Capa e Editorial da Edição nº 866

Tem que votar

Tem muita gente decepcionada, frustrada, pessimista, achando que o país não tem jeito, que todo mundo que está na política é corrupto e por causa desses motivos e alguns mais que não compensa descrever aqui, não vale a pena sair de casa para votar.

Ou que vai lá cumprir a obrigação, porém, pensa em anular o voto ou votar em branco. Bem, isso é no mínimo comodismo, pois é impossível que entre os 450 candidatos a deputado federal e os 767 a deputado estadual, e os 16 ao senado do Paraná, o eleitor não encontre um que valha a pena votar.

Hoje existem vários sites que não estão ligados a grupos políticos que mostram de fato o que é cada candidato, o que ele pensa e luta. É só deixar a preguiça de lado e sair do básico facebook, whatsapp e instagram que rapidinho se levanta vários nomes que são idôneos e nos diversos partidos.

É preciso alertar os eleitores que os deputados e senadores são decisivos no processo de condução do país, pois vivemos numa república democrática representativa, isso quer dizer que o presidente e governadores  não fazem o que bem querem. Eles precisam discutir suas idéias e projetos nas câmaras legislativas e no senado para colocá-los em prática. 

Na verdade, se eleger um presidente que não tem base governamental e nem condições para articular e dialogar com os deputados e senado pode levar o país à situação bem pior do que está economicamente e ampliar a corrupção. Outro voto inadmissível é votar de qualquer jeito com a desculpa de que pior que ta não fica.

Fica sim, ou um voto só não dá nada. Dá sim, é preciso ter responsabilidade, a decisão de cada um vai interferir diretamente na vida de todos. Outra questão preocupante é o tal do voto útil, ia votar em fulano, porém como ele vai perder mesmo vou votar no siclano, gente, eleição não é campeonato de futebol, é coisa seríssima.

A escolha tem que ser em cima de nomes que representem as idéias, os desejos e anseios da população. A escolha tem que ser refletida, pensada, em eleição não se ganha ou se perde, com o voto, se diz aos políticos que são os representantes da população o que se quer, o que se pensa sobre distribuição de renda e desenvolvimento social e econômico. 10 são as opções para governador do Paraná e 14 para presidente da república.

Os discursos mostram que alguns são muito parecidos e outros bem diferentes. Bem, há várias opções de ambos os lados e de centro também, assim, não há justificativa para não votar, até porque quem não vota vai ter que engolir e comer o cardápio que foi definido pelos outros.

A escolha é livre, o voto é secreto e uma decisão pessoal, mas é preciso lembrar que ódio gera ódio, que erva daninha se espalha rápido, assim, se plantar a semente da discriminação, do desrespeito às diferenças, as propostas dos que querem se dar bem a qualquer custo, em pouco tempo a nação pode estar tomada pelo horror.

Lembrando que é preciso que se tenha à frente do país uma pessoa que tenha pelo menos discernimento do que é governar, fazer a gestão de um país, não é sair atirando para todo lado.

Exige alguém que tenha condições de dialogar com câmara de deputados e com o senado e que não venha cheio de frases feitas e de radicalismo, que levam ao caos.

Reconhecemos que a escolha é livre, mas a experiência de vida e a formação e informação que a profissão nos leva a ter, exige um posicionamento.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

doze − 10 =

WhatsApp chat
%d blogueiros gostam disto: