Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Capa da Edição nº 748

EDITORIAL ETs ??? Edição 748, circulação treze de maio, para alguns, uma data nada auspiciosa, para nós, mais um compromisso cumprido com os leitores.

Capa da Edição nº 748

EDITORIAL

ETs ???

Edição 748, circulação treze de maio, para alguns, uma data nada auspiciosa, para nós, mais um compromisso cumprido com os leitores. Mas o que assusta não é o número treze em si, mas ele indicar que já se está no meio de maio e a um pulinho da metade do ano. Bem isso, o tempo não está passando, está voando. Maio está a todo vapor, pois além de ter a data especial do dia das mães, que naturalmente agita o mês e com o agito o tempo sempre se acelera, ainda teve a festa do pinhão que, com chuva, barro, acertos e erros, já foi. Mas ainda há muita coisa para acontecer em maio, inclusive a Festa do Divino, começa já, já. Que agita de novo a cidade, que renova a fé dos que crêem e gera também suas controvérsias.  E maio fecha com chave de ouro, com um feriado na quinta feira. Alegria de muito prefeito, porque feriado na quinta dá recesso na sexta, dois dias os órgãos públicos fechados e isso é alegria porque gera economia. O que se pensarmos bem, é uma contradição, pois, como pode órgãos criados para beneficiar, atender as necessidades da população ficar feliz por deixarem de realizar a sua prestação de serviço. É como se uma mãe ficasse contente pelo filho não estar comendo, pois assim economiza no mercado. Mas essa é só mais uma contradição do meio público e político desse país tão contraditório. Tão contraditório que esse mesmo país se declara laico, mas o feriado é religioso. Esse ano, em meio a todas as contradições do impeachment  presidencial, há as eleições municipais. Que, diga-se de passagem, se tudo está acelerado, o processo de conversação dos partidos está devagar, até porque o prazo de negociação foi esticado, já que as convenções têm seu prazo limite em agosto. Devido à situação nacional, tem-se falado muito em reforma política, o que sem duvida é urgentíssimo. Porém, é importante, ou melhor, essencial que os políticos de fato façam uma reforma no seu jeito de ver e fazer política. Pois no trabalho jornalístico que leva ao contato com os políticos dos mais diversos partidos, percebe-se que na verdade não há grandes diferenças, os discursos  tem cores diferentes, mas o conteúdo, a essência é a mesma, o que se vê é uma luz fraca aqui e acolá de algo deferente querendo despontar. Mas que com qualquer ventinho e “negociação” já se apaga. Mas se é essencial que políticos se modifiquem, é fundamental que os eleitores revejam seus posicionamentos junto aos candidatos, porque se políticos fazem “negociações”, os eleitores esperam os períodos eleitorais para realizar as “mordidas” e também as suas “negociações”. Sendo assim, a crise não é na política, mas na forma e no jeito de ver e construir a vida, o famoso jeitinho brasileiro tem causado estragos profundos na sociedade como um todo, e é ai que quem de fato quer reforma e transformação deve começar a rever no seu dia-a- dia e ações corriqueiras, porque os políticos não são ets caídos de pára-quedas, mas frutos do jeitinho brasileiro tão presente na vida de cada brasileiro como o arroz com feijão.

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