Convenção definiu Alexandre Curi para o Senado e Nelson Padovani para a segunda suplência; vice-governador e outras posições da chapa permanecem em negociação
Redação Portal Fatos do Iguaçu
O Partido Social Democrático (PSD) confirmou Sandro Alex como candidato ao Governo do Paraná nas eleições de 2026 e aprovou a formação de uma coligação com o Republicanos e a Federação União Progressista, integrada por União Brasil e Progressistas (PP).
As decisões foram tomadas por unanimidade durante a convenção estadual realizada no sábado, 25 de julho, no Espaço Torres, do Paraná Clube, em Curitiba.
A ata, analisada pelo Portal Fatos do Iguaçu, também registra a aprovação de listas para deputado federal e estadual. Algumas posições da chapa majoritária, porém, continuam em aberto e serão definidas posteriormente.
Sandro Alex concorrerá ao Governo
A candidatura de Sandro Alex Cruz de Oliveira ao Governo do Paraná foi aprovada por aclamação. Ele utilizará o nome de urna Sandro Alex e o número 55.
A convenção foi presidida por João Carlos Ortega, secretário-geral do PSD paranaense, por delegação de Sandro Alex. Norberto Anacleto Ortigara secretariou os trabalhos.
Segundo a ata, apenas uma chapa foi inscrita dentro do prazo partidário. Como não houve concorrência ou impugnação, as decisões foram tomadas por aclamação, sem votação secreta.
Alexandre Curi é indicado ao Senado
O PSD aprovou a coligação com o Republicanos, partido responsável por indicar Alexandre Maranhão Khury, o Alexandre Curi, para concorrer ao Senado.
A candidatura ainda deverá ser formalizada na convenção do Republicanos.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, indicará Nelson Padovani para a posição de segundo suplente de senador.
A ata não apresenta a denominação da coligação. O nome será escolhido posteriormente pela Executiva do PSD em conjunto com os demais partidos aliados.
Vice-governador ainda não foi escolhido
A convenção não definiu o candidato a vice-governador. Também ficaram pendentes a primeira suplência ao Senado e uma eventual candidatura para a segunda vaga de senador.
Essas posições poderão ser ocupadas por representantes de outros partidos ou federações que venham a integrar a coligação.
Os delegados receberam poderes para incluir ou retirar partidos, substituir candidatos, alterar a composição da chapa e concluir as negociações até os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.
PSD aprova 31 nomes para deputado federal
A chapa para a Câmara dos Deputados possui 31 integrantes, sendo 21 homens e dez mulheres:
- Beto Preto – 5501;
- Leonaldo Paranhos – 5520;
- Luizão Goulart – 5580;
- Leandre Dal Ponte – 5500;
- Luiz Nishimori – 5522;
- Marcelo Rangel – 5555;
- Marco Brasil – 5511;
- Darlan Scalco – 5533;
- Cloara Pinheiro – 5550;
- Lucas Barone – 5544;
- Heraldo Trento – 5563;
- Walter Volpato – 5521;
- Serginho do Posto – 5567;
- Leonardo Molina – 5510;
- Brayan Roque – 5515;
- Junior Polaco Preto – 5516;
- Adão Pereira – 5508;
- Fialho Influencer – 5505;
- Gil dos Anjos – 5530;
- Elcio Jaime – 5507;
- Ratinho de Colombo – 5512;
- Diego Rodrigues – 5588;
- Cabo Nilson Ferreira – 5506;
- Dra. Rosângela – 5525;
- Pastora Gloria Arcanjo – 5577;
- Pastora Lislaine – 5503;
- Cabo Lins – 5590;
- Fabiana Vieira – 5575;
- Kamila Brites – 5514;
- Elaine Faria – 5509;
- Rose Protetora dos Animais – 5599.
Relação para deputado estadual tem divergência interna
Na parte deliberativa da ata, o PSD registra a aprovação de 55 nomes para deputado estadual, sendo 36 homens e 19 mulheres.
