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Coluna Acontece Saúde: Refluxo gastroesofágico e alimentação

O refluxo gastroesofágico pode ser definido pelo retorno do conteúdo gastroduodenal para o esôfago, sendo uma consequência da diminuição da pressão do esfíncter esofágico inferior (estrutura entre o esôfago e estômago). Nesse sentido, em razão da baixa pressão, sua contração não ocorre de maneira adequada, permitindo o retorno do conteúdo gástrico.

Um dos principais sintomas associados ao quadro é a pirose, isto é, sensação de queimação retroesternal. A sua ocorrência frequente pode levar à esofagite, que nada mais é do que a inflamação da mucosa esofágica devido ao refluxo.

Quando falamos do tratamento nutricional dessa condição, logo pensamos nas inúmeras restrições alimentares para o seu controle. Chocolate, café, chás e bebidas alcoólicas são só alguns dos alimentos que devem ser excluídos ou evitados por indivíduos com o quadro.

Algumas substâncias presentes nesses alimentos, como a cafeína, xantina, teobromina e o próprio álcool, contribuem para diminuir a pressão do esfíncter esofágico inferior, colaborando assim para o retorno do conteúdo ácido até o esôfago.

Para indivíduos com obesidade, a perda de peso pode ser uma importante aliada no tratamento.

Outro ponto relevante a ser destacado é o controle no consumo de alimentos muito gordurosos, já que a digestão dessas preparações com maior teor de lipídeos tende a ser mais demorada e propicia a manifestação dos sintomas.

Concomitantemente, a adoção de medidas comportamentais pode ser bastante útil no manejo do refluxo, entre elas:

  • Elevar a cabeceira da cama;
  • Evitar se deitar logo após as refeições (recomenda-se esperar pelo menos 2 horas);
  • Moderar alimentos que possam irritar a mucosa inflamada, como frutas cítricas, tomate, pimenta, molhos industrializados e bebidas gaseificadas;
  • Evitar realizar refeições volumosas;
  • Comer em posição ereta.

Dr. Daniel Magnoni (@drdanielmagnoni)

Omelete de clara de ovos

Omelete
Foto: ilustrativa/reprodução

Famosa receita entre os praticantes de atividade física, a omelete de clara de ovo tem sido utilizada como uma forma mais saudável da preparação do prato, ajudando no ganho de massa muscular e no emagrecimento.

A ideia da retirada da gema visa reduzir o consumo de gordura e colesterol, focando apenas na ingestão das claras, especialmente ricas em proteínas de alto valor biológico. Mas seria essa uma estratégia realmente eficiente?

Estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition diz que não. Após alguns testes, o ensaio mostrou que a ingestão de ovos inteiros depois do exercício físico resulta em maior estímulo da síntese proteica quando comparada somente à ingestão das claras.

Ao contrário do que muitos pensam, a gema também contém proteína, aproximadamente cerca de 40% da quantidade total contida no ovo. Além disso, é a parte com maior densidade nutricional, pois possui gorduras, vitaminas A, D e E, complexo B, colina, cálcio, zinco, ferro, selênio e carotenoides, como luteína e zeaxantina.  

Fora os benefícios nutricionais como um todo, alguns destes nutrientes influenciam de maneira positiva na modulação e otimização do estímulo à síntese proteica. Por isso, não convém o descarte da gema visando melhoras nesse processo.

Dr. Daniel Magnoni (@drdanielmagnoni)

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