Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Federação de PT, PCdoB e PV confirma Requião Filho e Caputo e fecha chapas ao Senado

Ata complementar amplia aliança para oito partidos, preenche vagas que estavam abertas e inclui Marcelly Leder na nominata estadual; quadro do CANDEx, porém, não reproduz todos os nomes homologados

Gleisi Hoffmann aparece diante de um fundo azul, usando camiseta branca e blazer escuro, com a palavra “Paranaense” escrita em destaque.

Gleisi Hoffmann foi confirmada como candidata ao Senado pelo PT, com Assis Neto e professor Aldair Rizzi como suplentes — Foto: Reprodução.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, confirmou Maurício Requião Filho, do PDT, como candidato ao Governo do Paraná e homologou Michele Caputo Neto, do Solidariedade, para vice-governador. A chapa disputará as Eleições de 2026 com o número 12.

A decisão consta em uma ata complementar da Executiva Estadual da FE Brasil, aprovada por unanimidade na noite de quarta-feira, 5 de agosto, em Curitiba.

O documento também completa as duas candidaturas ao Senado apoiadas pela federação. Gleisi Hoffmann concorrerá com Assis Neto e professor Aldair Rizzi como suplentes. Dr. Rosinha terá Cris Wainer e Tia Celina em sua chapa.

A nova deliberação amplia ainda a composição política liderada por Requião Filho. A aliança reúne PDT, Federação Brasil da Esperança, Federação PSOL/Rede e Federação PRD/Solidariedade — quatro organizações partidárias que, juntas, representam oito partidos.

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Caputo ocupa vaga que permanecia aberta

A escolha de Michele Caputo Neto completa uma definição deixada em aberto na convenção da FE Brasil realizada em 25 de julho.

Naquela ocasião, a federação havia aprovado o apoio a Requião Filho, mas delegou à Executiva Estadual a decisão sobre o candidato a vice-governador, a ampliação da coligação e o preenchimento de vagas remanescentes.

A ata da convenção original previa uma composição formada inicialmente pelo PDT, pela FE Brasil e pela Federação PSOL/Rede.

A ata complementar incorpora a Federação PRD/Solidariedade e entrega ao Solidariedade a candidatura a vice, com Caputo. Assim, a composição da chapa ao governo ficou:

  • Governador: Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, do PDT, número 12;
  • Vice-governador: Michele Caputo Neto, o Caputo, do Solidariedade.

Requião Filho exerce mandato de deputado estadual e integra a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná como terceiro-secretário. Veja o perfil institucional do parlamentar.

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Gleisi terá Assis Neto e Aldair Rizzi como suplentes

A Executiva também completou a chapa da deputada federal Gleisi Hoffmann ao Senado.

Gleisi concorrerá pelo PT com o número 131. O primeiro suplente será Assis Gurgacz Neto, do PDT, com o nome de urna Assis Neto. A segunda suplência ficará com Aldair Tarcísio Rizzi, da Rede, que utilizará o nome professor Aldair Rizzi.

A composição distribui as três posições entre partidos diferentes da aliança:

  • Senadora: Gleisi Hoffmann, do PT;
  • Primeiro suplente: Assis Neto, do PDT;
  • Segundo suplente: professor Aldair Rizzi, da Rede.

A indicação de Rizzi resolve outra pendência da convenção de julho. O documento anterior já apresentava Gleisi e Assis Neto, mas deixava a segunda suplência sem candidato.

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Gleisi é deputada federal pelo Paraná e exerce atualmente seu segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Confira o perfil da parlamentar.

Dr. Rosinha é o segundo candidato ao Senado

A ata complementar também reafirma a segunda candidatura da aliança ao Senado.

Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, concorrerá pelo PT com o número 132. Cristiane Aparecida Wainer, a Cris Wainer, será a primeira suplente. A segunda suplência continuará com Tia Celina, nome de urna de Celina do Carmo da Silva Wotcoski.

A chapa ficou definida da seguinte forma:

  • Senador: Dr. Rosinha, do PT;
  • Primeira suplente: Cris Wainer, do PT;
  • Segunda suplente: Tia Celina, do PT.

Diferentemente da candidatura de Gleisi, que ainda possuía uma vaga aberta, a chapa de Dr. Rosinha já estava completa na convenção de julho. A Executiva optou por homologá-la novamente ao formalizar a composição definitiva da coligação.

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Como o Paraná elegerá dois senadores em 2026, Gleisi e Dr. Rosinha disputarão simultaneamente as duas vagas disponíveis. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes.

Aliança reúne oito partidos

Embora o documento apresente quatro componentes no campo destinado à composição da coligação, três deles são federações partidárias. Consideradas as siglas individualmente, a aliança reúne:

  • PDT;
  • PT;
  • PCdoB;
  • PV;
  • PSOL;
  • Rede;
  • PRD;
  • Solidariedade.

