Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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MALUQUICE E/OU IDEALISMO EXACERBADO

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MALUQUICE E/OU IDEALISMO EXACERBADO

Nas eleições municipais de 2024, o MDB de Pinhão teve candidaturas à Vereança, num contexto bem atípico e que no fundo deve ter até levado alguns a pensarem que era loucura, burrice ou coisa do gênero.

Um candidato e uma candidata está última só por cumprimento de formalidade legal de  candidatura feminina de ao menos 30%, o que resultou na prática de 50% de cada gênero, tudo na linha do sacrifício, idealismo  até exacerbado, e desvinculada das eleições majoritárias (de Prefeito e Vice).

As chances de êxito eleitoral de candidaturas medebistas, era 0%, mas sendo assim há o contexto, de  por que essa empreitada, dispêndios, incômodos?

Quem tem noções básicas de ética, cidadania, idealismo, e conhece um pouco da história de Pinhão, principalmente de 1981 para cá, tranquilamente vai compreender o gesto, a atitude dos que fizeram esse enfrentamento cívico e democrático.

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Na realidade não é muito fácil de compreender esse tipo de peleia, caminhada, principalmente em se analisando uma trajetória, de quem já esteve Vereador por 3 mandatos, presidente da Câmara no biênio 1997-1998, quem já foi candidato à Prefeito só não eleito por pública e notória fraude no processo escrutinatório, vice-Prefeito nos anos de 2001-2004, mas para registro histórico e reflexões dos pinhãoenses não alienados, o informe categórico: a candidatura masculina  foi por idealismo exacerbado, de um pinhãoense, medebista  quase desde a fundação do Partido em 22 de março de 1966, ou seja desde os tempos de criança e filiado em 10/11/1981, e para quem entende partido político  não só como um instrumento de interesses, mas algo decorrente de afeição a pessoas, idealismo, anseios, fidelidade as causas bem comum, de civismo/patriotismo.

Além do que há todo um contexto histórico a preservar: o MDB de Pinhão foi registrado no TRE em 10/08/1968, daqui uns dias vai completar 57 anos de idade, e pela 3ª. vez ficou sem representatividade na Câmara,  mas não foi por omissão, covardia, fraqueza de todos. E dessa forma ainda fragilizada, foi propiciada essa possibilidade a mais de votar inclusive em trituto/homenagem a vultos históricos como entre outros (as): Naer Coelho 1º. candidato a Vereador pelo MDB em 1968, Amaury Mendes Silva, seu 1º. Presidente e Vereador de  1973-1977,  e outras militâncias de saudosas memórias:  Airton Ribas Caldas, Darci Brolini,  Áureo Ferreira Martins,  Antônio Lazzeris, Ciro Dellê, Hipólito Martins, Joel Neri Martins, Mário Evaldo Mórski, Zorardo de Deus Rocha, Maria de Lourdes  Tavares Toledo, Luci Terezinha Martins, Belém Aparecida Dellê Brolini, entre outras e outros.

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Os motivos  da caminhada, propostas e missão em 2024 foram e ficaram reproduzidos em síntese em mais de vinte vídeos  que hoje estão na “nuvem” – internet, e que constaram em mais de 3.500 propagandas  distribuídas em mãos mais em casas e estabelecimentos da cidade de Pinhão, já que não houve praticamente campanha no interior, e de rua.

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O maluco e/ou idealista da jornada, ao invés de vergonha, constrangimento, tristeza, desencanto ou algo do gênero da mencionada caminhada se sente  satisfeitíssimo de ter feito o citado enfrentamento, que nem foi sacrifício,  por ser sido algo necessário, de missão ética e de CIDADANIA que muito preza.

Além do que ficou disso tudo o legado inclusive histórico, da sensação de dever e missão cumprida, satisfeitíssimo com a tomada de decisão  que não tem nada de insanidade, caduquice e sim esplendor de maturidade psicológica, formacional, social, ética, política e  mais um ato comum de CIDADANIA, do encanto de SER LIVRE e que tem pelo regime democrático e HISTÓRIA.

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(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

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Editoria Francisco Carlos Caldas
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