas em gordura animal. Após os seis meses a dieta dele era leite materno, leite de vaca com farinhas industrializadas, obedecendo as dicas dos conhecidos e familiares, e nossa alimentação do dia a dia, e esse foi meu grande erro. Tudo isso prejudicou meu filho", lamenta.

Ela também confirma, "nem toda criança gordinha é saudável, peço às mães que fiquem atentas para não passar pelo que passei".


 



PASSOS PARA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL



Alguns passos para a alimentação saudável de crianças entre 2 e 10 anos, recomendados pelo Ministério da Saúde:

_ Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo-os em pelo menos três refeições e dois lanches por dia, evite alimentar seu filho assistindo TV;

_ Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz, milho), tubérculos (batatas), raízes (mandioca), pães e massas;

_ Oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições da criança. As frutas podem ser distribuídas nas refeições, sobremesas e lanches. Feijão, fonte de ferro, com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes por semana. Para variar, pode-se substituir o feijão por lentilha, grão-de-bico ou soja. Leite e derivados, como queijo e iogurte, nos lanches, e carnes, aves, peixes ou ovos na refeição principal;

_ Alimentos gordurosos e frituras devem ser evitados; prefira alimentos assados, grelhados ou cozidos. Assim como, refrigerantes e sucos industrializados, balas, bombons, biscoitos doces e recheados, salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia;

_ Diminua a quantidade de sal na comida, evite temperos prontos, alimentos enlatados e embutidos;

_ Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia;

_ Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV ou em frente ao computador. Saia para caminhar com ela, leve-a para andar de bicicleta, passear com o cachorro, jogar bola, ou seja, fazer algum tipo de atividade física.



 

 

Conforme eleição ocorrida em 8 de dezembro de 2014, a Casa de Leis será presidida pelo vereador Osvaldo Lupepsa (PSD), que tomou posse na manhã desta quinta-feira,01, em cerimônia na Câmara Municipal de Pinhão. Para o biênio 2015/2016, terá como vice-presidente Geraldo Marineski (PP), Osvaldo Verbaneck (PSDB) e Carlos Alberto Passos Ferreira (PSD), que ocuparão os cargos de primeiro e segundo secretários respectivamente.

Em seu discurso de despedida. Geraldo Marineski agradeceu a todos pela confiança durante os dois anos à frente da Câmara. "Procurei em minhas atitudes e ações proporcionar o melhor para a maioria da população, sei que não agradei a todos, mas acredito e tenho consciência que fiz o que estava ao meu alcance. Apesar de ainda não ter sido publicado oficialmente, este ano devolvemos para o Poder Executivo a quantia de R$ 450 mil reais e nesta gestão o total chegou à casa dos R$ 900 mil reais".

Agradecendo a todos os presentes, Osvaldo Lupepsa lembrou que na vida pública há altos e baixos, mesmo com toda a experiência da idade e de vida pública é um momento de grande emoção por ter sido eleito para um cargo tão almejado. "Agradeço a Deus pela oportunidade, à minha família, aos vereadores e aos presentes. Conduziremos a Câmara de Vereadores assim como foi a gestão do vereador Geraldo. Em relação ao poder executivo, cobraremos e alertaremos quando for necessário, pois queremos prosperar juntos".

Participaram do evento o prefeito Dirceu José de Oliveira, os secretários de Finanças, Jorge Sens, de Esportes Adaor Caldas e de Educação e Cultura Noriam Coelho Basílio, o ex- secretário de Transportes Francisco dos Santos, o ex- vice-prefeito Paulo Basílio e os vereadores, Alain Cesar Abreu, Alexandro Caldas, Aroldo Domingues, Francisco Carlos Caldas e demais familiares e amigos dos legisladores.


 


Elevação no nível nas competições, resultando em muitas medalhas e revelação de enxadristas. Hoje, Pinhão conta com 110 atletas, divididos nas categorias de base, juventude e adulto



O treinador de Xadrez, André Ferreira
de Almeida, fez um balanço da modalidade em 2014, que, aliás, foi um ano
recheado de medalhas e revelou grandes enxadristas.



