Cidade


Durante todo o dia de hoje (20) está sendo realizada nas dependências do Sindicato dos Funcionários Municipais de Pinhão (Sifumpi) a VII Conferencia Municipal da Criança e do Adolescente com o tema Políticas e Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente - fortalecendo os Conselhos de Direito da Criança e do Adolescente.

A palestra principal será feita pela psicóloga Ticiana Paula Begnini, que trabalha no governo do estado desde 2007, nas áreas de políticas públicas voltadas a criança. "Percebemos que os números reais da violência ainda são pequenos. Não temos fontes que nos digam exatamente todo o tamanho destes acontecimentos. Não só as meninas são vitimas da violência, os garotos também, mas eles sentem vergonha e não contam" afirmou.

O prefeito Dirceu de Oliveira mencionou que o momento é para reflexão de tudo que já foi feito, mas que há muito a se conquistar. "Vamos discutir tudo aquilo que norteia os problemas das crianças e adolescentes. E que as políticas públicas possam acontecer beneficiando esta fatia da população Temos que ressaltar que pela primeira vez temos a presença o presidente da Câmara Mirim de Pinhão, Paulo Kaique Rodrigues que também esta representando as crianças do município.".

A secretária de Assistência Social Lucimere Terleski de Oliveira (foto) lembrou que foi um grande desafio a construção do Plano Decenal. "Esperamos que com este plano o futuro de nossas crianças seja bem melhor. Não podemos ser coniventes com um dos crimes mais bárbaros que acontece na sociedade que é a violência sexual contra as crianças".



Conferencia 


Educação


Os presentes fizeram sugestões e contribuíram para a finalização do documento. Agora ele segue para o Executivo e votação dos vereadores para se transformar em lei



Coordenada pela Comissão Municipal de Elaboração do Plano Municipal de Educação e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, foi realizada no Plenário Mario Evaldo Morski da Câmara Municipal no último dia 12, a Audiência Pública que apresentou o Plano Municipal de Educação (PME).

O professor Murilo Jocoski Siqueira, mestre de cerimônia, fez um breve retrospecto do trabalho que já vem sendo discutido desde 2014 após a formação da comissão, que é composta por 30 pessoas que representam a sociedade civil e o governo municipal e conta com profissionais ligados à educação em todas as suas estâncias e modalidades. A professora e mestra Jokasta Pires Vieira Ferraz, da Universidade Federal do Paraná, explanou sobre o Financiamento da Educação e a Construção do PME.

AVALIAÇÃO

A secretária de Educação e Cultura, Noriam Coelho Basílio (foto), fez uma avaliação de todo o processo. "Este evento tinha como objetivo apresentar o PME para a sociedade, o documento pronto para que a comunidade escolar, civil, autoridades e convidados tomem ciência e conheçam o documento finalizado. Também foi o momento e a oportunidade dos presentes fazerem sugestões e contribuir para a finalização do documento".

O processo de elaboração do PME obedeceu a um cronograma construído pela Comissão, que incluiu vários momentos de encontros e debates para a comunidade escolar e civil, oportunizando amplos debates democráticos sobre a educação pinhãoense. "A Audiência Pública é a culminância desse trabalho e transcorreu de forma muito tranquila e participativa. Ficamos contentes com os resultados que caracteriza este fecho. A lei deve estar publicada até dia 24 de junho", comemorou Noriam.



 



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Prefeito Dirceui José de Oliveira:  fala para os participantes da audiência 

Após este evento, a comissão vai encaminhar o Plano para o executivo realizar a apreciação jurídica e transformar em projeto de lei, que será encaminhado ao Legislativo, que deverá analisá-lo e votá-lo para se transformar em lei.

Participaram da Audiência, além de representações da comunidade educacional, o prefeito Dirceu de Oliveira, todos os secretários municipais, representantes da Unicentro, Núcleo Regional de Educação, do Conselho Tutelar, o soldado Antonio Carlos de Oliveira, do 16º Batalhão da PM, os vereadores Francisco Carlos Caldas (PMDB), Osvaldo Lupepsa (PSD), presidente do legislativo, o pastor da Igreja Presbiteriana, Sandro Carvalho Rodrigues, e o procurador municipal, André Sberze.


 



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Geral


Por uma série de fatores, entre eles, clima e condições financeiras, ao longo dos anos foi se perdendo o sonho de muitas mulheres se casarem em maio


 


Conta a tradição que maio é o mês das noivas. Segundo alguns historiadores, depois que a Igreja Católica adotou a cerimônia de casamento, que se firmou entre os anos de 1534 e 1539, maio foi escolhido por ser o mês da consagração de Maria, mãe de Jesus Cristo, e, também pelo Dia das Mães, que é comemorado sempre no segundo domingo do mês.

Mas, por uma série de fatores, entre eles, clima e condições financeiras, ao longo dos anos o sonho de muitas mulheres se casarem em maio foi deixado de lado. Os noivos estão optando por outros meses, como setembro, por exemplo, mês de clima mais quente. Também dezembro e janeiro, que coincidem com o recebimento do 13º salário e férias coletivas nas empresas para poderem viajar em lua de mel.

FINANÇAS

Segundo a escrevente substituta do Cartório de Registro Civil de Pinhão, Meliane Domenico Nogueira, são realizados em média sete casamentos por mês, mas o número diminui nos meses de clima mais frio. "Assim como a tradição, as superstições também estão sendo deixadas de lado, apesar do pinhãoense ser bastante religioso. Em agosto de 2014 realizamos 11 casamentos e na Quaresma de 2015 foram quatro".

