Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade

Três casos de estelionato são registrados no mesmo dia em Prudentópolis

Golpistas se passaram por advogado, juiz, fornecedor de bebidas e funcionário de banco; vítimas tiveram prejuízos por Pix, empréstimo e compras em cartão

Pessoa segura um celular com símbolos vermelhos de alerta durante uma chamada suspeita; ao lado, aparecem um cartão bancário e elementos relacionados a transferências digitais.

Alerta de golpe: criminosos utilizam falsas mensagens, ligações e pedidos de transferências para obter dinheiro e dados bancários das vítimas. Imagem Meramente  ilustrativa. Criada por IA

Três ocorrências de estelionato foram registradas pela Polícia Militar na sexta-feira (7), em Prudentópolis. Os casos ocorreram na região central do município e envolveram diferentes estratégias utilizadas pelos criminosos para conquistar a confiança das vítimas e obter dinheiro ou acesso a informações bancárias.

Os golpistas se apresentaram como advogado, juiz, fornecedor de bebidas e representante de uma instituição financeira. Em duas situações, as vítimas foram convencidas a compartilhar a tela do celular, permitindo que os criminosos acompanhassem as operações realizadas nos aplicativos.

Falso advogado e falso juiz causam prejuízo superior a R$ 4,5 mil

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 15h03. Uma mulher procurou a sede da 4ª Companhia da Polícia Militar e relatou ter recebido uma mensagem de WhatsApp enviada por uma pessoa que se passou por seu advogado.

Publicidade

A vítima possui ações trabalhistas contra o Estado e é representada por um escritório de advocacia localizado em Irati. Aproveitando-se dessa informação, o criminoso afirmou que os valores do processo estavam prestes a ser liberados, mas que seria necessário pagar antecipadamente algumas custas processuais.

Induzida ao erro, a mulher compartilhou a tela do celular e realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 3.499,99. Na sequência, o golpista alegou que ainda existiam taxas pendentes e pediu o contato de outro familiar.

A vítima forneceu o número da filha, que recebeu uma ligação pelo WhatsApp. Durante a conversa, outro criminoso apresentou-se como juiz e também solicitou que a tela do aparelho fosse compartilhada.

Seguindo as orientações, a filha acessou sua conta no Mercado Pago, contratou um empréstimo de R$ 1.066 — correspondente ao limite disponível — e transferiu o dinheiro para uma chave Pix aleatória.

Publicidade

Os criminosos ainda tentaram obter contatos de outros familiares. A insistência levantou suspeitas, e as vítimas procuraram diretamente o escritório de advocacia, que negou ter solicitado qualquer pagamento e confirmou que se tratava de um golpe.

Mãe e filha procuraram as instituições financeiras e solicitaram o bloqueio das contas envolvidas. Comprovantes das transações e capturas de tela das conversas foram entregues à polícia para auxiliar na investigação. O prejuízo informado chegou a R$ 4.565,99.

Golpista se passa por fornecedor e engana pizzaria

Outra ocorrência foi atendida por volta das 19h30, em uma pizzaria localizada no Centro de Prudentópolis.

Segundo o responsável pelo estabelecimento, uma pessoa que se identificou como “Allan” entrou em contato por telefone, apresentou-se como fornecedor e ofereceu bebidas para venda. Acreditando que a negociação era legítima, o comerciante realizou um pagamento de R$ 1.480 por Pix.

Publicidade

Posteriormente, o verdadeiro proprietário das bebidas chegou à pizzaria para realizar a entrega, mas informou que somente descarregaria os produtos depois da confirmação do pagamento.

Nesse momento, o comerciante percebeu que o homem que havia conduzido a negociação não era o proprietário das mercadorias. A suspeita é de que o golpista tenha se passado por fornecedor para intermediar fraudulentamente a venda e receber o pagamento.

A Polícia Militar registrou o boletim e orientou os envolvidos sobre as providências cabíveis.

Falso funcionário de banco consegue dados do cartão

O terceiro caso foi comunicado à PM por um homem de 52 anos. Ele relatou que, por volta das 10h30, recebeu uma mensagem aparentemente enviada pelo aplicativo de sua instituição financeira, informando uma suposta tentativa de invasão e o bloqueio da conta.

Publicidade

Logo depois, uma pessoa entrou em contato por ligação e por mensagens no WhatsApp, identificando-se como representante do banco. O suposto funcionário orientou a vítima a instalar no celular um programa que, segundo ele, protegeria a conta.

Durante o contato, o homem foi induzido a compartilhar a tela do aparelho e informar o código de verificação do cartão. A instalação do programa não foi concluída e a vítima, desconfiada, interrompeu a conversa.

Ao consultar o aplicativo bancário, o homem descobriu duas compras realizadas sem sua autorização. Uma delas foi parcelada em duas vezes, no valor informado de R$ 2.549,88, e a outra foi de R$ 49,88. A conta e o cartão foram bloqueados para impedir novas movimentações.

O boletim foi confeccionado para encaminhamento à Polícia Civil e para auxiliar nas providências junto às instituições financeiras.

Publicidade

Casos são recorrentes no município

A Redação do Portal Fatos do Iguaçu tem observado uma presença recorrente de denúncias de estelionato nos boletins policiais de Prudentópolis, com registros desse tipo aparecendo em diversos dias.

A orientação é desconfiar de pedidos de pagamento enviados por WhatsApp, principalmente quando acompanhados de promessas de liberação de valores, ameaças de bloqueio bancário ou alegações de urgência.

Também não se deve compartilhar a tela do celular, códigos de verificação, senhas ou dados do cartão. Antes de transferir qualquer quantia, é fundamental confirmar a solicitação diretamente com o advogado, fornecedor ou banco, utilizando números e canais oficiais — e não os contatos fornecidos durante a conversa suspeita.

Da Redação – Portal Fatos do Iguaçu

Com informações da 4ª Companhia da Polícia Militar de Prudentópolis

Editoria Segurança
Publicidade
Compartilhar

Leia também