Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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MORTES MISTERIOSAS

Pior do que assassinatos impunes, são os que não são descobertos quem foram os autores ou mandantes.

MORTES MISTERIOSAS

Pior do que assassinatos impunes, são os que não são descobertos quem foram os autores ou mandantes.

Um dos casos emblemáticos e que se arrastou por décadas, é o do assassinato no dia 4/04/1984, do professor e vereador Mário Evaldo Mórski. Fomos uma das últimas pessoas que esteve conversando com o mesmo, mas ele não nos confidenciou nada, nem fez relato de ameaças ou de estar correndo risco de ser assassinado. E o foi, no nosso entendimento, por crime de natureza política, com origem em somatória de raivas e ressentimentos.

            Temos em Pinhão, ainda como um mistério, também o assassinato do jovem Max Souza, que deixou seus familiares abalados e inconformados até os dias de hoje.

            Também o duplo assassinato dos pinhãoenses Anderson Ferreira de Lima e Angelita Fatima Brolini Rech dos Santos, no dia 31/08/2015, em Ariquemis-RO.

            O assassinato em 10/12/2014 do médico veterinário, João Artêmio Beltrami, por algum tempo, foi um mistério, mas o caso acabou sendo desvendado, e autores punidos.

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            É horrível, e pior do que a própria impunidade, é não se saber a autoria de assassinatos, pois, fica no ar, nuvem negra, uma carga negativa e pesada que não fez bem, sufoca e causa angústias, a todos aqueles de maior sensibilidade, poder de indignação e sedentos de  justiça.

            Por esse apego e até receio de males sem descoberta ou falta comprovação de autorias geradoras de impunidades, é que sempre fomos prevenidos quando passamos por situações de ameaças e riscos de ser assassinado. E se não fosse termos agido dessa maneira teríamos sido assassinado  no final de agosto ou início de setembro de 1989. Ou seja, quando pressentimos a coisa feia, fizemos carta e toda uma documentação do que estávamos a enfrentar. Na nossa visão, já tivemos, e bem mais por ações políticas do que da advocacia, no mínimo 4 (quatro) momentos em que corremos muito risco de ser assassinado.  E o pior. Quando o risco não é só de uma fonte, o perigo aumenta, porque às vezes o inimigo em tese menor, se aproveita da ocasião, para cometer o mal, na expectativa de que as suspeitas vão recair sobre o suspeito mor, e aí a coisa se complica, e embola não só o meio de campo, como todo o campo.

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            Sobrevivemos, e agora em 2017 mais afastado da política e ações de cidadania, corremos menos risco de ser assassinado. E a graça de viver o resto de uma vida mais focado a família, netinha Pietra, atividades profissionais e  particulares; escrever e contar histórias, de centenas de peleias, e legado como este, de muitas reflexões.

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Francisco Carlos Caldas,   advogado,  e cidadão pinhãoense). E-mail “advogadofrancal@yahoo.com.br

Editoria Francisco Carlos Caldas
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