Sua volta à Secretaria de Esportes de
Pinhão no início do ano de 2014 coincidiu com a posse de Adaor Caldas na pasta,
com o apoio do novo secretário obteve condições para que o xadrez na cidade iniciasse
uma nova caminhada. “Houve um reforma geral, crescemos muito. Ganhamos novos
materiais que permitem intensificar os treinos. Foram adquiridas mesas e
cadeiras para melhor conforto dos atletas, assim pudemos elevar o nosso nível
nas competições. O ganho também foi no material humano”.  



MEDALHAS



A modalidade representou Pinhão nos
Jogos Abertos da Cantuquiriguaçu (Jarcan’s) nos Jogos da Juventude, nos Jogos
Escolares e em mais seis competições pelo Paraná. “Com o apoio nos eventos que participamos,
foi possível ter sucesso. Trouxemos medalhas de todos. Sempre estávamos entre
os três primeiros lugares, independente da categoria, tanto em individuais como
coletivas”.



DIFICULDADE



O xadrez é um esporte que exige muito
do atleta. O raciocínio é tudo. Um jogo de estratégias que faz com que os
competidores armem jogadas e o adversário “quebre a cabeça” para vencê-lo. Uma
partida de xadrez pode levar horas e dias para ser definida.



ESCOLINHAS



Entre os projetos colocados em prática
pelo professor André, está a Escolinha de Xadrez, onde as crianças em idade
escolar devem preencher dois únicos requisitos: estar estudando e obter boas
notas. “Organizamos os horários para os treinos, e incluímos uma nova faixa de
competidores, agora crianças com seis anos podem começar a frequentar. Hoje
somos em 110 atletas nas categorias de base, juventude e adulto. Tenho alguns
que começaram comigo em 2005 e ainda jogam pelo município, como aconteceu nos
Jarcan’s. O incentivo dos pais também é fundamental para estes resultados”.



Xadrez01 



O treinador André Ferreira de Almeida  e a atleta Eduarda Iwasenko



DESTAQUES



A jovem Eduarda Iwasenko foi um dos grandes
destaques de Pinhão, nas competições que disputou subiu ao pódio, o que foi uma
rotina para ela em 2014, no total foram nove medalhas nos Jogos Escolares e
três nos Jogos da Juventude e nos Jarcan’s.



O dom foi relevado quando a atleta frequentava
as aulas de informática, na Secretaria de Esportes, e a sala de treinamento de
Xadrez ficava ao lado. Ela começou a observar os jogadores. “Estava sempre olhando
os atletas treinando, me interessei e segui
em frente. Comecei a
jogar em 2009 e não parei mais, me apaixonei pelo esporte. Quero melhorar cada
vez mais e ser profissional. Não tive muitas dificuldades nos jogos que competi
no ano que passou, mas em 2015 sei que tenho que treinar mais, pois o nível dos
adversários será mais alto, vou ter que me dedicar muito. O Xadrez me ajudou
muito até nos estudos, pois prende a atenção e a concentração. Meus pais me incentivam
muito, torcem por mim e comemoram cada medalha que conquisto”.
 



 


 
 

No Brasil, mais de 90% dos estudantes terminaram o ensino médio em 2013 sem o aprendizado adequado em matemática, segundo o movimento Todos pela Educação. Tomando por base avaliações do Ministério da Educação, o movimento concluiu que apenas 9,3% desses estudantes aprenderam o conteúdo considerado adequado para o período. O índice é menor que o anterior, registrado em 2011, quando 10,3% aprenderam o considerado adequado pelo movimento.


Além de matemática, o aprendizado em português também apresentou queda, na avaliação feita no terceiro ano do ensino médio, de 2011 para 2013. O percentual de alunos com apredizado adequado passou de 29,2% para 27,2%. "É o terceiro ano consecutivo em que cai o aprendizado em matemática e agora caiu também em português. É um grito de socorro. O ensino médio está piorando no Brasil", avalia a diretora executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.



