Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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DIREITO DO TRABALHO

Em mais de 44 anos de advocacia pouco militamos na área trabalhista.

DIREITO DO TRABALHO

Em mais de 44 anos de advocacia pouco militamos na área trabalhista. As poucas vezes que atuamos a maioria delas defendendo empregadores, e aí a coisa é mais complexada e delicada, pois,  na linha de se querer proteger o lado em princípio mais fraco, patrões são vistos e meio que e em regra injustamente  tratados como exploradores, espertos, malandros e pejorativos do gênero.

No dia 8/7/23, assisti um vídeo com abordagem sobre o Tribunal Superior Eleitoral-TSE, de orçamento de 10 bilhões, funcionários em média com salários de  R$17.000,00 mensais, e que foram contemplados com a contratação de plano de saúde da UNIMED por R$80 milhões. E cá com meus botões fiquei a pensar quantos privilégios há em muitas vidas públicas do País; funcionários fantasmas, salários escorchantes, e  a maioria dos brasileiros ainda bem que temos o Sistema Único de Saúde-SUS, e me sinto um privilegiado de nunca ter feito uso dele além de vacinas feitas a população  como um todo.

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Geração de emprego é um grande desafio que temos. Os encargos e direitos trabalhistas são muitos e pesados, e qualquer empregado de salário mínimo de R$1.320,00, custa em torno de R$2.000,00 por mês. E há os salários convencionais, pisos de certas categorias, e seguir todas as formalidades legais e cumprir todos os encargos, é uma quase “Deus nos acuda”, e se o empregador não se cuidar vai acumular um passivo, que poderá anos de trabalho, quebrá-lo, levá-lo a ruína patrimonial e financeira, insolvência.

De empregado na extinta e saudosa Rede Ferroviária Federal S.A., nos anos de outubro de 1975 a 8/01/1981, dos tempos de professor da Rede Estadual por alguns anos (1981-1987) de algumas disciplinas,  e de 9/06/2008 como servidor da Câmara Municipal; como empregador na área rural e atividade advocacia por mais de 4 décadas, acumulamos alguns conhecimentos e experiências na área do Direito do Trabalho, e ainda não conseguimos assimilar tantos direitos e privilégios que existem nas vidas públicas dos três entes e poderes da Federação, entre outros, licença-prêmio  e preocupações que temos com empreguismo, patrimonialismo e outros males do gênero que nos assola e corrói.

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Na vida pública municipal já fizemos vários posicionamentos e pareceres jurídicos interessantes, entre os quais os de nºs. 017/2015 de 5/03/2015, 015/2023 e 035/2023-CdPIN, de março/2023,   além de várias crônicas, e o que imperou e impera em relação aos mesmos: silêncio, indiferença, distorções, abusos, improbidades, empreguismo, incoerências, cortesias e generosidades com o chapéu alheio, e não distímico e apenas realista esperanço da pregação de Ariano Suassuna, na nossa idiossincrasia  estamos com a sensação de que aqui em Pinhão também  a vaca está indo para o brejo com  agravamento da situação  de gastos com pessoal ultrapassar o índice prudencial de 51,3% e o próprio limite de 54% das Receitas Correntes Líquidas-RCLs, e muitos agentes políticos nem aí, “nem tchum” com isso e que prefeitos sem MECANISMOS DE DEFESA se lasquem com a problemática.

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Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO)

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Editoria Francisco Carlos Caldas
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