A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, confirmou Maurício Requião Filho, do PDT, como candidato ao Governo do Paraná e homologou Michele Caputo Neto, do Solidariedade, para vice-governador. A chapa disputará as Eleições de 2026 com o número 12.
A decisão consta em uma ata complementar da Executiva Estadual da FE Brasil, aprovada por unanimidade na noite de quarta-feira, 5 de agosto, em Curitiba.
O documento também completa as duas candidaturas ao Senado apoiadas pela federação. Gleisi Hoffmann concorrerá com Assis Neto e professor Aldair Rizzi como suplentes. Dr. Rosinha terá Cris Wainer e Tia Celina em sua chapa.
A nova deliberação amplia ainda a composição política liderada por Requião Filho. A aliança reúne PDT, Federação Brasil da Esperança, Federação PSOL/Rede e Federação PRD/Solidariedade — quatro organizações partidárias que, juntas, representam oito partidos.
Caputo ocupa vaga que permanecia aberta
A escolha de Michele Caputo Neto completa uma definição deixada em aberto na convenção da FE Brasil realizada em 25 de julho.
Naquela ocasião, a federação havia aprovado o apoio a Requião Filho, mas delegou à Executiva Estadual a decisão sobre o candidato a vice-governador, a ampliação da coligação e o preenchimento de vagas remanescentes.
A ata da convenção original previa uma composição formada inicialmente pelo PDT, pela FE Brasil e pela Federação PSOL/Rede.
A ata complementar incorpora a Federação PRD/Solidariedade e entrega ao Solidariedade a candidatura a vice, com Caputo. Assim, a composição da chapa ao governo ficou:
- Governador: Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, do PDT, número 12;
- Vice-governador: Michele Caputo Neto, o Caputo, do Solidariedade.
Requião Filho exerce mandato de deputado estadual e integra a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná como terceiro-secretário. Veja o perfil institucional do parlamentar.
Gleisi terá Assis Neto e Aldair Rizzi como suplentes
A Executiva também completou a chapa da deputada federal Gleisi Hoffmann ao Senado.
Gleisi concorrerá pelo PT com o número 131. O primeiro suplente será Assis Gurgacz Neto, do PDT, com o nome de urna Assis Neto. A segunda suplência ficará com Aldair Tarcísio Rizzi, da Rede, que utilizará o nome professor Aldair Rizzi.
A composição distribui as três posições entre partidos diferentes da aliança:
- Senadora: Gleisi Hoffmann, do PT;
- Primeiro suplente: Assis Neto, do PDT;
- Segundo suplente: professor Aldair Rizzi, da Rede.
A indicação de Rizzi resolve outra pendência da convenção de julho. O documento anterior já apresentava Gleisi e Assis Neto, mas deixava a segunda suplência sem candidato.
Gleisi é deputada federal pelo Paraná e exerce atualmente seu segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Confira o perfil da parlamentar.
Dr. Rosinha é o segundo candidato ao Senado
A ata complementar também reafirma a segunda candidatura da aliança ao Senado.
Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, concorrerá pelo PT com o número 132. Cristiane Aparecida Wainer, a Cris Wainer, será a primeira suplente. A segunda suplência continuará com Tia Celina, nome de urna de Celina do Carmo da Silva Wotcoski.
A chapa ficou definida da seguinte forma:
- Senador: Dr. Rosinha, do PT;
- Primeira suplente: Cris Wainer, do PT;
- Segunda suplente: Tia Celina, do PT.
Diferentemente da candidatura de Gleisi, que ainda possuía uma vaga aberta, a chapa de Dr. Rosinha já estava completa na convenção de julho. A Executiva optou por homologá-la novamente ao formalizar a composição definitiva da coligação.
Como o Paraná elegerá dois senadores em 2026, Gleisi e Dr. Rosinha disputarão simultaneamente as duas vagas disponíveis. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes.
Aliança reúne oito partidos
Embora o documento apresente quatro componentes no campo destinado à composição da coligação, três deles são federações partidárias. Consideradas as siglas individualmente, a aliança reúne:
- PDT;
- PT;
- PCdoB;
- PV;
- PSOL;
- Rede;
- PRD;
- Solidariedade.
O representante da coligação perante a Justiça Eleitoral será Francisco Carlos Moreno, que também secretariou a reunião da Executiva.
