Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Flores no caminho

E são tantas reclamações. Do povo, do governo, da seca, da chuva, da poeira, do calor, do frio. Tanto disse-me-disse que Fulano fez, Beltrano deixou de fazer.

Flores no caminho

E são tantas reclamações.

Do povo, do governo, da seca, da chuva, da poeira, do calor, do frio.

Tanto disse-me-disse que Fulano fez, Beltrano deixou de fazer.

Mas, hoje, no caminho, encontrei flores.

Orquídeas lindas plantadas em uma árvore frondosa.

Ali, no caminho para a padaria, perto da escola da quadra.

As pessoas indo e vindo e elas majestosas, destemidas.

Mas são tantos os problemas, tanta corrupção, poluição, chateação.

Tanta coisa que não presta.

Mas, nessa semana ainda, encontrei um moço plantando, regando, podando e cuidando das mudas das árvores em um canteiro do bairro.

Eu já falei duas outras vezes de homens que cuidam de mudas de árvores aqui no meu bairro. Eles estão bem aqui, são mais de dois e trabalham para deixar o lugar mais bonito.

Existem pessoas aqui e aí que respeitam filas, não sentam em lugar reservado para idoso, deficiente e não tentam dar um jeitinho.

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Mesmo que possa não parecer, existe gente que se lembra de todos os seus atos, assume suas responsabilidades e cumpre seus deveres.

Quando tiver vontade de se desesperar, respire fundo e lembre-se de que existe bem aí, na sua rua, gente que faz a diferença, planta flores por onde passa.

Então, só por isso e para isso, vale a pena continuar.

 Vivi Antunes é ajuntadora de letrinhas e assim o faz às segundas, quartas e sextas no www.viviantunes.com.br

Editoria Artigos
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