Congresso discute desafios da cadeia da erva-mate no Paraná

Foto: Divulgação/SEAB

Por ANPr

O desafio da cadeia da erva-mate no Paraná é agregar valor ao produto e conquistar mais consumidores nos mercados interno e externo. Esse foi o principal tema do 3.º Congresso da Erva-Mate do Vale do Iguaçu, nesta quinta-feira (08), em Cruz Machado, no Sul do Estado.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que participou do evento, reforçou que o Governo é parceiro nesta área com participação dos órgãos técnicos e pela visão estratégica e política do Estado.

Beneficiada pelo clima, solo, genética, otimização do uso de áreas e pelo plantio em áreas sombreadas, a erva-mate paranaense tem um apelo maior que a cultivada a céu aberto por ser menos amarga. “Estamos ganhando o mundo, mas não podemos nos descuidar”, disse Ortigara.

Entre os produtos derivados da erva-mate está, por exemplo, a cerveja, que pode ser incorporada à já extensa variedade cervejeira alemã.

“Nós temos um diamante na mão, bruto. Precisamos lapidar, e todas as iniciativas nesse rumo são importantes”.

A erva-mate já é matéria-prima para alguns produtos alimentícios, bebidas, cosméticos, de higiene, limpeza e saúde. Mas a agregação de valor tem ocorrido longe da área de cultivo. “Esta região é um local apropriado para valorizarmos o que a natureza nos deu e o homem ajudou a construir. Ou esse conjunto de forças que está aqui, agricultor, indústria, cientistas, constrói esse modelo ou vamos entregar matéria-prima de graça como fazemos há muitos séculos para o mundo.”

PRIMEIRO PRODUTOR – A erva-mate é o principal produto florestal não madeireiro e seu cultivo é totalmente agroecológico. Por ser plantada na maior parte do Paraná em áreas sombreadas, não exige desmatamento e nem emite carbono. Além disso, possui forte impacto social, garantindo emprego e renda para ao menos 37 mil famílias no Paraná.

O Estado é o primeiro produtor de erva-mate do País, com 519 mil toneladas em cerca de 140 municípios, o que representa 54% da produção nacional. No Brasil, 96% do consumo é para chimarrão e 4% em chás e outros usos. O desafio lançado pelo secretário de agregar valor e ampliar o mercado deve-se também à pouca participação na grade de exportação brasileira, com apenas 10% da produção.

“O agricultor tem que estar preocupado o tempo todo em buscar o conhecimento e em fazer. Não é fácil, dá trabalho, mas a gente não pode perder o foco e deixar de ir atrás de informação, porque a informação modifica a realidade, o conhecimento”, disse Ortigara.

VALE DO IGUAÇU – Os 10 municípios que compõem a região do Vale do Iguaçu têm a maior produção do Estado, com 325 mil toneladas. É nessa região que está também a maior concentração de indústrias ervateiras ativas, com 49 das 110 paranaenses.

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