Dominique Acirema S. de Oliveira 

(Mas mantenham o distanciamento social)

Por Dominique Acirema S. de Oliveira 

Vejo uma importância descomunal no que diz respeito a política e a relação disso com o poder de controlar as pessoas. Ainda, a maioria dos brasileiros tem um viés conservador, mesmo que ainda não saibam pormenorizadamente o que isso significa, e isso não é presunção, de forma alguma, é mera constatação.

Não é incomum ser conservador. Mas é incomum ser um intelectual conservador. Tanto na Grã-Bretanha quanto na América, cerca de 70% dos acadêmicos se identificam como ‘de esquerda’, enquanto o ambiente cultural é cada vez mais hostil aos valores tradicionais (…)”.

Por que vemos um ambiente, seja de imprensa, governo e até mesmo das academias com uma orientação à esquerda? Ou melhor, contrário ao conservadorismo?

É uma pergunta que nem os maiores pensadores da história conseguiram responder de forma totalmente satisfatória. Mas por que isso é importante? Porque existe uma verdade bastante lógica pronunciada há muito tempo atrás por um outro filósofo, Platão: “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”. E estamos sentindo na derme tais efeitos.

Bem, voltemos a pergunta inicial, podemos partir do princípio de que os auto intitulados intelectuais e pensadores se veem de alguma forma fora da comunidade, acima das relações dos pobres mortais em uma condição de julgamento sobre ela (comunidade), dotados de uma percepção e inteligência superiores, portanto, e inevitavelmente crítica do que quer que seja que as pessoas comuns façam para sobreviver, (pasmem os senhores, como é que a cada passo não os consultamos?!) Podemos até dizer que essa classe de intelectuais não se identifica com seu meio, com a vida comum, e tenta obter outro tipo de identidade através de seu posicionamento crítico. “Intelectuais são naturalmente atraídos pela ideia de uma sociedade planejada, na crença de que estarão encarregados dela.”

Em minha caminhada acadêmica pude constatar: ideias destrutivas, “reformáticas” e “performáticas”, transformam o homem no “homem do sistema”, porque se sente atraído pela beleza de seu plano perfeito (Narciso diz: oi!), não hesita em cumpri-lo, isso independentemente do preço humano e material que suas ações destrutivas e perfectibilistas possam e irão implicar.

E não pense que é um caminho que se evita, academia e política na verdade é um caminho obrigatório, ali nasce pessoas dispostas ao cargo de intelectual “encarregado” da condução social ao bem comum, sei.

Essas ideias são qualquer uma que se oponha de forma abrupta a ordem social, mas não infira que o conservadorismo é uma ideologia estática, na verdade nem ideologia é, mas isso é tema para as próximas “escrivinhadas”.

Veja que coisa mais engraçada, o socialismo sucede uma ruptura institucional total com o sistema vigente, muitos tentaram ao longo da história no mundo, o que resultou na morte de milhões de pessoas, na verdade segundo o “Livro Negro do Comunismo”: “Todos os terremotos, furações, epidemias, tiranias e guerras dos últimos quatro séculos, somados, não produziram resultados tão devastadores”.

A gênesis das nossas crenças não são os fatos e sim as interpretações, portanto resta ao intelectual socialista devoto e narcisista o subterfúgio de explicar essa extraordinária sucessão de catastróficas tentativas a atribuir ao acaso, ou mesmo a casos fortuitos e isso sem nenhuma relação direta com a essência da doutrina socialista, e sabe por que isso? Aqui chega à graça, me desculpem a pressa, para manter conservada (sacou? conservada?) a beleza e a dignidade de um ideal superior e utópico, da miséria que sua implantação causou. Em outras palavras, quando sua ideologia falhar miseravelmente “conserve” intacto seus princípios e culpe fatores externos e alheios ao seu controle e depois tente novamente em um ciclo de morte e violência contínua. Ah, e tente também controlar os fatores incontroláveis que deram causa a sua falha inicial, controle meus amigos, controle!

Ok, ok, talvez você pense que eu esteja exagerando, sou eu que tenho de “estudar mais sobre o socialismo”. Bom, quero terminar com algumas frases que são extremamente pedagógicas e ilustram muito bem esse sistema ideológico que bate as nossas portas diuturnamente, e essas passagens foram pronunciadas em uma palestra do sindicato da construção civil de fortaleza (link do vídeo no final do artigo), vejamos: “Tem que acordar todo dia querendo esfolar o patrão!” – só lembrando, o patrão também é um ser humano, um pai de família ou uma mãe, é uma pessoa humana, sabe? Um ser humano. Outra: “Temos que estimular o ódio de classes!”, mais uma vez, as classes são formadas por seres humanos com suas qualidades e defeitos, desejos e necessidades, mas em essência apenas humanos. E a pior (pelo menos no nosso tempo): “Tem que pegar pelos cabelos, os ministros do STF!”, olha só, e somos nós os acusados de atacar as instituições democráticas, ah, os ministros também são seres humanos, dignidade, ampla defesa e outras coisas também se aplicam a estes.

Mas sejamos justos, esse ser humano que está fazendo uso de sua liberdade de expressão, a qual a mesma é alvo dos conservadores para que se permaneça intacta e garantida, apenas reproduz a pauta preordenada no livro Manifesto do Partido Comunista: “Os comunistas se recusam a dissimular as suas opiniões e intenções. Eles declaram abertamente que seus objetivos só podem ser atingidos com a derrubada violenta de toda ordem social existente (grifei). Que as classes dominantes tremam perante uma revolução comunista.”

Portanto, a ideia de reformar não deve ser confundida com revolução, é uma reforma que obedece a uma necessidade eminente, real e necessária. É uma reforma que procura de maneira cautelosa, gradativa e prudente, reparar o “velho edifício”, e não o implodir pelo ímpeto da utopia. O agente prudente sabe que governar é dar continuidade, recebemos uma habitação das gerações anteriores, nos cabe fruir dessa herança temporária até termos de transmitir às próximas gerações e deixar uma construção habitável e não um amontoado de destroços e ruínas sob uma bandeira vermelha.

Vídeo:

https://bit.ly/3ueo1Hb

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