Temos feito muitas reflexões sobre o tema acima, inclusive já uma crônica de 1º/08/2022, e o divisionismo que está se agravando no País, nessas questões dos embates, esquerda x direita, Lulistas e Bolsonaristas, do pobres e mais abastados, de inconvenientes estímulos a luta de classes, comunismo, patrimonialismo, parasitismo, assistencialismo e males do gênero.
E sem entrar nessa peleia Nacional, e como um simples cidadão municipalista, não é à-toa que temos na sala de espera do nosso escritório um quadro com o Decálogo do estadista Abraham Lincoln (1809-1865), e entre as 10 mensagens, destacamos aqui duas: “Não fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes”; “Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.”
Sobre vida de pobre, apesar de ter origem e fazer parte da chamada classe média baixa de classificações que fazem, temos razoável conhecimento sobre o assunto, pois, somos do tempo de crianças descalças, de vestuários passarem de um irmão ao outro, de economias em tudo, de pernoites em pelegos e cobertores pula cercas, de caronas, carroças, cavalgadas, muitas privações na adolescência e juventude, habitações simples, e em mais de 44 anos de advocacia em Pinhão, atuamos em centenas de causas de pobres, não só com pensões alimentícias mas mesmo defesas criminais inclusive em Júris, como advogado dativo e antes e na prática sem receber honorários dos defendidos e do Poder Público.
Nossas primeiras preocupações SOCIAIS, com desigualdades, pobreza, são do tempo de estudos na disciplina de Organização Social e Política Brasileira-OSPB, em 1969; depois de Educação Moral e Cívica-EMC em 1971, e assim ideias, preocupações foram criando corpo, princípios, valores.
Assim conhecendo um pouquinho esse contexto, há décadas nos preocupamos com essas questões, daí, cada vez mais o nosso encanto e meio que paixão, por alguns temas, entre outros: educação, simplicidade, habitação digna, regularizações documentais de terras e outras, planejamento familiar, melhor aproveitamento e partilha das coisas, menor produção de lixo e correta destinação de resíduos, combate a: corrupção, desperdícios, improbidades, injustiças, pobreza, misérias e males do gênero.
Desse contexto, adveio um foco especial a natalidade, planejamento familiar, que inclusive nos levou em 1998 a ser o mentor do Programa “FILHO DESEJADO”, instituído pela Lei Municipal nº. 920/98 de 22/04/1998.
Disso tudo e este escriba se tornou adepto de planejamento familiar na linha do chamado neo-malthusianismo, que busca ajustar o número de filhos às possibilidadades econômicas, de saúde e de idade dos pais segundo consta na obra Medicina Legal, do Prof. Hélio Gomes, 17ª. ed. Livraria Freitas Bastos S.A-SP, 1976, pág. 405. E tudo de forma LIVRE, ou seja, sem o chamado Controle de Natalidade de forma obrigatória, com limitações do número de filhos por imposição do Governo.
Assim ser pobre não é feio, mas vida de pobre é muito sofrida e mais em épocas de frio (inverno) e chuvas, e quem está nessa situação, não pode esquecer de quão difícil e oneroso é você propiciar vida digna a filhos, ter trabalho, renda e manter moradia e família ainda que de forma simples; saber se utilizar de programas sociais para conviver o mais LIVRE possível.
Por fim, cabeça não é só para segurar cabelo, por boné, chapéu, mas para pensar, estudar e tomar melhores decisões em todos os atos de sua vida, e ser pobre não é feio nem defeito, mas tem que se ter ao menos um pouco de consciência e responsabilidade diante dessa situação e nisso educação séria e para a vida como um todo é fundamental.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).