O representante da coligação perante a Justiça Eleitoral será Francisco Carlos Moreno, que também secretariou a reunião da Executiva.

O nome oficial da coligação, entretanto, ainda não aparece preenchido no resumo produzido pelo sistema CANDEx. O espaço destinado a essa informação está em branco.

Na convenção de julho, o sistema apresentava provisoriamente a denominação “Coligação FE Brasil PT”. A ausência de um nome na ata complementar indica que a denominação definitiva ainda deverá ser informada ou uniformizada no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários, o DRAP.

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Quadro do CANDEx omite parte das chapas

A análise do documento identificou uma divergência importante entre o texto deliberativo da ata e a relação automática de candidatos gerada pelo CANDEx.

Na parte narrativa, a Executiva homologa expressamente:

  • Requião Filho e Caputo para governador e vice;
  • Gleisi, Assis Neto e professor Aldair Rizzi para o Senado;
  • Dr. Rosinha, Cris Wainer e Tia Celina para a segunda vaga ao Senado;
  • Marcelly Leder para deputada estadual.

No quadro estruturado de candidatos, entretanto, aparecem somente Gleisi, Assis Neto, professor Aldair Rizzi e Marcelly Leder. Os nomes de Requião Filho, Caputo, Dr. Rosinha, Cris Wainer e Tia Celina não são repetidos nessa seção.

A ausência no resumo automático não significa, por si só, que essas candidaturas tenham sido retiradas. O texto principal da ata é explícito ao homologá-las, e parte dos nomes já constava na convenção anterior.

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Uma interpretação possível é que o quadro estruturado da ata complementar tenha registrado apenas candidaturas novas ou dados alterados. Ainda assim, a diferença deverá ser compatibilizada nos documentos de registro encaminhados à Justiça Eleitoral, especialmente no DRAP e nos requerimentos individuais de candidatura.

Marcelly Leder entra na nominata estadual

A Executiva também aprovou a inclusão de Marcelly Maria Leder na chapa para deputada estadual.

Marcelly utilizará o nome de urna Marcelly Leder e o número 13813. No cadastro do CANDEx, ela aparece classificada como candidata do gênero feminino.

A convenção de julho havia homologado 50 candidaturas à Assembleia Legislativa, sendo 24 mulheres e 26 homens, conforme a classificação registrada pelo próprio sistema. Com a nova inclusão, e desde que nenhum outro nome seja retirado, a nominata passa a ter 51 integrantes: 25 mulheres e 26 homens.

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A participação feminina corresponderia, nessa composição, a aproximadamente 49% da chapa, percentual superior ao mínimo legal de 30% de candidaturas de cada gênero.

A nominata estadual concorrerá pela Federação Brasil da Esperança. As coligações partidárias são permitidas nas eleições majoritárias, mas não na disputa proporcional para deputado federal ou estadual.

Reunião teve quatro participantes

A reunião da Executiva ocorreu entre 19h e 19h30 de quarta-feira, na Rua Comendador Araújo, número 338, em Curitiba. A ata foi transmitida pelo CANDEx às 18h02 de quinta-feira, 6 de agosto.

Participaram:

  • Angelo Antonio Stroparo;
  • Arilson Maroldi Chiorato;
  • Francisco Carlos Moreno;
  • Raphael Rolim de Moura.

Os trabalhos foram presididos por Arilson Chiorato, presidente da FE Brasil no Paraná, e secretariados por Francisco Carlos Moreno.

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Todas as deliberações foram aprovadas por unanimidade. A Executiva agiu com base nos poderes que haviam sido delegados pela convenção de julho para decidir sobre alianças, inclusões, exclusões, substituições e preenchimento de vagas.

Candidaturas ainda serão examinadas

A homologação partidária não representa o deferimento definitivo de uma candidatura.

Partidos, federações e coligações têm até 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral. Nesse processo, serão analisados documentos, filiação partidária, condições de elegibilidade, eventuais causas de inelegibilidade e o cumprimento das regras de formação das chapas.

A propaganda eleitoral geral, inclusive na internet, começa em 16 de agosto. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral.

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Até a formalização dos registros, o nome da coligação e as diferenças entre o texto da ata e o quadro do CANDEx ainda poderão ser corrigidos ou esclarecidos pelos representantes partidários.


Nota de transparência: Esta reportagem foi elaborada a partir da análise comparativa da ata complementar da Executiva Estadual da Federação Brasil da Esperança e da ata da convenção realizada em 25 de julho, além de consultas a fontes públicas e institucionais. Foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial para leitura, comparação e organização das informações. O conteúdo foi revisado pela redação do Portal Fatos do Iguaçu.

Editoria Eleições
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