O fator finanças fez a diferença em 2014, como não havia custos, 202 casais participaram do Casamento Comunitário em Pinhão dia 5 de dezembro. "Realizamos mais nove em nosso estabelecimento em dezembro. Em outubro foram três e em novembro cinco. Em janeiro de 2015 três casais uniram-se civilmente", conta a escrevente.

Em Reserva do Iguaçu, a escrevente substituta Silmara de Fátima Soares reafirma que os casais preferem dezembro por questões financeiras. Nesse mês, em 2014, foram realizados 11 casamentos. Em janeiro de 2015 cinco cerimônias, em abril foram seis e para maio apenas dois casamentos já estão agendados.

O casal Clemerson e Eleidiana Rocha, é voluntário na Pastoral da Família em Pinhão e contam que a questão financeira está pesando muito, principalmente nos casamentos tradicionais, aqueles com cerimônia e festa. "Hoje os casais estão optando pelo casamento comunitário, onde o único gasto é uma taxa de inscrição no valor aproximado de R$ 50. Os casais não têm despesas com trajes e decoração da igreja. Aliás, dia 6 de junho haverá casamento comunitário na sede do município e outro, sem data prevista, no Assentamento Cachoeirinha", avisou Eleidiana.

Segundo os membros da Pastoral da Família, outro fator que justifica o decrescente número de casamentos é a cultura da sociedade atual. "Muitos casais que moram junto não entendem o sacramento do matrimônio e de receber a bênção na igreja cristã. A sociedade contribui e aceita que os casais morem junto por um tempo e, se der certo, tudo bem, se não der certo, se separam e cada um segue sua vida", enfatizou Clemerson.

SEGUINDO A TRADIÇÃO

O sonho de subir ao altar como manda o figurino, ainda permanece presente seguindo toda a tradição. No próximo dia 23 de maio, a enfermeira pinhãoense Adriele Streski Machado e o economista ivaiense Marciano Moleta (foto) subirão ao altar na igreja Matriz de Pinhão. Os noivos se conheceram quando ainda eram estudantes universitários em Ponta Grossa e engataram um namoro que começou há sete anos. Depois de formada, Adriele foi trabalhar em Telêmaco Borba e Marciano foi logo em seguida, após passar em um concurso público, e lá fixaram residência.

Muito tranquilos, o casal contou que escolheram maio pela tradição. "Tínhamos duas datas, maio ou dezembro, como as famílias são bastante religiosas e é um mês dedicado a Maria, que representa todas as famílias, achamos melhor seguir a tradição". O noivo foi mais objetivo: "Ela escolheu e eu acatei. Marcamos a data em janeiro e estamos vindo mensalmente para organizar os preparativos, casaremos de manhã e festejaremos com cerca de 150 pessoas. Por enquanto estamos tranquilos".


Leandro e Emyliane


Emyliane Sanches de Ortiz e Leandro Martins 


 


Outro casal que subirá ao altar dia 23 de maio, na Capela Santa Rita de Cássia, é Emyliane Sanches de Ortiz e Leandro Martins, ambos funcionários públicos. Eles namoram há cinco anos e noivaram em outubro de 2014. "Somos filhos de famílias muito religiosas e fizemos questão de casar em maio para seguir toda a tradição deste mês. A questão financeira esta pesando, e muito, tanto para escolher a data quanto para organizar um casamento com cerimônia e recepção aos convidados", contou a noiva, que observou que quando realizaram o Curso de Noivos, havia mais de 20 casais e apenas três ainda não moravam juntos, os demais iriam apenas legalizar a situação perante a igreja.

A ansiedade toma conta do casal não somente pelo dia, mas pela nova vida que irão seguir juntos. "Apreensivos, pois queremos que tudo esteja perfeito na cerimônia e na recepção aos convidados. Ansiosos, já que tudo mudará em nossas vidas. Tudo será novidade, mas sob as bênçãos de Deus e de nossos pais, temos certeza que seremos muito felizes", afirmou Leandro.

MÊS DE MARIA

Para o padre Elizeu Nahm, pároco em Reserva do Iguaçu, a tradição está se perdendo. "O povo está perdendo muitos valores, antes, maio era considerado o mês de Maria, que foi uma grande mulher e contribuiu com a nossa salvação e a instituição da família e por suas aparições na cidade de Fátima, em Portugal. Antes, muitas noivas casavam virgens e de branco, agora muitos moram juntos, fazendo uma experiência, para depois fazerem a legalização. Faz muito tempo que eu não faço casamento de jovens que namoram, ficam noivos e depois casam", confidenciou o padre.

 


Fotos: Arquivos Pessoal 

Politica

Nossa Gente


"Sou muito feliz. Tenho uma família maravilhosa. Superei momentos de sofrimento com a ajuda de algumas pessoas que me estenderam a mão."


 


 


Em referência ao mês de março, voltado à mulher, o FATOS DO IGUAÇU escolheu uma pinhãoense para contar seus desafios e superações no espaço NOSSA GENTE. Juvina Antunes Dias, de 71 anos, tem uma história de vida fantástica.

Obstáculos não faltaram para esta mulher superar. Viúva por três vezes, quando o primeiro marido morreu, morava na Argentina e ficou com sete filhos, um deles recém-nascido. Para poder voltar para a sua terra teve que deixar as crianças em um orfanato e vir com o bebê no colo à procura de emprego.

NA LAVOURA

Vindos de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, seus pais vieram povoar esta terra. Juvina e seus 13 irmãos nasceram na localidade de Potreirinho, na época que Pinhão era distrito, e foram criados na lavoura. "Trabalhava no meio do mato. Rocei, carpi, derrubei de machado, quebrava feijão, milho". Mais tarde a família morou por um tempo na localidade de Butiá e depois mudaram-se para a cidade de Guaraniaçu. "Naquele tempo tudo era difícil, como não tinha asfalto, levamos oito dias para chegar lá". Tempos depois, retornaram para o Pinhão. "Quando voltamos para o Butiá eu já tinha 14 anos. Meu pai comprou um terreno de 30 alqueires nas bica. Nos colhíamos erva nativa".

Juvina conheceu o pai dos seus filhos com 16 anos. O pinhãoense, José Francisco Dias, foi seu primeiro namorado. "Casei vestida de noiva. Vivemos por alguns anos naquela região das bica. O irmão dele morava em Santo Antonio do Sudoeste e nos levou para lá. Quatro meses depois, devido a rixas políticas, dentro da igreja católica ele foi morto com um tiro. E o meu marido atirou no rapaz que tirou a vida do irmão. Ficou um corpo em cima do outro. E foi aí que começou o meu sofrimento", recorda.

NG02Na época o casal tinha três filhos e estava grávida do quarto. Então viviam corridos até a prisão de José por quatro anos. "Ficou preso também devido a sua segurança. A família do rapaz era muito influente e queria vingança, queriam ele morto. Quando cheguei na cidade que estava preso o soltaram para poder morar com a família. E os filhos foram aumentando, em 10 anos de casamento, tivemos sete filhos. Muito sofrimento. Como estávamos na divisa, fomos morar na Argentina. Ele bebia demais e trabalhava com contrabando. Algum tempo depois morreu na farra. E lá eu fiquei sem nada e sem ter para onde ir com as crianças e de dieta da minha última menina, que hoje está com quase 40 anos".

Para poder voltar para a sua terra, teve que deixar as crianças em um orfanato evangélico em uma cidade na divisa com a Argentina. Veio com o bebê no colo à procura de emprego. Quando chegou na casa dos seus pais em Pinhão, foi surpreendida com o reação do pai. Disse que ela podia ficar, mais os filhos não aceitava. "Extravie seus filhos, porque eu não quero criança".


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Em
1988, Juvina recebendo o diploma de 15 anos dedicados à empresa Fiat Lux
 



Mas, a viúva, com seus 30 anos, não se abateu. No outro dia cedinho foi até o cartório e registrou todos os seus filhos, nenhum deles tinha certidão de nascimento. Logo depois, em busca de emprego, pegou uma carona até Guarapuava. Felizmente, alguns ‘anjos' se fizeram presentes na vida dessa mulher. "Passou muita gente pela minha vida que me valorizou e me deu oportunidade. Nivaldo Krüger, na época prefeito, e a esposa foram uma bênção. Até móveis para minha casa arrumaram. Quem também me estendeu a mão foi o senhor Jaime, que me ofereceu um emprego".

Então, em 1971, Juvina tem sua carteira assinada como servente. Tinha a função de lixar cabos de vassoura no Beneficiamento Santo André, empresa que era conhecida como Fábrica do Jaime. "Ele não era um patrão, era um pai. Cheguei e contei a minha história e ele me empregou na hora. E por sorte consegui alugar uma casa do ladinho da fábrica. Naquele tempo não tinha perigo como hoje, como eu fazia o turno da noite, das 6 da tarde às 6 da manhã, as crianças ficavam dormindo e à meia noite ia dar de mama para o bebê. A maior tinha apenas 10 anos. Por isso que eu amo e valorizo cada um deles, foram crianças que passaram por muitas dificuldades".

No emprego em Guarapuava permaneceu por aproximadamente dois anos. Em 1973, nas suas férias veio até Reserva do Iguaçu visitar uns parentes e acabou ficando para trabalhar na fazenda de reflorestamento da empresa Fiat Lux. "Na época todos os meus parentes trabalhavam lá. E Francisco Dellê e a dona Linei Brolini me receberam como filha. Eu amo essa gente. Ele era gerente geral, me deu emprego e casa. Lá eu recebia uma cesta de mantimentos todo mês. Comecei na poda de pinus e depois passei para a cozinha. E lá fui a pessoa mais feliz. Criei os meus filhos e permaneci no emprego até me aposentar".

E só depois de 15 anos de viuvez resolveu casar novamente. Foi na fazenda da Fiat Lux que conheceu o seu segundo marido, João Maria de Paula. "Achava que deveria ficar sozinha, uma maneira de protege-los". Mas a escolha por um companheiro rendeu anos de felicidade à família. "Foi um ótimo marido e um ótimo pai para os meus filhos. O amor e a atenção que não tiveram do pai verdadeiro, tiveram dele". Viveram muitos anos juntos, mas, infelizmente, morreu de câncer, e Juvina ficou viúva pela segunda vez. Com o acerto da morte na empresa, ela conseguiu construir a casa que mora atualmente em Pinhão.



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Juvina
com um dos netos no colo, seu marido Francisco e com alguns filhos, filhas e
genros



 


ESCOLHAS

Com o terceiro marido, Francisco Camargo, viveu por oito anos. O casamento acabou devido a um desentendimento, quando uma das netas veio morar com Juvina. "Naquele momento ele não entendeu que eu tinha que cuidar da minha neta que a mãe abandonou. Ele mandou eu escolher, então tive que mandar ele embora da minha casa. Fiquei muito sentida porque eu amava ele". Algum tempo depois Francisco morreu, então ela pode se considerar viúva por três vezes.

Com seus 71 anos, a mãe de sete filhos (Iracema, Jurema, Maria Dalva, Pedro, Antônio, Luiza e Elizabete), tem 17 netos e 17 bisnetos. Uma das suas netas (Eliana Aparecida de Lima) é a esposa do prefeito de Reserva do Iguaçu. "Todos os meus filhos e netos estão com a vida arrumada, graças a Deus pude tirar esse peso das minhas costas, então me considero uma pessoa realizada e muito feliz".

Hoje, a aposentada dedica seus dias aos afazeres domésticos, sua horta, suas plantas, seus compromissos na igreja e às suas encomendas de crochê.

 

 


Agentes Comunitárias de Saúde e as Agentes de Endemias traçam ações no combate


 


No último dia12 de maio, na Sala de Reunião Vereador Orlando Diogo, na Câmara Municipal de Vereadores, num encontro entre as Agentes Comunitárias de Saúde e as Agentes de Endemias foram traçadas algumas ações no combate da dengue, uma vez que já foram encontradas larvas do mosquito em dois pontos distintos de Pinhão.

Segundo a enfermeira Vanessa Nerone, responsável pelo Programa de Agentes Comunitárias de Saúde (Pacs), a reunião serviu para uma troca de informações sobre o assunto que muito preocupa a Secretaria Municipal de Saúde devido à gravidade da doença. "Foi realizada esta reunião entre estes dois grupos de trabalho para tratar da prevenção. As ACSs receberam uma capacitação em novembro sobre dengue, e agora, como foram encontradas larvas, resolvemos chamá-las. Assim, junto com as demais agentes de Endemias, explicaram a todos onde foi encontrado, como foi este trabalho. As ACSs poderão também informar a população sobre os riscos da doença. Foi um momento de troca de informações e agora trabalharão em conjunto, pois as ACSs estão mais presentes nos domicílios dos pinhãoenses".

Como já está previsto, a Secretaria de Saúde será inteiramente mobilizada no combate e na prevenção da doença, principalmente no dia que ocorrer o mutirão. "Esta conscientização só vai melhorar com informação, pois algumas pessoas ainda não acreditam que a dengue é um problema sério e que devem se cuidar e também cuidar das suas casas".

Cerca de 70 pessoas participaram da reunião, que contou com a presença do presidente do Conselho Municipal de Saúde, Adimarins Fabrício.

TRANSMISSÃO

A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus (ambos da família dos pernilongos) infectados com o vírus transmissor da doença.

A transmissão nos mosquitos ocorre quando ele suga o sangue de uma pessoa já infectada com o vírus da dengue. Após um período de incubação, que inicia logo depois do contato do pernilongo com o vírus e dura entre 8 e 12 dias, o mosquito está apto a transmitir a doença.

Nos seres humanos, o vírus permanece em incubação durante um período que pode durar de 3 a 15 dias. Só após esta etapa é que os sintomas da dengue podem ser percebidos.

É importante destacar que não há transmissão através do contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. O vírus também não é transmitido através da água ou alimento.

É bom lembrar que quem estiver com dengue deve se prevenir de picadas do mosquito Aedes aegypti para evitar a transmissão da doença para o mosquito. Assim, é possível cortar mais uma cadeia de transmissão do vírus. Portanto, quem estiver com dengue deve usar repelentes, mosquiteiros e/ou outras formas de evitar a picada do mosquito da dengue.

PREVENÇÃO

A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.

A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.

Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação. Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

Então, a dica é manter recipientes como caixas d'água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.

É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.

 

 


Na programação, sessão de cinema, peças de teatro, oficinas de literatura e uma pequena feira de livros


 



 Na quarta-feira, 8 de abril, a Escola Municipal Professora Ironi Santos Ferreira recepcionou artistas, escritores e alunos das escolas municipais na Folia Literária. Um projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação e Cultura de Pinhão em parceria com o Sesc-Guarapuava.


A programação diversificada contou com sessão de cinema, peças de teatro, oficina de literatura e uma pequena feira de livros. Tudo para encantar e estimular a leitura das crianças. 


ERA UMA VEZ...


Um dos convidados para o evento foi o escritor guarapuavano Norbert Heinz (foto), que, assim como em um conto de fadas, teve uma mudança radical em sua vida. Biólogo por formação, deixou a carreira de lado para se dedicar à literatura. E nos últimos dois anos focou na literatura infantil. "A formação de um leitor acontece na fase que a criança está frequentando o ensino fundamental I, além de ser mais divertido, porque as crianças interagem mais, apreciam as interpretações, que podem ser feitas com muitos recursos. Temos assuntos que são delicados para explicar para um adulto e para a criança você acaba transformando em uma brincadeira. A vantagem de trabalhar com um público infantil é que temos a responsabilidade de formar um público leitor e se diverte também", afirmou o escritor.


Ele já participou de outros eventos em Pinhão no ano de 2014 e visitou o Ceebja e o Colégio Santo Antonio. Autor de 10 títulos publicados, entre literatura infantil e poesias, Heinz acredita estar no caminho certo. Seus livros trazem uma nova roupagem aos contos infantis. "É muito divertido criar um livro. Nas minhas obras procuro dentro de um conto já conhecido inserir temas da nossa realidade como o bulling, a questão da mulher, a Lei Maria da Penha. Trazemos a questão do Estatuto do Idoso na história do Chapeuzinho Vermelho, por exemplo", contou. 


