Capa e Editorial da Edição nº:857

A vassoura está atrás da porta

É preciso sem dúvida nenhuma pensar em formas de gerar renda e empregos para as pessoas. Pois, o trabalho, além de garantir a subsistência das famílias, a saúde dos indivíduos, ele dá sentido à vida e traz dignidade à pessoa. O problema é como realizar essa tarefa tão essencial à vida de todos e ao mesmo tempo tão complexa. Pelo menos, à primeira vista, ela parece maior que as possibilidades existentes.

Pois a grande maioria das pessoas tem em mente que para problemas complexos e grandes as soluções têm que ser maiores ainda. Assim, muitas vezes, as pessoas ficam só imaginando que se trouxessem uma grande empresa para o município ela geraria muitos empregos, se viessem polos universitários eles abririam demandas de empregos e outras tantas possibilidades que dependem de que alguém lá de fora se interesse pelos problemas daqui.

E aí, com essa ânsia de que a solução tem que vir de lá para cá, quando aparece alguma coisa ainda se agarra com tanta sede ao pote que dar é mais vantagem para quem vem do que de fato ela vai colaborar para as soluções dos problemas locais, isso quando não gera novos problemas. A vida, a experiência e a sabedoria dos antigos mostram todos os dias que, na verdade, a solução dos grandes problemas como a geração de renda e empregos está muito mais voltada para pequenas ações bem articuladas, planejadas e organizadas e que são encontradas aqui no município.

A solução é bem mais caseira do que se imagina.  Mamãe sempre dizia quando a gente começava a buscar ali e acolá alguma coisa, “Olha, olha que a vassoura que você tanto procura está ai bem pertinho, atrás da porta”. É assim, parando para olhar o que se tem de fato próximo, dentro do município, é possível perceber que de fato mudar a situação depende muito mais de posturas e atitudes bem caseiras e mais simples que se supunha.

Um exemplo está na reportagem dessa edição sobre a erva-mate. Sim, temos a melhor do país, ela dá naturalmente, mas aproveitamos muito pouco dela, na verdade, não usufruímos em nada dela. Nem aparecemos nos dados oficiais como um município que tem e vende erva-mate. Em compensação, municípios ai pertinho estão ficando famosos no ramo, até mesmo agregando valor à erva-mate que vem buscar aqui no nosso quintal.

É preciso tirar os ervais, os atrativos turísticos naturais e muitos outros  produtos de trás da porta, olhar para eles com orgulho e de forma bem aberta e ver o quanto eles são possibilidades, desenvolvimento e crescimento para o município. É preciso, e urgentemente, agarrar as possibilidades e potencialidades e transformá-las em ações concretas de geração de renda e emprego, e isso, é tarefa de todos.

 

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