Sábado, 19 de setembro de 2026
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MPPR recomenda que Prefeitura de Pinhão cesse desvio de função de agentes comunitários de saúde

Segundo a 1ª Promotoria de Justiça, servidores estariam realizando atividades fora das atribuições legais, incluindo triagem, curativos e aplicação de vacinas; prefeito tem 15 dias para informar se acatará as medidas

Fachada da Prefeitura Municipal de Pinhão (PR), com o prédio administrativo em tons de azul, jardins e calçada na área externa. Imagem utilizada na reportagem sobre recomendação do Ministério Público do Paraná relacionada à atuação de agentes comunitários de saúde na rede municipal.

Prefeitura Municipal de Pinhão recebeu recomendação do MPPR para adotar providências e cessar o desvio de função de agentes comunitários de saúde apontado pela 1ª Promotoria de Justiça. O Município tem prazo de 15 dias para informar se acatará as medidas recomendadas. Foto: Naor Coelho/Fatos do Iguaçu.

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pinhão, expediu recomendação administrativa ao prefeito do município para que sejam adotadas providências imediatas para interromper o desvio de função de agentes comunitários de saúde que atuam na rede pública municipal.

De acordo com o MPPR, a recomendação é resultado de apurações realizadas em um inquérito civil. Conforme a instituição, foi constatado que agentes comunitários estariam desempenhando funções diferentes daquelas para as quais possuem habilitação, inclusive atividades que, em alguns casos, são privativas de técnicos de enfermagem e enfermeiros.

O Ministério Público sustenta que a situação estaria sendo utilizada para suprir um déficit desses profissionais na rede municipal de saúde. Na avaliação da Promotoria, a solução adequada seria o Município providenciar o preenchimento das vagas por meio da nomeação de candidatos aprovados em concurso público vigente.

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MPPR aponta atividades realizadas fora das atribuições

Entre as atividades que, segundo a apuração do Ministério Público, estariam sendo executadas indevidamente pelos agentes comunitários de saúde estão serviços internos em Unidades Básicas de Saúde e postos de atendimento.

O MPPR cita trabalhos de recepção, triagem, realização de curativos, aplicação de vacinas e agendamento de exames e consultas.

A Promotoria considera que essas tarefas são alheias às atribuições legais dos agentes comunitários e destaca que algumas delas exigem habilitação profissional específica.

O próprio MPPR mantém orientação institucional de que a contratação e atuação dos agentes comunitários de saúde estão submetidas às regras específicas da Lei Federal nº 11.350/2006, que regulamenta a atividade.

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Promotoria alerta para riscos aos usuários

Na recomendação, o Ministério Público também afirma que a manutenção dessa situação pode representar riscos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente quando procedimentos que exigem formação específica são executados por profissionais sem a habilitação correspondente.

Outro ponto levantado é a possibilidade de o Município ser responsabilizado pelo pagamento de diferenças salariais decorrentes do exercício de atribuições distintas das previstas para o cargo.

Recomendação pede retorno imediato às funções

Entre as providências recomendadas pela 1ª Promotoria de Justiça estão o retorno imediato dos agentes comunitários de saúde às atribuições previstas legalmente e a proibição de que esses servidores sejam obrigados a desempenhar tarefas estranhas ao cargo.

Para suprir a necessidade de profissionais na rede, o MPPR recomenda ainda que a administração municipal faça as nomeações necessárias entre os candidatos aprovados no Concurso Público nº 01/2024, que, conforme a Promotoria, permanece dentro do prazo de validade.

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O prefeito terá 15 dias para comunicar ao Ministério Público se acatará a recomendação. Caso as medidas não sejam adotadas, o MPPR informa que poderão ser avaliadas as providências judiciais cabíveis.

A recomendação administrativa, por si só, não corresponde a uma condenação judicial. Trata-se de uma medida extrajudicial por meio da qual o Ministério Público aponta as irregularidades que afirma ter identificado e recomenda providências ao poder público.

O Portal Fatos do Iguaçu deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Pinhão se manifeste sobre a recomendação e apresente esclarecimentos a respeito da situação dos agentes comunitários de saúde e do quadro de profissionais da rede municipal.

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Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR) – 1ª Promotoria de Justiça de Pinhão.

Editoria Política
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