Valmir da Silva foi considerado culpado

Foi realizado na segunda-feira, 13, o julgamento do réu Valmir da Silva, acusado de atentar contra a vida de Claudionor Ribas da Silva no dia 12 de novembro de 2009 na localidade de Faxinal dos Ribeiros, e de porte ilegal de arma de fogo, utilizando uma espingarda calibre não definido, sem marca, sem número de série, sem autorização e em desacordo com determinação legal.

Foram ouvidas Zilda da Silva, esposa da vítima, na condição de informante, que relatou não ter visto nada, apenas ouviu o tiro. Contou que eles já tinham uma encrenca e não sabia o motivo e que réu e vítima são primos. Confirmou que teve um envolvimento com Valmir durante o tempo em que este esteve morando em sua casa. Porém, quando aconteceu o fato, não havia mais nada entre os dois, o réu já não morava com eles há tempos.

Relatou aos jurados que no dia anterior se dirigiu à casa de sua cunhada e se deparou com Valmir e em seguida seu esposo chegou. Esta situação acabou em discussão. “Ele achou que eu e Valmir estávamos nos encontrando de novo, mas foi por acaso. Meu marido me ameaçou de morte e os parentes o contiveram. Ele e Valmir discutiram e eu, de medo, acabei ficando na casa de meus parentes até o dia seguinte, quando aconteceu o fato”.

Vanderlei da Silva é irmão da vítima, também foi ouvido e mencionou que os familiares moram próximos e é comum se visitarem. “Meu irmão esteve em minha casa pela manhã para emprestar uma ferramenta, iria plantar alguns eucaliptos. Conversamos e ele foi para casa. Em seguida ouvi o tiro e o pedido de ajuda de Claudionor, corri socorre-lo”. Questionado sobre o relacionamento de sua cunhada com seu primo, Vanderlei respondeu que o irmão havia contado sobre isso mas não sabia de detalhes.

A VÍTIMA

Em seguida o corpo de jurados ouviu a vítima. Claudionor falou que no dia anterior à tentativa, ele encontrou sua esposa na casa da irmã de Valmir e este também estava lá. “Fui buscar uma lenha , tinha comigo uma foice e cheguei e vi que ele estava lá, mandei minha mulher de volta para casa e ele correu buscar uma arma. Ele morou por mais de dois anos na minha casa até que descobri que tinha um caso com a minha esposa, mandei ele embora. Como não tinha para onde ir, acabou indo morar com meu pai, mas saiu no dia anterior ao fato e foi morar com a irmã dele, Lucélia, onde minha esposa estava lá neste dia”.

A vítima recordou que Valmir o esperava em um matagal, estava deitado e o acertou com um tiro, que transpassou seu corpo e até hoje sente dores. Conseguiu voltar até a casa do irmão Vanderlei, o autor correu. “Eu estava desconfiado de que eles continuavam tendo um caso. A espingarda foi comprada um dia antes deste fato. Depois disto vendi minha propriedade e vim morar com minha esposa no bairro Dois Irmãos,hoje trabalho de pedreiro”.

A VERSÃO DO RÉU

Questionada pela juíza Daniana Schneider, o réu contou que atualmente é casado, tem um filho de três anos, mora e trabalha em uma chácara, ganha um salário, e só pôde estudar até o 6º ano do ensino fundamental. E que quando houve este fato, tinha 21 anos. “Na véspera do fato, Claudionor chegou à casa de minha irmã e estourou a porta, ele tinha uma foice na mão. Ele me ameaçou. Não sei se ele agrediu a esposa e o que houve depois, só vi que ela chorava muito.Nosso relacionamento é de amizade , nunca traí meu primo. Ela queria muito ser minha amante e eu não queria. Nunca registrei um boletim de ocorrência, pois não achei que a situação chegaria nesse ponto”.

E sobre a espingarda que possuía, Valmir disse que era de seu avô e estava com ela há muito tempo, mas ninguém sabia. Neste dia saiu de casa armado, pois tinha medo de encontrar Claudionor pelo que ocorreu no dia anterior E sobre a emboscada , ele se defendeu. “Não foi emboscada, nos encontramos no meio do caminho, já fazia uns 15 dias que ele estava me ameaçando. Ele jogou a pá no chão e veio me avançar”.

Ao final, o corpo de jurados considerou o réu culpado e foi condenado a nove anos, dois meses e 12 dias em regime fechado, porém, Valmir da Silva é réu primário e vai recorrer desta pena em liberdade.

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