O Brasil não tem, oficialmente, metas claras do que deve ser aprendido em cada nível de ensino. O movimento Todos pela Educação estabelece metas para que em 2022, ano do bicentenário da independência do país, seja garantido a todas as crianças e jovens o direito à educação de qualidade. O movimento estabelece também metas intermediárias de aprendizado.



Priscila ressalta que o aprendizado considerado adequado não corresponde a um nível avançado de domínio da disciplina, mas apenas do básico. "Em matemática, são 90% não aprendendo esse básico. Pode parecer exagero, mas de certa forma não é. Estamos negando um futuro digno para eles, que não conseguem ter acesso ao básico da matemática, não conseguem avaliar um contrato de aluguel ou projetar o que pagam de juros em uma prestação. É o básico para viver a vida".



Os dados mostram que no ensino fundamental o quinto ano foi a única etapa que apresentou melhora. Passou de 40% de alunos com aprendizado adequado em português, em 2011, para 45,1% na última avaliação, e de 36,3% em matemática, para 39,5%. No nono ano, o percentual de alunos com aprendizado adequado em 2013 foi 28,7% em português, acima do verificado em 2011 (27%). Em matemática, o indicador apresentou queda, de 16,9% para 16,4%.



Pelos critérios do movimento, nacionalmente o país não cumpriu nenhuma das metas intermediárias, nem mesmo no quinto ano. No nono ano e no ensino médio, o Brasil não cumpriu nenhuma das metas nem mesmo em nível estadual.



Os números são baseados no resultado da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação Básica (Saeb), aplicados em 2013. Na opinião de Priscilla, os dados mostram que nos anos iniciais do ensino fundamental, do primeiro ao quinto ano, o modelo de ensino adotado pelo país mostra resultados e merece mais investimento, mesmo que a meta não tenha sido cumprida. Isso não ocorre com os modelos adotados nos anos finais, do sexto ao nono ano, e no ensino médio. "É como nadar e morrer na praia. De que adianta melhorar o fundamental 1 e chegar ao fundamental 2 e médio e o aluno não aprender?", pergunta.



Uma das diferenças, segundo ela, é que até o quinto ano, o ensino é mais focado e não há tantas disciplinas quanto até o nono ano e o ensino médio. Ela defende uma reforma de métodos de ensino, que inclua as novas tecnologias, a internet, e também uma revisão do currículo, do que é ensinado em sala de aula. "O currículo é inchado, disperso, tem a ganância de fazer com que o aluno aprenda tudo, enquanto, na verdade, ele não aprende nada".



A Prova Brasil é um dos componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), considerado um importante indicador de qualidade do ensino. O índice vai até dez e é calculado de dois em dois anos. O Ideb de 2013 foi divulgado pelo governo no início do mês. A meta estimada de 4,9 para anos iniciais foi a única cumprida pelo país, que obteve índice de 5,2. O Saeb é feito por amostragem nas redes de ensino e tem foco na gestão dos sistemas educacionais



Fonte: Agência Brasil     Foto: Arquivo/Agência Brasil 


 


Os motoristas pinhãoenses e reservenses querem a resposta. Não aguentam mais os buracos, o pó e o perigo de acidentes em dias de chuva


 



 Buracos e pó em dias secos e muito barro em dias de chuva. É a realidade dos pinhãoenses e reservenses que precisam utilizar o trecho entre os municípios da PR 459. 


O acidente ocorrido dia 2 de janeiro, comprova o perigo. Por volta das 14 horas, próximo à Fazenda Postinho, o condutor do caminhão Ford Cargo relatou que devido à lama na estrada não conseguiu frear e acabou batendo na traseira de um Astra Sedan.


Um dos motoristas, que também já teve prejuízos no seu veículo, mas que prefere não se identificar com medo de retaliações por ser um funcionário público da Prefeitura de Reserva do Iguaçu, reclama da demora da obra. "Estamos com medo de ficar só na conversa. A estrada está muito ruim. A gente reservense tem que passar por ela sempre. Muito pó e carro estragado. Estamos desacorçoados porque aquele início de asfalto já está esfarelando".


