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Um laço que une as diferenças, a singularidade, a esperança

Quem convive com um autista descobre um novo olhar para a vida

Por Nara Coelho

O primeiro ponto que a gente precisa lembrar é que autismo não é doença, é, na realidade, um Transtorno do Espectro Autista, uma dificuldade do cérebro de lidar com a socialização e com a comunicação, o autista na sua maioria tem como características a dificuldade de convivência e relacionamento, é altamente seletivo ao escolher quem ele vai permitir conviver com ele.  

“Não existe o autismo e sim autistas”

Vários especialistas costumam usar a frase “Não existe o autismo e sim autistas”, porque cada autista manifesta suas dificuldades de se relacionar com o mundo e com as pessoas de uma forma única e muito peculiar e, como muitas vezes, de uma forma exacerbada eles lutam pelo direito de agir e ver o mundo, quando criança, o que eles têm de instrumento é o choro e os gritos, muitas vezes eles e as famílias enfrentam muitos preconceitos.

O laço colorido

O laço colorido com formas de quebra-cabeça é o símbolo mundial do Transtorno do Espectro Autista -TEA e é utilizado para identificar a prioridade às pessoas que possuem o TEA.

As pessoas autistas e seus familiares precisam ter prioridades nos atendimentos, porque eles têm muita dificuldade de ficar em lugares que lhes são novos, têm muita sensibilidade ao barulho e a grande movimentação e aglomeração de pessoas.

Os que cuidam de uma pessoa com autismo precisam ter prioridade de atendimento mesmo quando estão sem a companhia do autista porque ela faz poucos vínculos que lhe representem segurança, assim, quando fica longe das pessoas que eles elegeram como seu porto seguro, eles sofrem.

Várias Cores

O laço que representa os autistas é colorido para representar a diversidade de manifestações autistas, pois cada ser humano é único.

Peças de quebra-cabeça

O laço é formado por peças de quebra-cabeça, indicando que o autismo é formado por vários aspectos, viés. Que o autista é uma pessoa inteligente, capaz, mas precisa de uma rede de apoio, familia e profissionais capacitados. Que cada um tem um jeito de ser, mas todos lutam pela mesma causa, respeito ao jeito de ser e viver dos autistas.

Falta uma peça

A peça que falta no quebra-cabeça que forma o laço é para lembrar que se tem a esperança de que todos ainda compreendam o autismo, que cada vez mais se encontre mecanismos, instrumentos, caminhos para superar as dificuldades que o autista traz consigo.

É um convite para você lembrar que na sua frente está não um autista, mas um ser humano que traz em si a beleza de ser quem é, com suas dificuldades, qualidades e potencialidade de viver e conviver, como cada um tem as suas.

Centro de Atendimento Psicoeducacional

Muitas vezes a familia demora para perceber que a criança é autista, para auxiliar os pais nessa investigação e acompanhamento às crianças autistas, o municipio de Pinhão/PR tem o Centro Municipal de Atendimento Psicoeducacional, que vai ajudar as famílias tanto na avaliação como no acompanhamento escolar da criança autista.

A psicopedagoga Marilde Amaral deixa aqui um recado às famílias pela passagem do dia Internacional de Conscientização do Autismo no dia 2 de abril.

Quando a familia acolhe tudo é mais facil

A jovem Luana Ferreira, que é mãe do Pedro Augusto Ferreira, de 9 anos, fala da sua trajetória como mãe que descobre a cada dia o quão especial é ser mãe do Pedro, que é autista.

Ela fala das vitorias, do como se descobriu forte diante do preconceito, do imenso amor pelo Pedro e da força e carinho que recebe da sua familia. Conta da alegria que é cada nova conquista do Pedro, vale muito assistir esse depoimento de amor.

Naor Coelho

Naor Coelho, administrador de empresa, jornalista e o diretor responsável pelo Fatos do Iguaçu

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