Os saudosos autores da nossa Literatura Brasileira, a velha geração de autores, que se diga de passagem, ou alguns contemporâneos, de nome mundial, na sua maioria, tinham olhares muito sensíveis, quando se tratava de causas sociais ou futuro da humanidade. Ao lermos algum livro ou texto, de um deles, mesmo pequeno, até pensamos que eles tinham o poder de adivinhar este futuro, que demorou mas chegou.
Num dia destes comecei a folhear um livro de poesias, de autoria do grande escritor modernista: O mineiro Carlos Drummond de Andrade e me deparei com uma poesia intitulada “A Bomba” que em seus fragmentos citava: A bomba envenena as crianças bem antes de nascer. (…) Saboreia a morte com marshemalow. E nas várias interpretações e reflexões que o poema me trazia, não tive como não comparar as situações atuais: Estamos num tempo que antecede a nossa Páscoa, meados de um tempo de reflexão, de conversão, neste maravilhoso país abençoado por Deus,como muitos patrícios, orgulhosos, dizem, ainda com princípios religiosos fortalecidos, a cada nova geração de jovens.
E em muitos lares as nossas crianças, ansiosas esperam para deleitar com bombons, coelhinhos de chocolate, outras guloseimas, desfrutando da paz e o amor no seio da família. Claro, que algumas não terão o chocolate que gostariam. Mas terão nosso carinho os nossos cuidados. Mas, é lamentável que paralelamente em Israel, apoiado pelo mais tirano dos governos dos países das Américas, se tratando de maldade humana e ganância de riquezas alheias, o qual eu alcunho, este sujeito desprezível, sanguinário, de “pirata coloral”. Vejam a cara desse elemento! Que vem a tempo, semeando, fomentando a discórdia, entre países do Oriente médio e entre outros países fronteiriços. Apesar da sua meia culpa. Pois, historicamente ele é a desova de outros que o antecederam.
Um mais recente: George Bush, por exemplo. E quem sai aos seus, não degenera. Como o Putin foi bem formado pelas extintas lideranças soviéticas, e uma vez eleito, deu uma banana ao Bóris Yeltsin. E qualquer custo quer fazer da Rússia, novamente, um império, com relação aos demais países do leste europeu. Este outro, herdou uma herança inglesa, da qual recebe hoje apoio para seus porta aviões, na região da guerra com o Irã, que briga contra Israel. Este, desde muito jovem, formado pela nata do imperialismo americano, e hoje com suas intromissões, espera se perpetuar no poder e nas suas avançadas em terras alheias, leva consigo, a diversos cantos do planeta, a herança da práxis autoritária da sua cultura política, subjugando as demais nações.
E o Irã como sempre, em prontidão, apoiado camufladamente, pelo capitalismo chinês, até russo, defendendo suas riquezas minerais, e como sempre mostrando seu poder bélico, seu arsenal, para o mundo, mesmo que parcial, e seus pequenos habitantes, mulheres sofridas, pelo histórico de guerras e perseguições, naquela região, indefesas, essas pessoas de bem, não saberão a quem recorrer, que momentos viverão. Certamente continuarão pagando o preço da ambição dos grandes, numa demanda que aparentemente não terá um fim imediato. Porque a força bruta esta cada vez mais intensa, por algo que nem sequer é dono conforme relata a imprensa ou historiadores. É a força bruta americana, tentando derrubar a soberania de um país.
A tirania se apresenta em nome da paz, da qualidade de vida daquele povo, derrubando regimes totalitários instaurados a décadas, num país que não foi desenhado e instituído, mas de uma cultura e história com mais de cinco mil anos, tal regime, não mudou nem mesmo com a queda do sistema anterior em 1979, em que os governantes não se não se rendem a vontade do seu povo, que pedem um governo mais liberal, menos radical principalmente em relação às mulheres, imaginem a forasteiros gananciosos, sem limites e sem escrúpulos! A tal frota imperialista, chega camuflada oferece aos vulneráveis seres, doses homeopáticas de produtos químicos com aroma de pólvora, para seus pulmões, jogado de aviões, as vezes invisíveis.