Sobre o asfalto que já está danificado, mencionado pelo reservense, o engenheiro da obra, Mauricio Kurnann, da empresa guarapuavana Dalba Engenharia, explica que os 2,5 quilômetros que foram feitos são apenas a base. "Por esse motivo que não têm uma aparência boa". 


REINÍCIO


De acordo com o engenheiro, a obra de pavimentação da PR 459, trecho entre Reserva do Iguaçu e a localidade de Dois Pinheiros, do município de Pinhão, pode reiniciar dia 19 de janeiro, mas não é certeza. 


O ‘desânimo' da empresa deve-se à falta de pagamento por parte do governo do Estado. "Como está tentando restringir gastos ao máximo e cortar investimentos, algumas obras acabam sendo afetadas, atrasando os pagamentos de empreiteiras", observa Mauricio Kurnann.


O reinício da obra deverá começar pela drenagem. "Vamos continuar no mesmo ritmo". 


PREVISÃO


A previsão é que os 26 quilômetros de asfalto fiquem prontos em dezembro de 2015 ou janeiro de 2016, mas se o ritmo não acelerar, talvez não cumpra o prazo determinado. A Ordem de Serviço tem uma previsão de término de 508 dias e teve início em julho de 2014.



FOTO: A base dos 2,5 quilômetros que foram feitos está desmanchando  (Foto: Naor Coelho/Fatos do Iguaçu)



 



 


 


Para encerrar o ano de 2014, Fatos do Iguaçu, conversou com o prefeito Dirceu José de Oliveira. Ele respondeu perguntas sobre obras, fatos negativos que prejudicaram a gestão, finanças, nova composição do secretariado, eleição do legislativo, elevação da entrância da Comarca e fez planos para 2015. Confira:


 


 Fatos do Iguaçu: Quais foram os investimentos na educação?

Dirceu de Oliveira: A educação é um dos pilares da nossa administração. Um investimento muito forte em educação em 2013 e 2014, desde o ensino de base até o superior, obviamente, com boas parcerias com os governos federal e estadual, porque sozinhos não conseguimos fazer tudo. Algumas escolas que recuperamos, como a Cecília Meireles. Outras que estão passando por um processo de ampliação e melhora, como a Professora Ironi, que foi providenciada toda a cobertura da quadra, o Município entrou com 40 mil reais para poder fazer todo o fechamento. A Escola Divineia, que vai iniciar uma obra de mais de 1 milhão de reais. A MaristellaTussi, mais de 1 milhão de reais. Um centro de educação infantil, que está sendo concluído com suporte financeiro também da prefeitura e outro novo entre o Bairro Azaléia e Nossa Senhora Aparecida. O Município teve que comprar terreno, desapropriar área, dar sua contrapartida, se não a obra para. Uniformes de boa qualidade com carteiras e cadeiras novas. O transporte escolar sempre em melhoramento. Hoje temos 80 linhas terceirizadas, aumentamos mais de 20, fora o que é realizado pela frota própria. Falando em ensino superior, em 2013 fizemos um investimento para não perder a Universidade Aberta do Brasil (UAB). E, em 2014, ela foi bem classificada pelo MEC. O transporte dos universitários continua 100% gratuito, 14 a 15 ônibus seguem para Guarapuava diariamente, mesmo custando para o Município 1 milhão de reais por ano. Não podemos esquecer da Banda Municipal, que fechou o ano com um título inédito, campeã brasileira.


FI: Na área da saúde, quais foram os pontos de destaque?

DO: Contratação de 76 agentes, ampliações de unidades de saúde. Hoje temos mais médicos trabalhando. Mas, o nosso grande problema é a falta de médico especialista. Os que chegaram através do "Mais Médicos" são clínicos gerais, que complementamos o salário de cada um com R$ 2.100. A frota aumentou, mais ambulância, mais carro pequeno. A área recebeu um bom investimento, lembrando da farmácia, mais equipada e em um espaço maior, as pessoas ficam bem acomodadas na hora de receber seus medicamentos. Aumentei o valor do repasse para o Hospital Santa Cruz em 2013, em 2014 e já para 2015, um aumento real acima da inflação.



FI: Quais os resultados na habitação?