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PALHAÇOS


Quem também compareceu para animar ainda mais o ambiente e deixar uma mensagem de otimismo e perseverança foi a dupla de palhaços Lorena Ferreira e Makaulen Tavares, da Companhia de Artes Ele Vive. Eles apresentaram a peça teatral ‘Sonhos'. "Contamos a história de uma palhaça que deseja muito ser uma bailarina. As pessoas ao seu redor a frustram e a desestimulam, porém, com uma grande força de vontade e fé em Deus, ela realiza o sonho", explica a palhacinha.


LEITURA 


Fazer com que uma criança tenha o hábito da leitura ainda é um grande desafio para muitos professores. Apesar de comprovado que esta prática influencia em outras áreas como na matemática, ciências e matérias correlatas. O professor Edílson Leal acredita que eventos como estes auxiliam na estimulação para que a criança crie mais o costume da leitura. "Os eventos ajudam e muito. Os alunos vem bem interessados, alguns compram os livros e leem em sala de aula. Fazemos produções de textos a partir das historinhas que eles leem. A grande maioria das crianças não cria o hábito da leitura porque em casa não são incentivados a ler".


Apesar de muitos alunos não apreciarem a leitura, há exceções, e entre os pequenos participantes estava a aluna Rafaela Aparecida de Freitas, do quarto ano da Escola Ironi, que confessou gostar de ler. "Eu leio historinhas e gibis, quando têm estes eventos eu sempre venho e trago dinheiro para comprar os livros. Minha mãe gosta que eu leia. Tenho amiguinhos na escola que gostam de ler, outros já não gostam", conta a menina.


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INCENTIVO


A secretária de Educação e Cultura, Noriam Coelho Basílio, contou que através da parceria entre Sesc Guarapuava e Prefeitura, outros eventos já foram realizados, porém, a Folia Literária foi a primeira vez. "O Sesc entrou em contato conosco propondo mais esta parceria. A ideia básica é de desenvolver o hábito da leitura. A nossa intenção era abranger mais crianças, mas, pelo tempo, pela distribuição das oficinas, tivemos que optar pelos alunos que hoje estão matriculados no quinto ano do ensino fundamental de todas as nossas escolas. Em algumas instituições, a participação foi com os alunos do quarto ano porque no período da manhã ou da tarde não há o quinto ano".


A secretária compara a formação voltada para a leitura como o de pequenas gotas que devem ser colocadas em uma planta para que ela possa nascer e embelezar um ambiente. "O professor tem este papel de mostrar a beleza do livro, de incentivar e despertar na criança o gosto pela leitura. Não podemos obrigar um aluno a ler, ele tem que ser despertado e começar a dar estes passos de forma gradativa com leituras fácies e agradáveis". 


O município fez todo o transporte dos alunos e a divulgação do evento. O Sesc contribuiu com o autor, os atores e a organização dos eventos paralelos como a feira de livros, que chamou a atenção dos estudantes tanto pela variedade de títulos como pelos preços acessíveis.



 



 Reportagem e fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu

 

O compartilhamento de fotos íntimas em sites e aplicativos para smartphones, como o Whatsapp, tem se tornado cada vez mais comum com o aumento do uso da internet por adolescentes. A prática, entretanto, se tornou um perigo para muitos jovens que, na maior parte das vezes, não medem os riscos dessa exposição. Entre os exemplos mais comuns e que fazem mais vítimas está o sexting - divulgação de mensagens, fotos ou gravações de conteúdo erótico ou sensual por meio eletrônico, principalmente, celulares.


Um levantamento da organização não governamental (ONG) Safernet, que há oito anos tem um serviço de denúncias online, aponta que, em 2014, foram registrados 224 casos de sexting - um aumento de 120% em relação a 2013 - quando foram registrados 101 casos.



Em 2012, a instituição inaugurou um serviço de ajuda em tempo real. Por meio do Helpline, os adolescentes têm a possibilidade de conversar e explicar a sua situação por meio de um chat.



A instituição tem realizado várias campanhas de alerta com depoimentos de jovens que foram vítimas de sexting. Os relatos, em geral, envolvem ameaças, sofrimento e o medo da reação de outras pessoas.



Meninos e meninas produzem e compartilham imagens íntimas, mas as mulheres são as que mais sofrem, segundo a psicóloga e coordenadora do canal de ajuda da Safernet, Juliana Cunha. Em 2014, 81% das pessoas que pediram ajuda à ONG eram mulheres.



"Nos últimos anos, a gente percebeu um aumento significativo de denúncias de meninas que tiveram fotos íntimas expostas na internet, o que nos fez perceber que esse tema é muito importante e sensível, porque o sofrimento é muito grande. Há dois anos tivemos um caso, que foi amplamente noticiado, de duas meninas que não suportaram a pressão e cometeram suicídio", lembra.



Na opinião de Juliana Cunha, os jovens estão mais expostos a esse tipo de problema porque estão vivenciando suas primeiras experiências sexuais. Os adolescentes de hoje namoram pela internet, usam a webcam e as novas tecnologias para trocar mensagens e fotos - algumas delas de conteúdo íntimo.



