Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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QUE MAL FIZEM OS PROFESSORES?

Por Humberto Pinho da Silva        Tenho um amigo, que sofreu atrozmente na escola, tal qual como Santo Agostinho.

QUE MAL FIZEM OS PROFESSORES?

Por Humberto Pinho da Silva

       Tenho um amigo, que sofreu atrozmente na escola, tal qual como Santo Agostinho.

Indignado, refere-se amiudadamente à sua professora, que praticava castigos horripilantes – batia desalmadamente, por tudo e por nada. A cana nodosa, silvava pelas cabeças, até pelas orelhas, sem dó nem piedade.

Pelo mais leve erro, fervia a bolaria da palmatória, deixando as mãos como cepos e adormecidas de dor. Enfim, era sádica.

Dai o ódio ao professorado. Por mais que assevere que tudo esqueceu e perdoou, a cada passo, incompreensivelmente, a ira transborda enfurecida contra docentes, incluindo os do secundário.

Calmamente tento esclarecer que os mestres, agora, não usam esse método selvagem, nem são responsáveis pelo que se passou outrora; pelo contrário, são, até, muitas vezes, desfeiteados pelos alunos.

Mas, o ressentimento está tão entranhado, que nada valem os argumentos.

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Bem lhe digo: que além das aulas, ainda executam serviços burocráticos, que lhes absorve tempo precioso; e não gozam, como pensa, as mesmas férias dos alunos.

Digo-lhe, igualmente, que os do Primeiro Ciclo, aturam, muitas vezes com paciência franciscana, incompreensões de pais e também da população, mal esclarecida.

Dar aulas, não é vomitar o compêndio. É preciso preparar a lição, pesquisar, para se estar seguro da matéria que se ensina.

Mas meu amigo Joaquim insiste, e ainda acrescenta – raiva, maldade ou ignorância? :  Que os professores ganham demais, para o que fazem, todavia aceita de bom grado, que os futebolistas recebam milhões, porque, segundo ele, são ” embaixadores” dos países.

Admiro-me, que como o Joaquim, o vulgo “regateie” honorários de: cientistas, profissionais de saúde, docentes, e políticos, e concorde com os ordenados chorudos dos jogadores da bola.

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No início do século, li desabafo de leitora no “Estadão” (Estado de São Paulo), lamentando, que os jovens passem a adolescência a queimar as pestanas, e acabem como balconistas ou caixa de supermercados, sendo licenciados; e desportistas (alguns mal sabem escrever,) usufruem milhões, e sejam deificados pela mass-media e condecorados!…

É a sociedade que temos. Conhece e admira os futebolistas mais bem pagos, mas ignora o nome dos cientistas que descobriram o tratamento da SIDA, e a vacina da Covid-19.

Sociedade sem Deus, sem Moral, completamente desvairada.

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Editoria Humberto Pinho da Silva
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