DO: Nossos pilares: educação, saúde, regularização fundiária, habitação e apoio a entidades. Conclusão em breve das 50 casas do Colina Verde. Vamos iniciar um núcleo novo no Jardim Dona Evanira com 42 casas. Graças ao trabalho da Secretaria de Assistência Social e do Departamento Habitação junto com a Cohapar, governos federal e estadual. No interior mais 30 casas estão sendo construídas.



FI: O que representa para a comunidade o Programa de Regularização Fundiária?

DO: Até metade de 2015 deve ser entregue a documentação de 500 lotes. A empresa responsável cataloga, faz visitas, recolhe toda a documentação até a fase de cartório. Uma coisa inovadora em Pinhão, já que o problema de regularização é grande, urbano e rural. A maioria não tem matrícula, a pessoa quer investir, o município quer investir, e não conseguem.



FI: Quais as ações voltadas para o pequeno produtor?

DO: Apoiamos a bacia leiteira para que o que pequeno possa entregar o seu leite diariamente. O Município ajuda a bancar caminhão, combustível para ajudar pegar o produto nos lugares mais distantes. Em 2015, mais duas comunidades devem começar a entregar. Procurando manter as estradas em melhores condições para escoar o leite e toda a produção do interior. Tem suporte da Secretaria de Agricultura, em parceria com a Emater, visando as hortaliças, legumes, frutas. Além de manter as feiras de bezerros e gado geral que trazem bons resultados.



Dirceu 02 



"É bem provável que haverá mudanças. Podem surgir novos nomes. As mudanças devem ser feitas em janeiro." 



 



FI: Quantos metros de rede de esgoto serão construídos?

DO: Restabelecemos convênio com a Sanepar para a construção de 5 mil metros de rede de esgoto. Não irá resolver todos os problemas, porque a deficiência é histórica, mas se cada prefeito fizer um pouco vai se resolvendo. O Pinhão ficou 10 anos sem um metro de rede de esgoto.



FI: As dívidas herdadas da última administração já foram sanadas?

DO: Entre dívidas empenhadas e não empenhadas chegaram próximo a 5 milhões. Pagamos parte, mas ainda tem em torno de 2,5 milhões. Ao longo de 2013 fomos batalhando junto ao Tribunal de Contas para poder resgatar a certidão negativa provisória, algo que conseguimos em definitivo somente em 2014 para poder angariar recursos. Herdamos também um maquinário sucateado.



FI: E hoje, como está a frota municipal?

DO: Aos poucos fomos retomando a frota. Fizemos leilões dos veículos sucateados que não tinham mais condições de uso devido o excesso de manutenção. Os primeiros dois anos foram marcados pela renovação da frota. Se colocasse todos na frente na Paço Municipal, entre veículos e maquinários, seria próximo de 30. A renovação da frota é um dos marcos da gestão, podendo melhorar a qualidade dos serviços para os cidadãos. Melhoramento de estradas, para aquele que depende de uma ambulância, de um veículo para seguir para uma consulta. Adquirimos um micro-ônibus com ar condicionado para levar os pacientes para Curitiba, de segunda a sexta, fora os veículos pequenos. A aquisição mais recente foi o britador móvel, poderemos britar o cascalho para fazer uma estrada mais compactada.



FI: Foram realizados ajustes nas finanças?

DO: Feito o ajuste necessário para que pouco a pouco possa ir honrando as dívidas antigas deixadas pela antiga administração e as contraídas ao longo do tempo. Um fator que abalou todos os municípios foi a diminuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é a nossa principal receita.

A recuperação paulatina da credibilidade do município junto à população e demais órgãos e esferas de governo, onde as secretarias de Administração, Finanças e Departamento de Planejamento tem trabalhado em consonância com as demais secretarias e entidades que recebem repasses e apoio da prefeitura.



FI: Qual foi o prejuízo com o temporal de junho?