Ela explica que, ao receber uma denúncia, a central da Safernet envia os dados para o Ministério Público Estadual e Federal e para a Polícia Federal, que fazem a investigação. "É bom lembrar que, no ano passado, foram feitas mais de oito operações no enfrentamento e combate à pornografia infantil na internet pela Polícia Federal. Foi um crescimento no número de pessoas identificadas e que estão respondendo na Justiça", ressalta.



Segundo a advogada especialista em direito digital e idealizadora do Movimento Família mais Segura na Internet, Patricia Peck, apesar do aumento no número de denúncias, os casos de sexting ainda são subnotificados. "Apesar do aumento da denúncia, ela representa menos de 20% dos episódios. Em 80% dos casos, as pessoas têm vergonha do que aconteceu."



Ela alerta que, ao ser vítima de vazamento de fotos íntimas, a pessoa "sofrerá" por muito tempo. "Antigamente, mudava de escola, de cidade. Hoje em dia faz o quê? Não adianta mudar de escola, de cidade aquele conteúdo vai atrás da família aonde ela for."

O movimento idealizado pela advogada conta com 20 mil voluntários que ensinam ética e segurança na internet em comunidades, igrejas e escolas de todo o país. Eles defendem que o tema se torne disciplina obrigatória. "A gente está com uma lacuna de formação, de algo que pode ser ensinado nas escolas, nas associações de pais e mestres, além da realização de campanhas de esclarecimento que envolvam até empresas de telefonia, já que hoje praticamento todo mundo tem um celular", defende Patrícia.

As denúncias de violações também podem ser feitas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) e pelo aplicativo Proteja Brasil que pode ser utilizado em tablets e smartphones e mostra onde encontrar serviços de proteção integral dos direitos das crianças e dos adolescentes.





Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Fonte: Agência Brasil


 

Na sessão de segunda-feira, 12 de maio, do legislativo pinhãoense, Aroldo Antunes Domingues (PPS) foi o único vereador a fazer uso da tribuna. E a maior parte do tempo para atacar o jornal FATOS DO IGUAÇU. O ilustre legislador não gostou da cobertura realizada pelo meio de comunicação e também não se conforma com o resultado do processo que o Ministério Publicou moveu contra a Câmara Municipal sobre o decreto nº 001/2011, que fixava o número de vereadores em 13. Não entendemos o porquê do vereador estar tão nervoso, perdendo até a compostura em seu pronunciamento na tribuna, já que ainda não se sabe quais são os quatro vereadores que perderão o cargo.


Quem cobra, dá o exemplo

O vereador sugeriu que, em vez do jornal ter gasto combustível indo a Curitiba acompanhar as votações, poderia doar esse dinheiro a uma pessoa carente. Aproveitamos a oportunidade também para sugerir ao vereador, porque quem cobra dá exemplo, que os R$ 23.700,00 gastos com diárias de 2013 até abril de 2015 sejam devolvidos aos cofres do município para serem investidos na saúde da população, com certeza, um dinheiro muito melhor aproveitado.



Atualizando as informações

Informamos ao vereador a situação que está o processo. No dia 8 de maio foi encaminhado para o relator desembargador Dartagnan Serpa Sa para lavratura do Acórdão. Ah, e não dá para segurar a publicação de um acórdão.



Foto: Charge da edição nº 699 de 15 de maio de 2015 


 


O pinhãoense centenário tem seis filhos vivos, mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos











Durante muitos anos uma figura um tanto quanto misteriosa caminhava pelos sertões de nosso Estado com o propósito de curar, amenizar sofrimentos, realizar milagres e profetizar fatos, ficando conhecida como monge João Maria. Histórias contadas de pais para filhos relatavam que ele procurava sempre um lugar que tivesse um bom olho d'agua para se acampar e receber aqueles que vinham em busca de uma cura espiritual ou corporal.

A Vila Nova de Pinhão recebeu muitas vezes a visita de João Maria. Em uma delas, há 92 anos, entre muitos que o procuravam estava um menino de oito anos de idade. Ao se deparar com o monge, o pequeno pinhãoense recebeu a seguinte profecia: "Você vai viver tanto que testemunhará o tempo em que as águas, como desta fonte, chegarão dentro das casas sem o esforço de alguém".

E a profecia se concretizou, na última terça-feira, dia 20 de janeiro, o aposentado Sebastião Narciso de Lima completou 100 anos, muito bem vividos, totalmente lúcido. Filho de Urbano Caldas de Lima e de Cristiana Ferreira de Oliveira, ele nasceu na localidade de Faxinal dos Coutos. Hoje reside em sua casa no Bairro São Cristóvão, que fica entre a dos filhos Luiz e Dinarte, dois dos sete que teve com Francisca Silvério do Amaral, com quem contraiu núpcias em 1937.

O centenário conta que foram felizes até 1961, ano que, infelizmente a esposa faleceu. Para poder casar, teve que esperar que ela completasse 22 anos, antes dessa idade os pais não permitiam. "Éramos muito novos e o compromisso era para sempre. Fomos à cavalo para Guarapuava, meu cunhado Fabrício Amaral e o meu padrinho de batismo, Eugênio Caldas, foram nossas testemunhas. Voltamos do casamento, pernoitamos em Faxinal dos Coutos e, no dia seguinte, seguimos para o Iguaçu colher a roça. Não teve festa. Moramos dois anos naquele lugar".

Alguns anos após o casamento eles resolveram mudar para Guaraniaçu. Seu Sebastião recebeu uma proposta de trabalho muito boa e naquela cidade morou por 20 anos. Depois que ficou viúvo resolveu voltar, os filhos eram pequenos e aqui os familiares o ajudariam a criá-los. Deixou uma filha, muitos amigos e boas lembranças de uma cidade que o acolheu muito bem.