A relação apresenta os seguintes nomes de urna e números:
- Marcio Nunes – 55123;
- Traiano – 55789;
- Hussein Bakri – 55888;
- Romanelli – 55678;
- Cobra Repórter – 55055;
- Gugu Bueno – 55022;
- Artagão Júnior – 55015;
- Secretária Márcia – 55555;
- Thiago Buhrer – 55777;
- Moacyr Fadel – 55455;
- Adão Litro – 55125;
- Batatinha – 55000;
- Lucio Tasso – 55222;
- Soldado Adriano – 55900;
- Ulisses Maia – 55565;
- Helio Wirbiski – 55023;
- Roberto Justus – 55111;
- Sergio Onofre – 55633;
- Marli Paulino – 55800;
- Evandro Araujo – 55120;
- Luis Corti – 55128;
- Pedro Paulo Bazana – 55600;
- Bihl Zanetti – 55810;
- Flavio Mantovani – 55001;
- Ricardinho – 55500;
- Marcelo Roque – 55456;
- Antonio Amaral – 55155;
- Maria Clara – 55100;
- Lucas Leugi – 55011;
- Alfredo Lima – 55345;
- Sosso – 55018;
- Jaciara Mello – 55002;
- Ines Weizemann – 55321;
- Nilson Guimarães – 55669;
- Leandro Cazaroto – 55188;
- Mauricio Silva – 55126;
- Soberano – 55525;
- Wilson Savio – 55129;
- Dra. Roselia Furman – 55121;
- Luzia Prado – 55588;
- Patricia Adatur – 55355;
- Dra. Marcia Pereira – 55701;
- Jessica da Educação – 55700;
- Cabo Tatiane – 55112;
- Leila Amadei – 55114;
- Marilda Garcia – 55115;
- Francisca Nakazono – 55332;
- Kakonore Dalprá – 55333;
- Izabel Moreira – 55704;
- Luana Chayenne – 55705;
- Antonio Osorio – 55706;
- Carlos Garcia – 55707;
- Michel Carvalho – 55708;
- Rosana Damazio – 55710;
- Sergio Pinheiro – 55709.
Documento apresenta inconsistências
A análise das 20 páginas identificou diferenças entre a tabela aprovada durante a convenção e a relação estruturada de candidatos inserida no final da ata.
A parte deliberativa contém 55 nomes para deputado estadual. Na relação posterior, porém, aparecem somente 54. Carlos Eduardo Garcia, nome de urna Carlos Garcia, número 55707, consta na tabela aprovada, mas não aparece na lista estruturada de candidatos.
Outra divergência envolve Maria Clara Gomes Ferreira Buarque. Na tabela deliberativa, ela está registrada no gênero feminino; na relação estruturada, aparece como gênero masculino.
Também há aparente erro no campo destinado ao nome de urna de Nilson Ferreira, candidato a deputado federal. Enquanto a tabela inicial registra “Cabo Nilson Ferreira”, a relação posterior apresenta um texto concatenado com o nome de outro candidato.
As divergências não permitem concluir, apenas com base nessa versão da ata, qual informação será considerada no pedido definitivo de registro. O próprio documento autoriza os delegados partidários a corrigir inconsistências, omissões e falhas antes da análise da Justiça Eleitoral.
Delegados recebem amplos poderes
João Carlos Ortega, Norberto Anacleto Ortigara e Sandra Mara Duda Cristo foram nomeados delegados do PSD. Eles poderão atuar em conjunto ou separadamente nas decisões urgentes.
Entre as atribuições estão:
- concluir a formação da coligação majoritária;
- definir o candidato a vice-governador;
- incluir ou retirar partidos da aliança;
- substituir, incluir ou excluir candidatos;
- preencher vagas remanescentes;
- corrigir falhas na documentação;
- apresentar os pedidos de registro;
- responder às diligências da Justiça Eleitoral.
Sandra Mara Duda Cristo também foi escolhida como representante da futura coligação majoritária perante a Justiça Eleitoral.
Limites de gastos
A ata registra os limites de despesas eleitorais indicados para cada cargo:
- Governador: R$ 11.562.724 no primeiro turno;
- eventual segundo turno: acréscimo de R$ 5.781.362;
- Senador: R$ 4.447.201,54;
- Deputado federal: R$ 3.176.572,53;
- Deputado estadual: R$ 1.270.629,01.
A convenção foi encerrada às 13h15. A ata foi enviada ao sistema da Justiça Eleitoral às 21h31 do mesmo dia.
As escolhas partidárias ainda dependem da apresentação dos pedidos e da análise dos registros pela Justiça Eleitoral.








