Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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SEM COSTEIO

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SEM COSTEIO

Por Marcos Serpa

Meu verso é um potro xucro

Desconhecedor de mangueira,

No rincão da pedreira,

Vive livre e mal costeado,

Andejo ressabiado

Que dispara relinchando,

Quando estranho vem cruzando

A fronteira do meu chão sagrado.

Manoteando e escarvando

Orelha tesa e venta aberta,

Num trotezito de alerta,

No seu livre pastoreio,

Não aceita galanteio

Nem tampouco pataquada,

Quando algum venta rasgada,

“Tira farinha” em seu rodeio.

Meu verso e sem fronteira

E de longe se anuncia,

Que a tal de tirania

É um caminho muito estreito,

Traz em seu bojo o conceito

Que poucos conseguem ter,

O falar pouco e muito fazer

O depois de dito, tá feito.

Às vezes algum desavisado

Junto à quina do rodeio,

Tentou botar freio

No meu verso de refregas

Que de vereda se nega,

E essas ideias atrasadas

Meu verso da uma refugada,

E sai dobrando macegas.

Editoria Artigos
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