O apresentador Edson Teles e o contador Marcelo da Rocha nos estúdios da Rádio Fatos | Foto: Naor Coelho/Fatos do Iguaçu
Redação Portal Fatos do Iguaçu com Rádio Fatos
O programa F5 Notícias recebeu, nesta quarta-feira, 14 de janeiro, o contador Marcelo Rocha, da Zeta Serviços Contábeis, para uma conversa ao vivo sobre a Reforma Tributária e os efeitos das mudanças na rotina de empresas e pessoas físicas. A entrevista foi conduzida pelo apresentador Edson Teles.
No ar de segunda a sexta-feira, das 8h às 9h30, pela Web Rádio Fatos, o F5 Notícias abriu espaço para uma introdução ao tema, que, segundo o convidado, é amplo e deverá ser abordado em forma de série, com blocos semanais de aproximadamente 20 minutos. A próxima participação já está marcada: na quarta-feira, 21 de janeiro, Marcelo promete aprofundar o assunto com foco no setor de bares e restaurantes.
Ao final, a equipe reforçou o convite à participação do público: dúvidas podem ser enviadas pelo WhatsApp (42) 98886-2104.
“É uma modernização do sistema, mas com mais controle”
Logo no início, Marcelo Rocha afirmou que a Reforma Tributária é extensa e não cabe em uma única conversa. Ainda assim, destacou que a proposta pode ser compreendida, de forma geral, como uma modernização do sistema tributário.
Segundo o contador, o governo busca tornar a arrecadação mais eficiente e reduzir distorções que, na prática, geram concorrência injusta — quando parte do mercado trabalha com notas e declarações corretas e outra parte opera à margem. Para ele, o ponto central é que o controle tende a aumentar.
“O que nós precisamos entender sobre a reforma é que aumentou o controle”, afirmou, destacando que a fiscalização deve acontecer principalmente por meio de tecnologia e cruzamento de dados.
Tecnologia e rastreabilidade: “não tem para onde correr”
Na entrevista, Marcelo exemplificou que hoje o Estado consegue acompanhar operações financeiras em tempo real e que a ideia de privacidade total, especialmente no sistema financeiro, é limitada.
Ele citou o Pix como exemplo de rastreabilidade rápida e lembrou que a organização de informações e comprovantes passa a ser fundamental para evitar inconsistências em declarações, especialmente no Imposto de Renda. O tema gerou interação dos ouvintes, com mensagens comentando o monitoramento por aplicativos e sistemas.
Organização como “custo mais barato” a partir de 2026
Ao falar sobre o impacto prático, Marcelo resumiu que, daqui para frente, o que tende a custar “mais barato” é organização, planejamento e zelo — tanto para empresas quanto para empreendedores individuais.
Ele explicou que estar minimamente organizado significa ter controle de caixa e fluxo de caixa, controle de estoque (quando aplicável) e uma contabilidade que funcione dentro e fora da empresa. O contador reforçou que o profissional contábil atua como assessor, mas que o empresário segue sendo responsável pelas decisões e pelo cumprimento das obrigações.
MEI e pequenos negócios: atenção aos mitos do “Simples”
Durante a conversa, Marcelo alertou para o que chamou de mitos em torno do Simples Nacional: a ideia de que “é simples de verdade” e de que contador “não é necessário”. Para ele, esses equívocos levam pequenos empresários a erros que podem gerar multas e complicações futuras.
Ele também orientou que quem mantém CNPJ parado, especialmente em modalidade MEI, deve regularizar a situação o quanto antes, lembrando que dívidas acumuladas podem evoluir para dívida ativa, protesto e impacto no CPF.
IBS e CBS: mudança gradual de tributos
Na parte final, Marcelo destacou que a reforma não deve ser encarada apenas como troca de nomes de impostos, mas como uma reorganização do sistema. De forma didática, explicou que haverá a transição para novos tributos, como:
-
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá ICMS e ISS
-
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substituirá PIS e Cofins
Ele mencionou ainda o Imposto Seletivo, que poderá impactar produtos como bebidas alcoólicas e cigarros, além de outros itens definidos na regulamentação.
Orientação final: “não é ano de inventar moda”
Marcelo encerrou deixando um recado direto aos empresários: procurar um profissional contábil, evitar decisões impulsivas e manter constância no acompanhamento, especialmente no período de transição.
“Esse ano não é ano de inventar moda. Não fique pulando de galho em galho. Pare, olhe para a sua empresa e converse com o seu contador”, orientou.
O apresentador Edson Teles agradeceu a participação e reforçou que a pauta terá continuidade na programação. A próxima conversa, no dia 21 de janeiro, será voltada especialmente às dúvidas do setor de bares e restaurantes.
📲 Envie sua dúvida: WhatsApp do F5 Notícias: (42) 98886-2104
Ouça a conversa na integra:










