Quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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APEGOS E LUGAR PARA TUDO

Temos uma característica que é nos apegar a espaços por ligações e afetividades com coisas que ocorrem nos mesmos.

APEGOS E LUGAR PARA TUDO

Temos uma característica que é nos apegar a espaços por ligações e afetividades com coisas que ocorrem nos mesmos. E que vão do Dois Pinheiros onde temos propriedade e lida até os dias de hoje; o Capão Cortado onde foi a sede da moradia e domicílio dos meus avós Estevam da Silveira Caldas e Francisca de Oliveira Lima Caldas, de 5 tias paternas;  da moradia próxima do Rio Capivara de Pinhão, dos meus saudosos tios Aline Dellê Ribas e Agenor Ribas; do Bar, Hotel e Restaurante dos meus saudosos também tios Ciro Dellê e Jaira Gonçalves Dellê, esses dois últimos espaços consumidos por incêndios na década de 1970; do Grupo Escolar Procópio Ferreira Caldas, em que cursamos o primário nos anos de 1963-1967; do velho Clube União e Progresso, desde guri frequentava e dos Bailes da Primavera; da sede dos pais de minha esposa, Odilon Lustosa Mendes e Maria Izabel Mendes, na localidade de Butiá, em Reserva de Iguaçu, e que um vendaval ocorrido em 06/05/2017 destruí; outros locais de Pinhão,  Guarapuava, Ponta Grossa e  Wenceslau Braz em que já moramos.

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Nessa linha também nos apegamos a objetos, coisas, escritos,  algo até meio esquisito para não dizer meio doentio  (transtorno de acumulação compulsiva), como o ocorrido com o meu saudoso amigo e colega de trabalho Teodósio  Bedreski, que me repassava preciosidades reflexivas. Teodósio foi horrivelmente espancado e assassinado, e fez e faz parte da História principalmente da Câmara Municipal de Pinhão, em que até 1988  a secretariava  meio que sozinho, e que agora no prédio da Câmara ganhou um saguão, um minimuseu com o seu nome e merecida homenagem, e que ao fazer este escrito vieram lembranças de amizade, afeto e até rolaram lágrimas.

Minha saudosa mãe e que nos deixou terras da  Família desde 1945 e  onde temos moradia e escritório, construímos o Cantinho da Cidadania Georgina Dellê Caldas-CGDC, na rua Nilo Vivier, nº. 89, no Bairro Mazurehen; no meu sobradinho, temos a sala de reunião, que  tem o nome do meu pai Eugênio Estevam Caldas, que foi muito prestativo estimado, gaiteiro inclusive do Clube União e Progresso, e que André Ferreira da Associação dos Gaiteiros de Pinhão, lembra com frequência e suas falas e Encontros de Gaiteiros. E também no sobradinho da rua XV de Dezembro, nº. 173, a Kitnet Airton Dellê Caldas, e nos fundos em barracãozinho, início do “Espaço PI”.

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Temos o entendimento de ser muito interessante e útil se ter lugar para as cosias e tudo. E tão chato, desagradável, andar perdendo e procurando as cosias e não se ter referências. Organização é fundamental em tudo, e daí, se guardar, arquivar coisas ser de relevância. É claro que nisso tudo, há dificuldades de espaço adequado, manutenções exigem muito trabalho e custos, pois, como dizia o Padre, filósofo e escritor Antônio Vieira (1608-1967), em o escrito Amor Menino, de “Os Sermões”: “Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!”.

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Meu amigo Doio (João Maria Rocha Bueno), guarda relíquias afetivas e históricas;  tem em casa um quarto e seu cantinho, e ainda fez uma meia águinha no fundo de sua casa em que guarda coisas, lembranças, recortes, revistas, convites, cartões que a sua saudosa mãe e professora Judith da Rocha Bueno, guardava, e onde encontramos até o convite do casamento  religioso dos meus pais ocorrido em   15 de março de 1939, em que foram testemunhas: João Ferreira da Silva  e Luiz Mendes Fontoura.

Tem gente que acha essas coisas tudo, insanidade para não dizer loucura, bobagem, mas temos que quem não dá valor  e não preserva essas coisas, quem não zela do que tem não pode nem reclamar do que não tem; quem  não cultua a história, o passado, os seus ancestrais, a lógica e natureza das coisas é não ter um futuro e legado promissor. E se as pregações acima não terem utilidade, que sirva e fique como uma simples Homenagem a Pátria Brasil de seus 525 anos de História, 203 de independência  e País de Riquezas e Belezas Mil, também “podre de rico”  e “rico de “podres!”.

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(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO). 

Editoria Francisco Carlos Caldas
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