Isso quando não derruba seus lares, os mutila, dilacera vidas e histórias desses pobres inocentes. E agora os articuladores covardemente já não respondem sozinhos pelos seus atos e colocam como escudos os habitantes, que com faixas estão pedindo paz, ou até mesmo contra-atacam, tentando se defender, como seres humanos cansados de tantas hostilidades e por tais ações, e são apresentados ao mundo como subversivos, infiltrados e com esse discurso, outra leva de bombas, dizimando famílias e patrimónios que levaram muitos anos para serem construídos às vezes a duras penas.
Os rivais governantes se portam como animais ferozes em disputas de caça a territórios e levam tudo que veem pela frente considerando mais, a posse de riquezas, do que a vida humana. Mas o triste é saber que o futuro dos que ficam é incerto devido à pedagogia aplicada a esses futuros cidadãos que por misericórdia, sobreviverão. Pois cujos métodos incita a novos combates devidos o ambiente que eles vem crescendo. Sempre quando os poderosos fazem seus falsos tratados de paz muitos se perguntam: Até quando estará garantido? Pois quando menos se espera a ganância os visita a ânsia de poder deixa se levar.
E a tragédia acontece diante dos nossos olhos e nos deixa cada vez mais a mercê da complexidade da mente humana. Drummond, morto a quase quarenta anos, quando escreveu estas linhas poéticas, ele que vivera o tempo da ditaduras e outras lutas, acredito que foi para alertar o povo que a bomba é armada pela ambição e muitas ilusões que as acompanham. Ele ainda tinha esperanças que essa e outras guerras anteriores, já vistas por nosso olhos, não aconteceria.
Acreditando que o ser dotado de inteligência (O Homem Sapiens) num futuro não distante, reconheceria que esse instrumentos bélicos, ditas ogivas, que segundo o escritor Drummond, foi aperfeiçoado e batizado pelo demônio, as pessoas iriam ver o quanto ela destrói, em todos os sentidos e por esta razão, não mais seria sua aliada na busca de realizações e poder, talvez assim buscando caminhos mais alternativos, como o dialogo concreto, palavra honrada, algo que não aconteceu efetivamente, para defender o que é seu, pelas Leis vigentes, não transformando perdas e dores em dólares ou petróleo, ou quando colocarem as tecnologias por elas criadas, por sua vez, avançadíssimas, que seriam a princípio, a serviço do progresso, e não mais em prol a destruição do planeta ou a dizimação de seus habitantes.
Pondo tudo perder novamente. Uma vez, nós, poderosos, inteligentes, pensantes, teremos que sermos também cientes, que mesmo que reconstrua as cidades, então destruídas, a vida de muitos que perderam pessoas queridas não será mais a mesma. Será um cristal quebrado, porque naturalmente não tem dinheiro não pague a falta de um membro da família, principalmente se for vitima de uma “bomba”, imagens presenciadas que o cérebro não conseguirá bloquear, recorrentes, desencadeadas por conta das retaliações, por ganância do poder sem fim, que na sede de atacar seus rivais, e destroná-los.
Mas se dispersa no ar, rumo a locais ignorados, atingindo pessoas que nem sequer, tem conhecimento dos porquês de estar sendo uma vitima daquilo, ou se ganharão alguma coisa com essa selvageria de quem na verdade deveria os proteger, como eles mesmos, se defendem e argumentam, os motivos da guerra, quando são questionados, por suas ações, extremamente hostis, contra tudo e contra todos, principalmente aos que os atrapalharem nos caminhos que os levem ao trono soberano, já, o domínio de nações e por conseguinte, o objetivo final deles: Sob os seus comandos, todo o Planeta Terra. Pois já está sob ameaça de invasão também, um país da América Central. Mas ali, com certeza, americanos, vão encontrar o que querem!
Edmilson Siqueira Caldas
Professor, músico e escritor.