DO: Pinhão viveu e ainda vive um decreto de estado de emergência. Por conta do decreto pleiteamos recurso junto ao governo federal na ordem 2,4 milhões de reais, mas estamos torcendo que até dia 31 de dezembro seja empenhado, para ajudar na recuperação de pontes e bueiros. Caso empenhem, chega em 2015, se não acontecer, não sei como faremos. Pinhão tem mais de 6 mil quilômetros de estradas e só com o maquinário municipal não somos capazes de suprir todas as necessidades, precisamos de parcerias. Recentemente, contamos com o apoio do governo estadual com a Patrulha do Campo, que fez a estrada do Pinhalzinho até Faxinal dos Taquaras e, em 2015, segue para a região do Faxinal dos Coutos, em um trecho definido de mais de 30 quilômetros. Devido os assentamentos, se tivéssemos a parceria do Incra, que a última vez que investiu em Pinhão foi em 2002, tudo seria mais fácil.



FI: Por que foi criado o Plano Municipal de Recuperação do Município (PMR)?

DO: Como o prejuízo com o temporal chegou a 6 milhões, dentro do PMR fizemos alguns cortes de salário do prefeito até demais cargos de confiança para tentar canalizar o máximo de recursos com as nossas forças, porque o governo do estado nos ajudou com um pouco de combustível e o federal não nos ajudou com nada até agora.



FI: Haverá troca de nomes nas secretarias?

DO: É bem provável que haverá mudanças. Podem surgir novos nomes. As mudanças devem ser feitas em janeiro.



FI: A escolha do novo presidente da Câmara de Vereadores foi positiva para a administração?

DO: Osvaldo Lupepsa leva uma bagagem para dentro do legislativo. Pelo fato dele ter sido prefeito acaba ajudando, porque sabe como é do lado de cá. Muito boa a nova composição da mesa. Não tenho problema com nenhum vereador, todos são exigentes, os da própria base nos cobram bastante. Eu só emito uma opinião porque o legislativo tem a sua autonomia.



FI: A elevação da Comarca marca uma nova fase para Pinhão?

DO: A elevação também é uma das comemorações dos 50 anos de Pinhão. Acompanhei o pleito, que era antigo. Estive em Curitiba em visita com o doutor Renato, juiz que passou por aqui. Ele, também, muito preocupado com a instabilidade de juízes e promotores. A elevação deu uma chacoalhada na questão política. Houve um entendimento forte na Assembleia Legislativa. Um trato de respeito entre deputados e o Tribunal de Justiça. É uma vitória, porque sabemos do alto número de processos acumulados. Sabemos que o número de funcionários não vai mudar já, porque depende de concurso. Mas, pouco a pouco vai mudando o material humano, que deve refletir na promotoria, no contingente da polícia militar e possivelmente da civil. Deve demorar, mas o importante que já fomos reconhecidos e as coisas devem ir se adequando. A forma do TJ olhar para a Comarca já é diferente.



FI: Quais os planos para 2015?

DO: Expectativa para as obras que já estão em andamento. Da regularização fundiária, onde pretendemos entregar 500 documentos. Na geração de emprego, temos uma empresa de Santa Catarina, a GG Uniformes, que está praticamente estabelecida em Pinhão. A Prefeitura entrou com todo o suporte de adequação do espaço. Ela já está fabricando e veio porque sentiu uma atmosfera favorável, pelo empenho da Secretaria de Indústria e Comércio. As demais secretarias têm ações que darão segmentos em 2015.



FI: O que os munícipes devem esperar da atual gestão?

DO: Sempre devemos esperar dias melhores, apesar de olhar 2015 com uma relativa cautela, devido o momento de instabilidade financeira e política que o Brasil atravessa, exigindo que os gestores sejam comedidos. Desde que assumi como prefeito, tenho me empenhado para estabelecer diálogo com o governo do estado, com o federal e com as forças políticas que sempre estão prestigiando o município. Independente de sigla, quero convocar os correligionários dos deputados que pegaram voto aqui na nossa cidade, que foram mais de 20 que pegaram boa votação, que peçam para que eles viabilizem emendas. Pode ser qualquer frente política, tanto que o Pinhão seja ajudado. Tudo para incrementar a receita e trazer recursos para investimentos. Precisamos caminhar unidos para que dias melhores de fato possam vir.

