GRATIDÃO

Nas palavras de Miguel de Cervantes, escritor espanhol, autor daobra Dom Quixote, publicada em 1605,gratidão é a virtude humana que mais agrada à divindade”. A ingratidão é coisa feia, como ato irracional de um porco que come e vira o cocho.

            Em qualquer escala de valor decente, a gratidão em tese é algo de peso.

            É evidente que a gratidão de verdade, é aquela vai além das retribuições de boas ações obrigacionais. Por exemplo, você ser um funcionário público servidor, um agente político íntegro, dedicado, eficaz e eficiente, em princípio não está fazendo mais do que a obrigação.

            Este ser deve muito do que se tornou a parentes que o ajudaram. Entre outros:  tias do Capão Cortado como diziam, que faziam ajudas patrimoniais e educação financeira a sobrinhos. Nos estudos deste,gratidão a: Laertes José da Silva (um padrinho), e tios: Ciro Dellê, Arina Dellê Bischof, Amazonas da Silveira Caldas. Na década de 1960/1970, estudos para quem morava no interior, era algo muito dificultoso e precário em locais de escola multisseriada. Os de menos recursos, tinham que parar em casas alheias, e por mais que dessem uma contrapartida, as ajudas recebidas foram em regra de relevância.

Em determinados momentos até simples “caronas”  geram   gratidão, e muito  mais numa época, em que não existia transporte escolar.

            E o abnegado trabalho que as parteiras desempenharam  na história de muita gente, em que muitas  vezes a contrapartida dos beneficiados, eram convidarem as mesmas para madrinhas dos que ajudaram virem ao mundo.

Entre outras, Coralina de Oliveira, que a mãe deste se referia como “Madrinha Corá”. Dona Tereza Ressai, que atuou no parto em que este nasceu. Seu José Bischof, de saudosa memória, num esboço de livro que deixou, tem um capítulo  em que reverencia as abnegadas parteiras de Pinhão.

            Tempos atrás,constatamos  um cidadão de Pinhão,  Sr. Nercindo Silvério de Lima, que vezes ou outra encomenda missa, pela alma das tias maternas deste (Oliveira/SilveiraCaldas) em gratidão, pela ajudas que recebia das mesmas e que são falecidas há em torno de 50 anos atrás. Belo  gesto de gratidão, que nos comoveu e que gerou um filme em nossa memória.

            No dia10/11/2018 um médico de São Paulo, Dr. Roberto Kikawa, foi vítima de latrocínio. Liderava um louvável trabalho de assistência médica humanitária,que envolvia em torno de 600 outros profissionais, e que em gratidão ao legado,vão continuar com o projeto. Médico foi morto quando foi desatar o cinto de segurança para entregar carro e pertences a bandidos. Quantas vidas de pessoas maravilhosas, foram e são ceifadas, por ações criminosas, inclusive de bebedeiras e outras irresponsabilidades do trânsito.

            Eis aí uma palinha para reflexões sobre gratidão, e que não seja confundida com voto de cabresto,  venda de voto, pagamento de propinas e males do gênero.

(Francisco Carlos Caldas, advogado e cidadão municipalista).

E-mail “advogadofrancal@yahoo.com.br”         

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