Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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É GRAVE: CÂMARA BARRA INVESTIGAÇÃO SOBRE POSSÍVEL DESVIO DE DINHEIRO PÚBLICO EM PINHÃO

Vereadora Vilma Aparecida Ferreira, de óculos e blusa branca, sentada à mesa da Câmara Municipal de Pinhão, diante de um notebook e um microfone. À frente, uma placa a identifica como segunda secretária.

É grave o que aconteceu na Câmara Municipal de Pinhão durante a sessão do dia 28 de setembro. Mesmo diante de documentos que apontam movimentações financeiras próximas de R$ 150 mil e sérias falhas nos controles internos da Prefeitura, sete vereadores votaram contra a criação da Comissão Especial de Inquérito, a CEI.

A decisão representa uma grave omissão política diante de fatos que exigem esclarecimento. A Câmara, que possui o dever constitucional de fiscalizar a aplicação do dinheiro público, decidiu não utilizar seu principal instrumento de investigação.

Para a vereadora Vilma Kitcky, o resultado da votação manda uma mensagem preocupante à população.

É lamentável que, diante de indícios tão graves, a maioria da Câmara tenha escolhido impedir a investigação. Não estávamos pedindo a condenação antecipada de ninguém. Estávamos pedindo transparência, documentos e respostas. Quando existem suspeitas envolvendo dinheiro público, o papel do vereador é investigar, não fechar os olhos

 vereadora Vilma Kitcky

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A CEI buscava esclarecer essas movimentações reveladas. Entre os fatos levantados estão a utilização de cartão e credenciais bancárias e a existência de uma chamada “conta transitória”, aparentemente fora do sistema contábil regular do Município.

“Se houve responsabilidade individual do servidor, isso precisa ser apurado. Mas também precisamos saber quem autorizava as movimentações, quem liberava os limites, quem fiscalizava as contas e como uma estrutura tão frágil conseguiu funcionar por tanto tempo. Não aceitaremos que toda a responsabilidade seja colocada sobre uma única pessoa sem investigar a responsabilidade das chefias e da própria Administração”, afirmou Vilma.

Sete votos podem ter derrubado o requerimento, mas não apagaram os documentos nem eliminaram os indícios. Nosso mandato continuará fiscalizando e buscando respostas. Fomos eleitos para defender o povo de Pinhão, não para proteger governo”

 vereadora Vilma Kitcky

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