O nome oficial da coligação, entretanto, ainda não aparece preenchido no resumo produzido pelo sistema CANDEx. O espaço destinado a essa informação está em branco.
Na convenção de julho, o sistema apresentava provisoriamente a denominação “Coligação FE Brasil PT”. A ausência de um nome na ata complementar indica que a denominação definitiva ainda deverá ser informada ou uniformizada no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o DRAP.
Quadro do CANDEx omite parte das chapas
A análise do documento identificou uma divergência importante entre o texto deliberativo da ata e a relação automática de candidatos gerada pelo CANDEx.
Na parte narrativa, a Executiva homologa expressamente:
- Requião Filho e Caputo para governador e vice;
- Gleisi, Assis Neto e professor Aldair Rizzi para o Senado;
- Dr. Rosinha, Cris Wainer e Tia Celina para a segunda vaga ao Senado;
- Marcelly Leder para deputada estadual.
No quadro estruturado de candidatos, entretanto, aparecem somente Gleisi, Assis Neto, professor Aldair Rizzi e Marcelly Leder. Os nomes de Requião Filho, Caputo, Dr. Rosinha, Cris Wainer e Tia Celina não são repetidos nessa seção.
A ausência no resumo automático não significa, por si só, que essas candidaturas tenham sido retiradas. O texto principal da ata é explícito ao homologá-las, e parte dos nomes já constava na convenção anterior.
Uma interpretação possível é que o quadro estruturado da ata complementar tenha registrado apenas candidaturas novas ou dados alterados. Ainda assim, a diferença deverá ser compatibilizada nos documentos de registro encaminhados à Justiça Eleitoral, especialmente no DRAP e nos requerimentos individuais de candidatura.
Marcelly Leder entra na nominata estadual
A Executiva também aprovou a inclusão de Marcelly Maria Leder na chapa para deputada estadual.
Marcelly utilizará o nome de urna Marcelly Leder e o número 13813. No cadastro do CANDEx, ela aparece classificada como candidata do gênero feminino.
A convenção de julho havia homologado 50 candidaturas à Assembleia Legislativa, sendo 24 mulheres e 26 homens, conforme a classificação registrada pelo próprio sistema. Com a nova inclusão, e desde que nenhum outro nome seja retirado, a nominata passa a ter 51 integrantes: 25 mulheres e 26 homens.
A participação feminina corresponderia, nessa composição, a aproximadamente 49% da chapa, percentual superior ao mínimo legal de 30% de candidaturas de cada gênero.
A nominata estadual concorrerá pela Federação Brasil da Esperança. As coligações partidárias são permitidas nas eleições majoritárias, mas não na disputa proporcional para deputado federal ou estadual.
Reunião teve quatro participantes
A reunião da Executiva ocorreu entre 19h e 19h30 de quarta-feira, na Rua Comendador Araújo, número 338, em Curitiba. A ata foi transmitida pelo CANDEx às 18h02 de quinta-feira, 6 de agosto.
Participaram:
- Angelo Antonio Stroparo;
- Arilson Maroldi Chiorato;
- Francisco Carlos Moreno;
- Raphael Rolim de Moura.
Os trabalhos foram presididos por Arilson Chiorato, presidente da FE Brasil no Paraná, e secretariados por Francisco Carlos Moreno.
Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade. A Executiva agiu com base nos poderes que haviam sido delegados pela convenção de julho para decidir sobre alianças, inclusões, exclusões, substituições e preenchimento de vagas.
Candidaturas ainda serão examinadas
A homologação partidária não representa o deferimento definitivo de uma candidatura.
Partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral. Nesse processo, serão analisados documentos, filiação partidária, condições de elegibilidade, eventuais causas de inelegibilidade e o cumprimento das regras de formação das chapas.
A propaganda eleitoral geral, inclusive na internet, começa em 16 de agosto. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.
Até a formalização dos registros, o nome da coligação e as diferenças entre o texto da ata e o quadro do CANDEx ainda poderão ser corrigidos ou esclarecidos pelos representantes partidários.
Nota de transparência: Esta reportagem foi elaborada a partir da análise comparativa da ata complementar da Executiva Estadual da Federação Brasil da Esperança e da ata da convenção realizada em 25 de julho, além de consultas a fontes públicas e institucionais. Foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial para leitura, comparação e organização das informações. O conteúdo foi revisado pela redação do Portal Fatos do Iguaçu.