Os bons resultados estão acontecendo graças ao empenho dos servidores, bom relacionamento com os governos estadual e federal e as forças políticas que têm se empenhado em prol de Pinhão.

Quero aproveitar a oportunidade para desejar Feliz Natal a todas as famílias pinhãoenses, parabéns ao Pinhão e aos protagonistas, que fizeram e fazem a história de nosso município ao longo de 50 anos, e um próspero 2015!



 


 


A equipe conta com 16 graduados preparados para competição.O judô é o único esporte pinhãoense que conseguiu chegar a um nível de paranaense, brasileiro e olimpíadas



 Atletas medalhistas, que se destacam no cenário nacional, integram a Seleção de Judô de Pinhão. A equipe conta com 16 graduados, preparados para competição.Torneios, Paranaense, Jogos da Juventude, colegiais e seletiva para o paranaense são alguns dos objetivos desses pinhãoense. Mas alguns se destacam e vão além: brasileiro e sul-brasileiro.



De acordo com José de Assis, o sensei Zezinho, fazia 2 anos e 8 meses que Pinhão não participava de torneios na região. Em agosto, uma equipe de 37 atletas seguiu até Prudentópolis. O resultado foi 18 medalhas de ouro e sete de prata. No tatame, enfrentaram competidores de Ponta Grossa, Guarapuava e Curitiba. "A menor cidade que estava lá era o Pinhão. A participação de nossos atletas foi excelente".

Esse e outros resultados deve-se à carga horária de treinos. Os atletas têm uma preparação de três horas diárias: "se trabalhar bastante, o resultado é bom; se quer ficar forte, o treino é forte", assegura o sensei.

Essa equipe das 18 horas segue para campeonatos oficiais porque são todos credenciados, possuem a carteirinha da Federação Brasileira de Judô. E no próximo mês, em outubro, a equipe pinhãoense segue para competir em São Paulo. "Vou levar oito atletas para a cidade de Registro".

Também em outubro, seguem para o Juventude e na Copa Paraná. De acordo com o professor Zezinho, só a elite paranaense estará lá, além dos convidados de Santa Cantarina e de São Paulo. "Eu sempre digo, se tem um grande evento, tem que ter pinhãoense participando. Eles merecem todos os parabéns. A dedicação é grande. Treinam três horas e meia, sem nutricionista para orientar e sem condições financeiras. E chegam na competição e garantem seu lugar. A minha faixa verde, Jaqueline Cruz, ganhou de uma faixa preta".

TITULOS

O judô é o único esporte pinhãoense que conseguiu chegar a um nível de paranaense, brasileiro e olimpíadas. A exemplo do faixa marrom Ireno Santos, que já garantiu lugar em duas olimpíadas. Quem também se destacou foi a judoca Jaqueline Soares, que seguiu para uma olimpíada e para o brasileiro.

Perseverança e vontade de vencer faz parte da vida desses apaixonados pelo judô, como Loriel Ribeiro, que é uma das inspirações para os colegas de tatame. Para poder treinar, vinha da localidade do Ribeiro a cavalo até uma altura, outro trecho fazia de bicicleta e, ainda pegava uma carona para chegar até o local de treinamento. "Uma história maravilhosa que acabou com um pinhãoense seguindo de avião para o Rio de Janeiro", frisa.

IRENO SANTOS

Outra história de superação é de Ireno Mathias de Lima dos Santos (foto), 18 anos. Filho de pai alcoólatra que abandonou a família. Ele ingressou no esporte aos 10 anos e, com o passar dos anos, garantiu seu passaporte ao lado dos melhores do Brasil. "Guerreiro e conhecidíssimo lá fora. Chamam ele de Pinhão. Todo mundo quer abraça-lo", garante seu sensei.

O faixa marrom conta que entrou no judô porque na época tinha problemas com disciplina e uma colega da sua mãe indicou o esporte. "Eu era meio revoltado, e como sempre gostei de artes marciais, eu e meu irmão entramos", lembra.