Católico fervoroso, ele acredita que a pessoa deve se manter em uma religião. "Não sou contra as religiões, sou contra aqueles que pulam de igreja em igreja e não se firmam em nenhuma", acentua.


Sebastiao 01


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos 


 


Cuidar de sua horta, tomar um bom chimarrão, ler, são alguns de seus passatempos. Com toda a sua experiência, afirma que a vida antigamente era bem melhor. Sobre o que acha de bom na vida, o aposentado é franco - a aposentadoria e a cesta básica. "Antes não existia. Essa ajuda que vem do governo eu acho boa".

TIGRE FEROZ

Entre suas recordações, seo Sebastião contou que quase serviu de almoço para um tigre. A família tinha um terreno em Faxinal dos Coutos e outro numa localidade denominada por eles de Iguaçu, cerca de 10 quilômetros de distância. Ele sempre ouvia histórias que nestas áreas, justamente no caminho que eles faziam de uma propriedade para outra, tinha tigres. Alguns mais mansos, que se escondiam quando uma pessoa passava, e outros mais ferozes. "O tigre atacou duas pessoas, Candido e Domingos Paulista. Passado o tempo, em uma noite alguns caçadores estavam à procura de tatu e os cachorros começaram a acoar. Manuel Juliano e Antonio Castelhano foram ver e foram atacados e mortos. Uma vez, eu e uma irmã fomos levar uns porcos à pé para o Iguaçu. Nosso pai foi atrás com as bruacas de alimentos e percebeu que havia marcas das pegadas do tigre a par das nossas, ele estava nos perseguindo".

BAIRRO DOIS IRMÃOS

Temendo o ataque do tigre, sua mãe resolveu que era hora de mudarem. Vieram morar onde hoje é o Bairro Dois Irmãos. Uma curiosidade - Sebastião é culpado pela denominação do bairro. Um agrimensor que foi medir para venda o terreno que pertencia a ele e seu irmão Vital. "Cada um tinha dois alqueires, nos documentos foi registrado o local como Dois Irmãos e assim permanece até hoje".

PRIMEIRA ROÇA

Aos 16 anos, ele se associou a outro jovem, Alcindo Paulista, de 15 anos. Resolveram fazer a sua primeira roça nas suas terras lá em Iguaçu. Ambos tinham bons cavalos, que eram tratados com milho, e para eles, era injusto usar o milho que seu pai plantava para a criação da propriedade. Achava que poderia faltar para as outras criações e para o sustento da família. "Compramos machado, foice, panelas e pratos. Quando cheguei em casa, meu pai perguntou para que aquelas coisas e respondi que iríamos fazer uma roça. Ele mandou preparar uma porca para levar junto com os demais alimentos, fizemos uma bruaca bem fechada para proteger, nossa preocupação era cuidar da bóia", brinca.

Mas, no final, a roça foi bem e eles tiveram uma boa colheita. Muito trabalho, primeiro, fizeram o desmate para poder plantar. Nunca desanimaram. "Quando somos jovens temos disposição. Hoje a disposição é diferente. Nossa natureza é muito interessante".

VILA NOVA DE PINHÃO

Quando Pinhão foi elevado a município, dias depois Sebastião completou 50 anos. Recorda de toda a comemoração. Foi uma festa aquele momento. Tinha muita gente de fora. Ele chegou por acaso e soube da novidade. Viu uma movimentação onde hoje é a Praça Darci Brolini. "Pinhão, bem no começo, tinha apenas as casas dos senhores Francisco Dellê, Norberto Serápio e Felisbino Bueno. Eram três moradores na vila. Agradeço a Deus por ter me dado uma longa vida e poder ver como a minha cidade se desenvolveu".

Sebastião fez muitas viagens a Guarapuava por pedido da família ou para atender a necessidade de amigos e parentes. Conta que tinha um cavalo muito bom, que aguentava o trajeto: "era solicitado, não me importava com o horário, sempre gostei de ajudar os outros".

Antes tudo era muito difícil. Para levar um recado, comprar um remédio, só homeopático, tinha que fazer uma mala e seguir a cavalo. Demorava dois dias entre ida e volta. "Tenho saudades daquele tempo, da calma, das amizades, nos divertimentos nos bailes na região, o pessoal fazia um bom churrasco e o baile era na casa, comida o dia todo. Bebida alcoólica não tinha, mas se alguém ficava mal, era acomodado em um lugar, cuidando para que não tivesse briga nas festas. Hoje em dia querem mais é que as pessoas se desentendam, surram e matam. Apesar das dificuldades, as pessoas tinham de tudo em casa, não faltava quase nada".

Sebastião destaca que a solidariedade sempre foi muito praticada pela família. Conta que aprendeu muito com a Bíblia quando frequentava a escola. Era comum ler um trecho aos alunos até que todos chegassem. Os professores explicavam as passagens. "Meus primeiros professores foram Joaquim Taques e Guilherme Doin".

SUSTO

Com a guerra, muitas pessoas vieram para a região, principalmente os alemães. Quando chegavam na capital compravam as ferramentas necessárias e seguiam para o interior. As notícias das guerras eram disseminadas pelos professores aos pais dos alunos, como a do Contestado.

