Aliança indicada nas atas reúne PDT, PT, PCdoB, PV e Federação PSOL-Rede; candidato a vice-governador continua indefinido
Redaçao Portal Fatos do Iguaçu
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) homologou Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, como candidato ao Governo do Paraná nas eleições de 2026. Ele concorrerá com o número 12.
Horas depois da convenção pedetista, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aprovou por unanimidade o apoio à candidatura de Requião Filho. A ata da federação registra ainda a participação da Federação PSOL-Rede na composição majoritária.
As decisões constam em duas atas partidárias analisadas pelo Portal Fatos do Iguaçu. Os documentos mostram como as deliberações do PDT e da Federação Brasil da Esperança se complementam na construção da chapa estadual.
A candidatura a vice-governador permanece em aberto. As direções partidárias receberam poderes para concluir a indicação, incluir outras legendas e realizar ajustes antes do pedido de registro na Justiça Eleitoral.
PDT homologa Requião Filho por unanimidade
A convenção estadual do PDT foi realizada no sábado, 25 de julho, das 9h às 12h, na sede do partido, em Curitiba, com participação presencial e virtual.
Presidente da Comissão Provisória Estadual do PDT, Requião Filho conduziu a reunião e teve sua candidatura aprovada por unanimidade, sem impugnações.
A convenção delegou ao presidente estadual poderes para:
- indicar e homologar o candidato a vice-governador;
- definir a composição e o nome da coligação;
- aprovar o ingresso ou a retirada de partidos;
- nomear representantes e delegados;
- promover ajustes necessários ao registro da chapa.
A ata ressalta que essas atribuições não permitem alterar a escolha de Requião Filho como candidato ao Governo do Estado.
PT, PCdoB e PV aprovam apoio
A convenção da Federação Brasil da Esperança ocorreu virtualmente no mesmo sábado, das 16h às 16h30, sob a presidência de Arilson Chiorato.
Antes da reunião conjunta, cada partido integrante realizou sua própria convenção: o PV em 20 de julho; PCdoB e PT no dia 25.
Como a federação não apresentou candidatura própria ao Governo do Paraná, os convencionais aprovaram o apoio a Requião Filho. O documento identifica a composição majoritária com o PDT e a Federação PSOL-Rede.
A Comissão Executiva da federação também recebeu autorização para negociar a entrada de outros partidos e participar da escolha do candidato a vice.
Dessa forma, as atas desenham uma aliança envolvendo:
- PDT;
- Partido dos Trabalhadores;
- Partido Comunista do Brasil;
- Partido Verde;
- PSOL;
- Rede Sustentabilidade.
A formalização definitiva, a denominação da coligação e a composição completa ainda poderão ser ajustadas pelas direções.
Gleisi e Dr. Rosinha são lançados ao Senado
A Federação Brasil da Esperança aprovou duas candidaturas ao Senado, já que o Paraná elegerá dois senadores em 2026.
A primeira chapa será liderada por Gleisi Hoffmann, do PT, com o número 131. Assis Gurgacz Neto, indicado pelo PDT, ocupará a primeira suplência. A segunda suplência permanece em aberto.
A outra candidatura será de Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, também do PT, com o número 132. A chapa terá Cristiane Aparecida Wainer, a Cris Wainer, como primeira suplente, e Celina do Carmo da Silva Wotcoski, a Tia Celina, como segunda suplente.
A decisão da federação confirma a deliberação anterior do PDT. Na convenção pedetista, o partido decidiu não lançar candidato próprio ao Senado, mas aprovou a indicação de Assis Neto para uma suplência.
A composição ficou assim:
- Gleisi Hoffmann – 131
- 1º suplente: Assis Neto;
- 2º suplente: ainda não definido.
- Dr. Rosinha – 132
- 1ª suplente: Cris Wainer;
- 2ª suplente: Tia Celina.
As direções receberam poderes para preencher a vaga restante e realizar substituições dentro dos prazos eleitorais.
Partidos terão chapas separadas nas eleições proporcionais
Embora estejam construindo uma aliança para Governo e Senado, PDT e Federação Brasil da Esperança concorrerão separadamente às vagas de deputado federal e estadual.
Isso ocorre porque as coligações partidárias são permitidas nas eleições majoritárias, mas não nas proporcionais. Assim, cada partido ou federação apresenta sua própria lista.
A Federação Brasil da Esperança aprovou:
- 26 nomes para deputado federal;
- 50 nomes para deputado estadual.
