Assistente Social Raquel Sliachticas: coordenadora do Acolhimento Social | Foto: Nara Coelho/fatos do Iguaçu

Por Nara Coelho

O Serviço de Acolhimento Social trabalha com crianças e adolescentes, que por determinação da justiça tiveram que ser afastadas de suas famílias por um período temporário ou à espera de adoção. Essas crianças enquanto estão no Serviço de Acolhimento permanecem na Casa Lar.

A CASA LAR

Segundo a Assistente Social, Raquel Sliachticas, que está coordenando o Serviço acerca de um mês, hoje no acolhimento estão sete crianças entre três a dezesseis anos, explicou que as crianças são cuidadas por seis acolhedoras que fazem plantão de 24 horas em duplas. Essas crianças são acompanhadas por um psicólogo, que é o coordenador e mais alguns técnicos, como a assistente social.

DESÂNIMO E TRISTEZA

 Raquel assumiu a coordenação do acolhimento social no dia 8 de janeiro e sentiu nas crianças um desânimo e uma tristeza muito grande. “Quando iniciei o trabalho e fui identificando quais seriam as necessidades deles, e fui vendo e ouvindo das crianças que elas estavam tristes, angustiadas, oprimidas e que pensavam em forma de fugir, eles só queriam dormir o dia todo. Assim comecei em pensar em atividades que pudessem reverter ou amenizar esse quadro”.

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Ela decidiu programar atividades de lazer, esporte e cultural, e acabou por montar uma programação intensa para o mês de janeiro que aconteceram em Pinhão, Curitiba, Tibagi, Guarapuava e Prudentópolis. “Montei o cronograma, apresentei ao prefeito e ele autorizou. Noventa por cento das atividades que realizamos foi sem custos, pois no Paraná a maioria dos arques turísticos não se paga a entrada, a parte da alimentação nós tínhamos como a condução, então o que faltava era uma atitude pró ativa em levá-los”.

A ida para Curitiba foi marcante para as crianças. “Lá visitamos dois parques, fomos á Opera de Arame, ao cinema, foi o passeio que gerou mais custos, mas a prefeitura custeou, foi bom ver como as crianças se sentiam bem podendo escolher o que queriam comer, como se admiravam diante de tudo”, contou Raquel e acrescentou, “A escada rolante foi uma atração a mais para elas. Como o sinal de trânsito foi uma grande novidade para elas”.

No Parque das Araucárias, elas se encantaram com o museu, pois viram entre outras coisas as conchas do mar. “Foi muito bom vê-los brincando livres no parque, colocando os pés nas águas da cachoeira, a alegria estava nos olhos deles”.  

BENEFICIOS

Os passeios produziram mudanças. “As crianças passaram a obedecer muito mais, a vivenciar o respeito ao outro, passaram a conversar baixo, a expressarem suas opiniões, a alegria e o entusiasmo tomou conta deles, o desânimo e angustia sumiram”, declarou a assistente social.

FAMÍLIA ACOLHEDORA

Mesmo com todas essas atividades do mês de janeiro, o que seria bom para as crianças é que elas estivessem vivendo em um ambiente familiar, por isso, desde 2018 a secretaria de Assistência Social está implantando o Programa Família Acolhedora, que são famílias que se predispõem a ficar com essas crianças e adolescentes até que a justiça resolva o seu destino. “A ideia é que as crianças não precisem mais ir para a Casa Lar, pois, com certeza, o melhor ambiente para elas é de uma família, mesmo que não seja a delas mesmo”, reforçou Raquel.

QUEM PODE SE CADASTRAR

As pessoas que desejarem participar do programa e acolher uma criança ou adolescente devem ir à secretaria de Assistência Social e fazer um cadastro.

Para o programa, o conceito de famílias é amplo, pode ser inclusive uma pessoa solteira ou duas irmãs, casais, o importante é que demonstrem que têm condições de cuidar e orientar a crianças enquanto ela estiver sob a guarda dessas famílias.

AJUDA AS FAMÍLIAS

A família acolhedora não fica sozinha. “Além das famílias receberem setenta e cinco por cento do salário mínimo, há toda uma rede de atendimento à criança e à família, nós, técnicos, acompanhamos ajudando a superar as dificuldades seja de ordem da saúde ou educação, por exemplo”, explicou Raquel.  


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