Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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MACHADO DE ASSIS E A CAPITU

Nos meus tempos de 2º.

MACHADO  DE ASSIS E A CAPITU

Nos meus tempos de 2º. grau (colegial), e mais especificamente em 1972, na disciplina de português no Colégio Estadual Manoel Ribas, de Guarapuava, com uma professora Dirce, esposa de um Juiz Joerling Cordeiro Cleve, tínhamos que ler e fazer análise de um livro por bimestre. Essa atividade na época não era nada agradável, mas tínhamos que fazer. Este escriba e pensante, andou lendo  para o citado mister, os livros:  Romeu e Julieta de W. Shakespeare (1564-1616), Dom Casmurro do Machado de Assis (1839-1908), O Cortiço de Aloisio de Azevedo (1857-1913, a Moreninha de Manoel Joaquim de Macedo (1820-1882).

Nos encantamos pelo Livro Dom Casmurro e com a  Capitu. Um romance na linha dos tempos antigos, em que pegadas de mão, em cabelos envolviam muitos encantos e emoções.

E disso tudo, virei fã de Machado de Assis, que nasceu no Rio de Janeiro, viveu nos 1839-1908. Neto de escravos, filho de pintor de paredes e lavadeira. Epilético, gago e pobre. Lia jornal velho que achava no lixo. Aprendeu ler sozinho aos 13 anos. Estudou com um padeiro, francês em troca de ajudar  na entrega de pães. Aos 16 anos publicou primeiro poema. Aos 25 jornalista respeitado. Aos 42 anos lançou “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Autor de  Dom Casmurro.. Em 1897 fundou a ABL e foi seu primeiro presidente. Escreveu 600 crônicas,  200 contos, 10 peças de teatro, 9 romances. Tudo isso trabalhando como funcionário público do Ministério da Agricultura. Seu funeral em 1908, e foi o maior funeral até aquela época. Morreu de câncer na boca (língua), aos 69 anos.

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Na nossa caminhada escolar e formação dois professores foram impactantes em darmos valor para livros, fazer escritos (redação): o professor  de português e Padre Francisco Contini, quando em 1971 cursamos o 4º. no ginasial no excelente Colégio Santa Cruz, no prédio onde é hoje a sede da UNICENTRO; a professora Dirce Cleve acima mencionada.

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E além de Dom Casmurro e a Capitu, entre outros textos nos encantamos com o sonete “Círculo Vicioso”, um do estilo literário Realismo, “Um Par de Botas”, este último de  Histórias sem Data, de Obras Completas de Machado de Assis.

Quando fizemos o concurso da Câmara em 2006, pelo que me recordo caíram duas questões sobre a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, e numa espécie de ironia do destino, não sei como errei uma delas.

Quando em março de 2010, com a família ficamos alguns dias no Rio de Janeiro, andei olhando casarões e queria ver a casa e os locais onde Machado de Assis morou e caminhava. Que grande legado Machado de Assis deixou em minha vida. E nunca coisa o superamos. Ele escreveu 600 crônicas, e nós já estamos na 833, ainda que essas todas não valham 10 das feitas pelo grande Machadão, um dos maiores escritores do País. E até os dias de hoje procuro e não encontro a Capitu, com ou sem olhos de ressaca.

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(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

 

Editoria Francisco Carlos Caldas
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