PALAVRAS QUE NÃO PASSAM E PREGANDO NO DESERTO

Este ser  pensante, a maior parte da vida e atividades nas últimas décadas, é pensar, escrever e  ler, e em torno de 7 horas por dia, dormir.

Uma das coisas que gostamos  é assistir televisão e ouvir rádio, mas programações de Rádio, nos últimos tempos, temos ouvido muito pouco. Na hora do almoço, procuramos ouvir o programa na Rádio Comunitária Pioneira, para se inteirar de fatos locais.

E dias atrás, tomamos conhecimento existir e ouvimos programação da igreja católica “Palavras que não passam” e um outro de igreja evangélica “Pregando no Deserto”.

Num primeiro momento e análise superficial, se vem à cabeça, de algo contraditório/paradoxal, mas se aprofundando um pouco mais, se constata, sintonia e que ambos se completam.

Reconhecemos importância, mas somos de pouca leitura Bíblica, mas têm uns evangelhos, que não cansamos de ler, ouvir enfoques e fazer reflexões. Entre outros: Parábola dos Talentos (Mt 25:14-30), do Filho Pródigo  (Lucas 15:11-32), da Ovelha perdida (Mt 18: 10-14 e Lc 15: 1-7);  Sermão da Montanha (Mt 5: 1-48);  Olhai os lírios dos campos (Mt 6:24-33 e Lc 12:20-32).

Quantas coisas simples e verdades que são ditas, alvos de muitas e muitas pregações, e que a maioria das pessoas conhecem, mas na prática, não seguem os seus princípios básicos, como os contidos nos Dez Mandamentos.

Quantas belas e sábias palavras ouvimos e lemos, mas que fraquejamos em segui-las.

Quantos de nós que primeiro temos que nos envolver em enrascadas, crimes e maus negócios, para só depois perceber a burrada/besteira que fizemos. A maioria dos problemas que se  tem, não são por ignorância ou falta de conhecimento, mas de não seguir os conselhos e lições básicas obtidas no segmento familiar, nas catequeses para sacramentos como, do batismo, da comunhão, crisma, e da escola de educação fundamental.

Quantas belas palavras que já ouvimos, lemos e proferimos, e que em reflexões e exames de consciências efetivados, constatamos, que no cotidiano, deixam a sensação de pregações no deserto.

Quantas coisas belas e sábias, a gente ouve em eventos religiosos, aulas, cursos, catequese, palestras,  e mesmo em campanhas eleitorais, de palavras que não passam (dos tempos de antanho e que continuam atuais) e que acabam em uma espécie de pregações no deserto.

Esta é a nossa  458ª. crônica publicada em jornais local, mas desde a primeira, sobre  abigeato (furto de gado), em   4 de janeiro de 1985, muitos dos temas abordados, problemas e anseios levantados, continuam presentes e palpitantes e só precisando de algumas adaptações e atualizações.

E dos cafés culturais, palestras, falas, entre outros de: Mário Sergio Cortella, Leandro Karnal, Pondé, Pe. Reginaldo Manzotti, Fábio de Melo; pastor Claúdio Duarte, que achamos lindas, interessantes,  sábias, mas que muitas vezes entram por um ouvido e saem por outro, e que são úteis, mas  que se há resistências, quanto  a conversões, rompimento de paradigmas e melhorias em condutas/atitudes.

Francisco Carlos Caldas, advogado e  cidadão

E-mailadvogadofrancal@yahoo.com.br  –     

 

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