Capa e Editorial da Edição nº: 867


OUTUBRO

Outubro é o décimo mês do ano, e só por isso já vem carregado de significado, pois ele indica que o ano entrou na sua reta final.

Naturalmente, mas não que seja explicável, as pessoas começam a entrar num apavoramento, tipo “meu Deus, o ano está acabando e ainda preciso fazer muita coisa”. O inexplicável é que o ano termina, mas, em milésimo de segundos já começa outro, então, o apavoramento é à toa.  Mas o ser humano é assim, uma incógnita constante.

Além de indicar a entrada no último trimestre do ano, outubro é rosa, é o mês de chamar a atenção das mulheres para que se cuidem, pois é preciso se cuidar para chegar a outra comemoração que outubro traz com ele, que é da pessoa idosa.

É, outubro é recheado, e veja que, apesar de estarmos no século XXI, com a tecnologia colocando as pessoas ao par das noticias mais variadas e das informações múltiplas sobre saúde e cuidados, ainda precisa ter um mês para chamar a atenção das mulheres para que se amem e cuidem de sua saúde. Com todos os avanços da ciência e tecnologia, os seres humanos ainda não aprenderam o básico – respeitar a pessoa idosa, e olha que todo mundo sonha, almeja chegar lá na terceira idade.

Isso mostra que o ser humano é muito mais complexo que nossa vã filosofia dá conta. E para completar, esse ano outubro vem ainda com as eleições, o primeiro turno já foi, agora está a queda de braço para o segundo turno, mas não é dele que queremos discutir. É da complexidade dos resultados para deputado federal e estadual, ou melhor, o número de mais de 87 deputados federais e os quase 50 deputados estaduais que receberam votos em Pinhão e números assim, expressivos, também aparecem em Reserva do Iguaçu.

Respeitando o direito de escolha de cada um, não há como fazer algumas perguntas: O que leva um cidadão a votar num candidato que nunca, nem perto do município que ele mora chegou? O que leva vários eleitores a votarem em humoristas e ganhadores de BB? A descrença na política? Não que essas pessoas não possam contribuir, mas a historia tem mostrado  que essas pessoas chegam lá por suas popularidades e acabam não contribuindo em nada para a melhoria do quadro político e muito menos para o desenvolvimento social econômico do pais, estado e municípios.

Essa realidade não é uma exclusividade daqui, no Brasil inteiro houve escolhas que, por mais que a razão tente, não encontra respostas. Mas, como antes de questionar o vizinho é preciso fazer o dever de casa, fica a pergunta: afinal, qual são os critérios que o eleitor pinhãoense e reservense utiliza para escolher os seus representantes?

Essa indagação tem que virar uma constante, é preciso pensar nela fora dos anos eleitorais, pois é uma obrigação das lideranças políticas e sociais instruir o povo e instrumentá-lo para saber usar seu maior instrumento de decisão e organização da nação, estado e município – o voto.

É preciso inclusive desmistificar a ideia que o presidente, governadores e prefeitos têm o “poder”, que podem tudo. È preciso  dialogar e mostrar que legislativos, congresso, senado tem papel fundamental e relevante na condução do país.

Por isso é preciso organizar, montar caminhos e estratégias para instruir as pessoas para as próximas eleições, e isso se faz em ano não eleitoral, assim fica ai o desafio para educadores, lideranças políticas e sociais, o que se fará em 2019 para que as escolhas nas próximas eleições sejam mais conscientes e responsáveis?

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