Capa e Editorial da Edição nº: 843

Que medo é esse???

Desde o inicio do mês de dezembro de 2017, o Fatos do Iguaçu vem acompanhando a reintegração de posse do Alecrim que ocorreu de forma brutal no dia 1º de dezembro. E como se compreende que a função da mídia é colocar as pessoas a par dos fatos, o que se tem feito ao longo desses cinco meses é buscado estar bem perto dos acontecimentos, registrando-os in loco. Inclusive, fazendo transmissão ao vivo de reuniões que aconteceram em Curitiba.

E se tem dado espaço para que o Incra, autoridades, sejam do Estado ou de outros setores e esferas se pronunciem, como para os posseiros e lideres do MST. Como fomos a Curitiba, na sede do Incra, temos ido aos acampamentos do MST e ao Alecrim. Essa semana não foi diferente, acompanhamos tudo de muito perto. A semana começou tensa em Pinhão, ameaça de bloqueio da rodovia PR 170, expectativa da audiência de conciliação entre os posseiros da Comunidade Alecrim e a Indústria João José Zattar S/A.

Mas, ao final a semana acabou mais leve, a audiência de conciliação terminou com propostas que se não atenderam as expectativas,  pelo menos trouxe esperança de resolução da situação. Mas, o que tem nos chamado a atenção durante esses cincos meses é que, sempre que o Incra vem a Pinhão, ver as questões do caso Alecrim, vem com escolta policial. Nós estamos onde o Incra está e não temos percebido essa necessidade, ou será que somos muito ingênuos? Podemos até ponderar que durante o bloqueio da PR 170 em 2017, o clima estava mais exaltado, um cuidado a mais se justificava.

Mas, a representante do Incra vir e sair da audiência de conciliação escoltada pela policia militar, fica no mínimo estranho. Já que o nome da audiência indica diálogo, conversa entre as partes. Não queremos de forma alguma tornar santos uns e outros carrascos, mas fica a indagação: por que toda essa precaução?

Todas as autoridades que participaram da audiência entraram e saíram calmamente pelo portão principal do Fórum de Pinhão,  todos, mesmo que rapidinho, deram uma palavra à imprensa, menos a representante do Incra, que saiu como diz o povo, de fininho e escoltada. Bem, sabemos que Pinhão tem fama de ser terra de pistoleiro, mas faz tempo que aqui não impera mais a lei do gatilho. Assim fica o nosso registro de indignação por esse comportamento no mínimo estranho de um órgão que tem a função principal de ser o interlocutor de diálogo entre partes conflitantes e a indagação:  Qual a razão desse medo, que não conseguimos compreender?

 

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