O PDT aprovou:
- 31 nomes para deputado federal;
- 52 nomes para deputado estadual.
Somadas, as duas atas apresentam 57 nomes para a Câmara dos Deputados e 102 para a Assembleia Legislativa. Essa soma, entretanto, não representa uma chapa única: os grupos disputarão separadamente nas eleições proporcionais.
Principais nomes da Federação Brasil da Esperança
Na disputa para deputado federal, a federação aprovou nomes como:
- Aliel Machado – 4343;
- Carol Dartora – 1363;
- Tadeu Veneri – 1331;
- Arilson Chiorato – 1300;
- André Vargas – 1345;
- Elton Welter – 1312;
- Luciana Rafagnin – 1323;
- Marcio Kieller – 1340;
- Renato Freitas Júnior – 1333;
- Adriana Araujo – 1399;
- Professora Amábile – 6565;
- Terezinha Daiprai – 1303.
Entre os nomes aprovados para deputado estadual estão:
- Angelo Vanhoni – 13222;
- Mario Verri – 13300;
- Professor Lemos – 13013;
- Pedro Ivo – 13567;
- Anderson Ferreira – 13033;
- Beatriz de Alcantara – 13000;
- Magali Genero – 65000;
- Giorgia Prates – 13130;
- Paula Vicente – 13333;
- Valentina Rocha – 13133.
A lista para deputado federal possui, conforme os campos estruturados do documento, 18 homens e oito mulheres. Para deputado estadual são 26 homens e 24 mulheres.
Roberto Requião disputará vaga de deputado federal
Entre os nomes homologados pelo PDT para a Câmara dos Deputados está o ex-governador Roberto Requião de Mello e Silva, que utilizará o nome de urna Roberto Requião e o número 1212.
Também integram a chapa federal nomes como:
- André Salliba – 1241;
- Professora Ana Lúcia – 1230;
- Flávia Prazeres – 1236;
- Fábio Gaspar da Saúde – 1220;
- Professora Janete – 1269;
- Dr. Julio – 1299;
- Laís Leão – 1234;
- Cristina Balestra – 1231;
- Paulinho do Asfalto – 1244;
- Sérgio Gallina – 1210;
- Stallone Ribeiro – 1288.
Na disputa estadual aparecem, entre outros:
- Goura – 12108;
- Thadeu Requião – 12121;
- Bituruna Marcos Bertoletti – 12045;
- Dra. Dayane Cordeiro – 12220;
- Professora Grasy Takano – 12010;
- Juliana Ramos – 12456;
- Professor Josmar – 12007;
- Rodrigo Cruz Requião – 12222;
- Professora Sandra Miranda – 12777;
- Victoria Gallo – 12123.
A relação federal do PDT possui 16 homens e 15 mulheres. A estadual tem 35 homens e 17 mulheres.
Documentos apresentam divergências cadastrais
A análise identificou algumas diferenças internas de grafia e classificação que poderão precisar de correção antes dos pedidos definitivos de registro.
Na ata do PDT, uma candidata aparece inicialmente como Priscila Fagundes, mas na relação de números e na listagem estruturada consta como Priscila Fernandes, número 12802.
O nome de outro candidato federal aparece como Ivan Machado Fagundes na nominata inicial e como Ivan Fagundes Machado na relação posterior.
A ata também relaciona Reginaldo Luiz Passos dos Santos com o nome de urna Marcia Santos, número 12111, sem apresentar explicação para a diferença.
Na documentação da Federação Brasil da Esperança, Amábile Leite Marchi, nome de urna Professora Amábile, aparece classificada no gênero masculino no campo estruturado. A ata não esclarece se a informação corresponde ao cadastro eleitoral ou se representa erro de preenchimento.
Essas ocorrências não significam, por si só, impedimento às candidaturas. As direções receberam poderes para corrigir grafias, classificações, vagas e outras inconsistências antes da análise da Justiça Eleitoral.
Próximas etapas
Francisco Carlos Moreno foi escolhido para representar a Federação Brasil da Esperança. André Roberto Menegotto exercerá a função pelo PDT.
As convenções formalizam as escolhas internas, mas os nomes ainda precisam ser apresentados à Justiça Eleitoral. Os registros serão analisados quanto à documentação, condições de elegibilidade e cumprimento das regras eleitorais.
Até a apresentação definitiva da chapa, ainda poderão ocorrer mudanças na candidatura a vice-governador, na segunda suplência de Gleisi Hoffmann e na composição da coligação majoritária.