Logo depois vieram os Revoltosos, que era um grupo de pessoas que assaltavam propriedades, levavam alimentos, animais e amedrontavam a população. Sebastião lembra que eles chegavam à pé pelo Faxinal dos Coutos. "A família se mudou para outra propriedade por certo tempo até que a situação terminasse. Certa vez, eu e minha mãe estávamos indo para a casa de minha avó quando avistamos um grupo perseguindo um agricultor que não queria entregar seus animais. Eles davam tiros para cima por pura maldade. Minha mãe pediu para que eu me deitasse no mato até que eles fossem embora".

PROMESSAS

O centenário relata que o local onde mora era uma grande área de pinheiros. Ali os porcos sempre estavam à procura de pinhões para se alimentar. "Certa vez, um conhecido, o Luiz Fontoura, comentou que iria se candidatar a prefeito e prometeu que abriria uma rua aqui. Os demais conhecidos começaram a fazer comentários engraçados, dizendo que a rua seria para os porcos passarem. Ela foi aberta e hoje nos leva para Faxinal do Céu, mas meu amigo não se candidatou".

POLÍTICA

Sebastião nunca se envolveu com política, mas acredita que a pessoa eleita para o cargo, seja de prefeito, governador, ou qualquer outro, deve ser respeitado. "O dever do cidadão é contribuir para que o município ou país se desenvolva. A força da política está no conjunto e não no indivíduo sozinho", afirma, sabiamente.

SOU FELIZ

O pinhãoense, que possui três dígitos em sua idade, confessa ser uma pessoa feliz. Agradece pela sua vida longa e sabe que onde for encontrará amigos. "O respeito e a consideração são tudo. Reunir a família toda é difícil, porque além dos seis filhos vivos, tenho mais de 50 netos, muitos bisnetos e trinetos. Mesmo longe, eles sempre procuram saber como estou. Viverei quanto o Criador quiser. Fui e sou muito feliz pela vida que me proporcionou. Se preciso, faria tudo de novo", finaliza.




Por Gisele de Pádua - Fotos: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu


 


Com alguns amigos 


Sebastiao 02 


 


Sebastião 03 

 
 
 
 
 


Elevação no nível nas competições, resultando em muitas medalhas e revelação de enxadristas. Hoje, Pinhão conta com 110 atletas, divididos nas categorias de base, juventude e adulto



O treinador de Xadrez, André Ferreira
de Almeida, fez um balanço da modalidade em 2014, que, aliás, foi um ano
recheado de medalhas e revelou grandes enxadristas.



Sua volta à Secretaria de Esportes de
Pinhão no início do ano de 2014 coincidiu com a posse de Adaor Caldas na pasta,
com o apoio do novo secretário obteve condições para que o xadrez na cidade iniciasse
uma nova caminhada. “Houve um reforma geral, crescemos muito. Ganhamos novos
materiais que permitem intensificar os treinos. Foram adquiridas mesas e
cadeiras para melhor conforto dos atletas, assim pudemos elevar o nosso nível
nas competições. O ganho também foi no material humano”.  



MEDALHAS



A modalidade representou Pinhão nos
Jogos Abertos da Cantuquiriguaçu (Jarcan’s) nos Jogos da Juventude, nos Jogos
Escolares e em mais seis competições pelo Paraná. “Com o apoio nos eventos que participamos,
foi possível ter sucesso. Trouxemos medalhas de todos. Sempre estávamos entre
os três primeiros lugares, independente da categoria, tanto em individuais como
coletivas”.



DIFICULDADE



O xadrez é um esporte que exige muito
do atleta. O raciocínio é tudo. Um jogo de estratégias que faz com que os
competidores armem jogadas e o adversário “quebre a cabeça” para vencê-lo. Uma
partida de xadrez pode levar horas e dias para ser definida.



ESCOLINHAS



Entre os projetos colocados em prática
pelo professor André, está a Escolinha de Xadrez, onde as crianças em idade
escolar devem preencher dois únicos requisitos: estar estudando e obter boas
notas. “Organizamos os horários para os treinos, e incluímos uma nova faixa de
competidores, agora crianças com seis anos podem começar a frequentar. Hoje
somos em 110 atletas nas categorias de base, juventude e adulto. Tenho alguns
que começaram comigo em 2005 e ainda jogam pelo município, como aconteceu nos
Jarcan’s. O incentivo dos pais também é fundamental para estes resultados”.



Xadrez01 



O treinador André Ferreira de Almeida  e a atleta Eduarda Iwasenko



DESTAQUES



A jovem Eduarda Iwasenko foi um dos grandes
destaques de Pinhão, nas competições que disputou subiu ao pódio, o que foi uma
rotina para ela em 2014, no total foram nove medalhas nos Jogos Escolares e
três nos Jogos da Juventude e nos Jarcan’s.



O dom foi relevado quando a atleta frequentava
as aulas de informática, na Secretaria de Esportes, e a sala de treinamento de
Xadrez ficava ao lado. Ela começou a observar os jogadores. “Estava sempre olhando
os atletas treinando, me interessei e segui
em frente. Comecei a
jogar em 2009 e não parei mais, me apaixonei pelo esporte. Quero melhorar cada
vez mais e ser profissional. Não tive muitas dificuldades nos jogos que competi
no ano que passou, mas em 2015 sei que tenho que treinar mais, pois o nível dos
adversários será mais alto, vou ter que me dedicar muito. O Xadrez me ajudou
muito até nos estudos, pois prende a atenção e a concentração. Meus pais me incentivam
muito, torcem por mim e comemoram cada medalha que conquisto”.
 



 



 
 

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