Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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NO LOCAL DE TRABALHO

Por Humberto Pinho da Silva Na empresa onde trabalhei quase quarenta anos, havia centenas de trabalhadores.

NO LOCAL DE TRABALHO

Por Humberto Pinho da Silva

Na empresa onde trabalhei quase quarenta anos, havia centenas de trabalhadores. Cada qual com sua função:

Uns, eram ateus; outros – em pequeno número: crentes; outros ainda: católicos de estatística.

Entre os crentes, havia um, que frequentara o seminário, mas foi constrangido a sair, porque sofria deficiência física: corcovava. Chamava-se Anselmo. Dirigente que tratava todos, com paciência e extrema bondade.

Nunca se envergonhou de se declarar cristão. Quem tivesse problemas de trabalho ou necessidade de apoio e conselho espiritual, dirigia-se a ele.

Era catequista, e todas as semanas deslocava-se à terra natal para cumprir a obrigação. Certa vez confessou-me: ” Se pudesse, e ainda me quisessem, gostava de ser padre”…

Outro, era evangelista ferrenho, e gostava de conversar comigo. Contou-me – certa ocasião teve forte vontade e dizer, perante enfermo grave: ” Em nome de Jesus, levanta-te!”.

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Nunca o fez, embora estivesse convicto que seria atendido, mas se tivesse enganado? Cairia no ridículo, e seria alcunhado de lunático ou coisa pior.

Ainda havia outro, que era católico praticante – não gosto do termo, porque quem não cumpre o que Jesus ensinou, não é cristão – o católico, cumpre ou tenta cumprir os Mandamentos.

Tinha aspeto provinciano, caipira. Nos intervalos das refeições, assistia à missa. Se não havia, rezava e orava no templo.

Agnósticos e ateus eram poucos, – Havia um que pretendia batizar o filho. Não que acreditasse; mas, a mulher queria.

Foi falar ao Padre Faria. Este perguntou-lhe?

– ” É casado na Igreja? Respondeu-lhe:

-” Não! Nem acredito. Minha mulher quer, porque diz que é bom…”

-” Então leve o menino para casa, quando tiver idade, traga-o para a catequese.”

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” Mas eu pago! Respondeu-lhe, irado. ”

***

Acabo de escutar, num canal de TV, interessante entrevista a figura pública, bastante conhecida.

Ao perguntar-lhe se concordava com o que o Papa dissera sobre determinado assunto, declarou:

– “Por ser católico não me impede de dizer: que discordo muitas vezes, quando Ele fala de temas profanos, sem se basear na Bíblia ou dogma da Igreja”. Para ser católico, basta cumprir o que Jesus ensinou; mas, infelizmente., nem sempre os crentes conhecem o Evangelho…

Em meados deste século, ouvi famoso ator declarar na televisão: “Globo”: – ” Tenho muita fé na Senhora Aparecida, mas para mim, a Santa Forte, é a Santa de Fátima!”…Como há tanta ignorância em matéria religiosa, mesmo em pessoas inteligentes e cultas!?… É inacreditável!…

Editoria Humberto Pinho da Silva
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