Capa e Editorial da Edição nº:804

Doente de que???

Nessa edição, entre as reportagens sobre a Festa Integração do Colégio Morski, que une socialização, cultura e arrecadação financeira, a do Curso de Temperos, que mostra a importância de qualificar os profissionais e ensina as pessoas a agregarem valores a seus produtos, o da segurança, que essa semana não traz noticia sobre crimes, mas sobre atividade  da Policia Militar, que visa aproximá-la da comunidade, mostrando que ela está ao lado do cidadão de bem. Do Cidadão Paraná, que bateu recordes na confecção de documentos, está a reportagem sobre a Conferencia Municipal de Saúde, nela alguém  diz que é importante descobrir do que o município adoece, ou seja, quais os problemas mais centrais na área da saúde que o município enfrenta.  E isso nos levou a refletir: do que as pessoas estão doentes? E o município, de modo geral, está doente de que? Na questão individuo, a princípio, é uma reflexão muito particular, cada qual deve descobrir qual é a sua grande doença interna, e ai pode-se encontrar o orgulho, a acomodação, a inveja, a raiva, o desejo da vingança e até a saudade desmedida, que com toda certeza e comprovações cientificas vão levar a doenças físicas. Mas, falando em cidadão, podemos dizer que a sociedade de modo geral está doente, e muito doente, pois anda com carência de solidariedade, de caridade na sua expressão profunda, de comprometimentos com o todo. Inclusive a palavra cidadão está desgastada e banalizada. E se falando em município, qual seria a doença grave de Pinhão e Reserva do Iguaçu, logo de cara as pessoas dirão: estrada, em seguida saúde, juntinho vem educação, colado, falta de emprego. E ai perguntamos, será que o problema sério, grave não seria a descontinuidade, pois quantos projetos, conselhos, trabalhos da sociedade civil morreram na casca. Será que não seria a falta de compromisso das pessoas com o fazer, pois vemos muito falar, muito criticar, muito apontar erros, e coisas erradas, mas muito pouco se vê de participação das pessoas nos Conselhos, nas audiências públicas, nas próprias conferências. As pessoas, sejam lideranças civis ou políticas, levantam problemas, bradam aos quatro ventos, mas pensar, mostrar caminhos e arregaçar as mangas para trabalhar junto, cadê? De repente, o grande mal dos municípios seja o descompromisso das pessoas com o coletivo, com o  bem comum e dos agentes políticos com o  querer aparecer mais do  que realmente fazer, solucionar. Mas como diria nossas avós, não há mal que sempre dure…

 

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