O valor da produção agrícola de Pinhão atingiu R$ 681,606 milhões em 2025, segundo a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro. A soja foi o principal produto do município, seguida pela batata-inglesa e pelo milho em grão.
Em comparação com 2024, quando o valor registrado foi de R$ 850,073 milhões, houve redução de R$ 168,467 milhões, equivalente a 19,82% em termos nominais, sem considerar a inflação. Os números foram consultados diretamente na base oficial do IBGE para Pinhão. Dados de 2025 e total de 2024.
A redução financeira não significa, necessariamente, uma queda na mesma proporção no volume colhido. O valor da produção depende tanto das quantidades produzidas quanto dos preços dos produtos. Os dados apresentados, isoladamente, não permitem atribuir a diferença a fatores como clima, produtividade ou desvalorização das culturas.
Soja responde por mais da metade do valor
A soja gerou R$ 349,573 milhões, correspondentes a 51,29% do valor da produção agrícola de Pinhão. Foram colhidas 176.463 toneladas em uma área de 41.220 hectares, com rendimento médio informado de 4.281 quilos por hectare.
A batata-inglesa ocupou a segunda posição em valor, com R$ 130,145 milhões, ou 19,09% do total municipal. A produção alcançou 82.663 toneladas em 2.100 hectares.
Já o milho em grão somou R$ 67,833 milhões, com 72.240 toneladas colhidas em 5.450 hectares. Sua participação no valor total foi de 9,95%.
Juntas, as três culturas responderam por 80,33% do valor da produção agrícola do município, conforme cálculo realizado a partir dos resultados do IBGE. Fonte: IBGE — PAM 2025.
Erva-mate, cevada e feijão também se destacam
A erva-mate cultivada aparece na quarta posição, com R$ 47,741 milhões e produção de 37.800 toneladas de folha verde. A área colhida foi de 1.498 hectares.
Na sequência estão a cevada, com R$ 22,590 milhões; o feijão, com R$ 21,022 milhões; e o trigo, com R$ 19,750 milhões.
Confira os dez produtos com maior valor de produção em Pinhão:
| Produto | Quantidade produzida | Valor da produção |
|---|---|---|
| Soja em grão | 176.463 toneladas | R$ 349,573 milhões |
| Batata-inglesa | 82.663 toneladas | R$ 130,145 milhões |
| Milho em grão | 72.240 toneladas | R$ 67,833 milhões |
| Erva-mate — folha verde | 37.800 toneladas | R$ 47,741 milhões |
| Cevada em grão | 16.761 toneladas | R$ 22,590 milhões |
| Feijão em grão | 7.770 toneladas | R$ 21,022 milhões |
| Trigo em grão | 16.215 toneladas | R$ 19,750 milhões |
| Cebola | 4.160 toneladas | R$ 4,713 milhões |
| Morango | 210 toneladas | R$ 4,326 milhões |
| Aveia em grão | 4.159 toneladas | R$ 4,040 milhões |
Fonte: IBGE — Produção Agrícola Municipal, tabela 5457, Pinhão (PR), 2025.
Levantamento registra diversidade de culturas
A consulta identificou 31 produtos com valor de produção positivo no município. Além das principais lavouras, aparecem mandioca, fumo, abóbora, uva, melancia, batata-doce, frutas e hortaliças.
A soma das áreas plantadas ou destinadas à colheita foi de 66.199 hectares, enquanto a área colhida totalizou 66.197 hectares. Esses números representam a soma das áreas informadas para as culturas e não devem ser interpretados como uma extensão territorial exclusiva, pois uma mesma área pode receber diferentes cultivos ao longo do ano. Fonte: IBGE — PAM 2025.
O valor da produção também não corresponde ao lucro dos agricultores, pois não desconta os custos da atividade, nem representa o PIB municipal. No caso da erva-mate, os números apresentados referem-se ao cultivo agrícola; a extração em vegetação nativa é investigada separadamente pela pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS).
Nota de transparência: Reportagem elaborada com dados consultados diretamente na API oficial do IBGE, na tabela 5457 da PAM, para Pinhão (PR), código municipal 4119301. Houve auxílio de inteligência artificial na extração, organização e cálculo das variações e participações. A comparação financeira entre 2024 e 2025 é nominal, sem ajuste pela inflação, e deve considerar a ampliação dos produtos investigados na edição de 2025.