O atleta explica que desde o início treinava forte e com 12 anos passou a integrar a equipe dos adultos, o que contou a seu favor, porque queria se igualar a eles. Como foi sempre muito competitivo, já no primeiro campeonato oficial a nível paranaense que participou trouxe medalha. "Lembro que tinha 24 pessoas na chave".

A partir de então, conquistas e mais conquistas. Em 2010 seguiu para o Brasileiro em Goiás, no mesmo ano para Fortaleza, para as Olimpíadas Escolares. Participou de três sul-brasileiros em Balneário Camboriú, um deles foi campeão e nos outros assegurou o bronze. Sempre contou com o inventivo dos colegas e do seu técnico, e com 14 anos, era campeão sul-brasileiro. "Primeira vez que viajei de avião, nunca imaginava que poderia ter uma experiência como aquela. O esporte abriu muitas portas e oportunidades. Não conhecia a praia. Fiz muitos amigos integrando a equipe paranaense, convivendo com pessoas de todos os cantos. Só o judô pode me trazer tudo isso, além da saúde e da disciplina. É um compromisso que traz bônus. Uma experiência de vida", observa o jovem de 18 anos.

Hoje, o atleta concilia seu trabalho de vendedor e os treinos. Estava cursando a faculdade de Inglês até abril deste ano, mas como seu sonho é fazer Educação Física e não estava conseguindo treinar, desistiu. "Antes treinava quatro horas todo dia, até no sábado. Hoje consigo apenas três vezes por semana, no sábado cuido da parte física". Os planos são conseguir uma bolsa atleta para poder se dedicar ao esporte. "Para estar entre os melhores a dedicação é total. Dormir bem, alimentação correta, treinos fortes. Uma vida muito regrada. Um estilo de vida para poder chegar e ganhar", explica.

O próximo campeonato que irá participar será em outubro, nos Jogos da Juventude. Será sua aposentadoria no juvenil. Logo, quer passar para a faixa preta para encarar de igual para igual seus adversários na categoria junior, de 18 a 21 anos. "Muita gente forte e experiente, a maioria faixa preta. Para me igualar tenho que viver 100% do judô".



 



Jaqueline


 



 



Jaqueline Cruz coleciona 19 medalhas. Ela conquistou uma bolsa do Talento Olímpico do Paraná


JAQUELINE CRUZ

Outra atleta pinhãoense que se destaca é Jaqueline Beatriz da Cruz, de 15 anos. A faixa verde, que já deixou faixa preta na lona, mora no Bairro São José e estuda no Colégio Morski, sua mãe é dona de casa e seu pai auxiliar de produção.

Ingressou no judô com 9 anos, mas no início a bronquite não a deixava seguir rigidamente com os treinos. "Ficava internada. Mas com o esporte fui melhorando, fortaleceu meu pulmão, e nunca mais parei", conta a atleta.

No seu primeiro campeonato oficial, em 2012, garantiu medalha. Ouro no Paranaense e nos Jogos Escolares, seletivas, Olimpíadas em Minas Gerais, entre outros. "Representei o Paraná em Rondônia. Foi a primeira vez que entrei em um avião. No Paranaense, em abril deste ano, fui a vice-campeã. Há um mês, nos Jogos Escolares, fui prata. O que me atrapalhou foi a mudança de categoria, estar sem técnico e estar doente uma semana antes. Foram quatro lutas e me machuquei na segunda. Trinquei o dedo e rasguei o músculo do tendão do pé, mas, mesmo assim, lutei machucada e ganhei a semi-final, perdi na final para Curitiba", lembra.

Jaqueline mostra que a vida de um atleta profissional é de superação. A faixa verde pinhãoense já derrotou duas faixas pretas. Uma delas conseguiu encaixar uma chave de braço. "Em todos os campeonatos sempre encaro faixa roxa, marrom e preta".

Hoje, a nossa atleta coleciona 19 medalhas. Ela e Edwarda Dias, do voleibol, são as únicas pinhãoenses que conquistaram uma bolsa do programa Talento Olímpico do Paraná. "São para atletas com potencial para as Olimpíadas de 2016. Recebo 150 reais por mês durante um ano. Caso consiga mais títulos o valor pode aumentar", completa.

 


 




 
 

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