Capa e Editorial da Edição nº: 796

                                                                     Alegrias e tristezas…

Alegria ver uma comemoração do dia do trabalhador em família, as pessoas reunidas tomando chimarrão e contando causos, assistindo às apresentações e participando de brincadeiras, num clima de leveza e encontro. Tristeza ouvir as pessoas dizerem, “Que bom, estávamos precisando disso, nos sentir livres, alegres”, indicando  que durante um bom tempo os munícipes reservenses se sentiram reféns sem motivos para se alegrar. Isso é muito triste, porque governo, administração, gestor nenhum tem direito de oprimir e ou ameaçar uma população. É essencial que os gestores públicos compreendam, de uma vez por todas, que eles estão a serviço da população. Alegria ver os trabalhadores do Pinhão aprenderem se organizar e lutar por seus direitos. Tristeza ver que é preciso ir às ruas para garantir direitos adquiridos há tanto tempo. Satisfação ver que a rede educacional e de assistência estão planejando, trabalhando juntas a favor da comunidade. Muita tristeza saber que o motivo é mais do que triste, é ultrajante: combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. É terrível imaginar que há adultos capazes de usar, de forma tão baixa e terrível, a inocência das crianças e adolescentes. E mais terrível ainda, é imaginar que existem pessoas que se calam e não denunciam fatos tão bárbaros como esses. Mas a esperança anda de mãos dadas com a alegria. É preciso acreditar que, com os trabalhos realizados, com as campanhas de alerta, as pessoas vão aprender a fazer as denúncias. Alegria ver que Pinhão se prepara para sua 12ª festa do Pinhão, e que ela volta à sua origem buscando falar, mostrar a cultura e a culinária pinhãoense. Tristeza ver que tem pessoas torcendo para que tudo dê errado. Essa tristeza é grande, pois mostra a pequenez das pessoas. Expõem como as pessoas apesar dos discursos ainda são mesquinhas e politiqueiras. Pois quando um evento que envolve mais de duzentas pessoas, que tem o objetivo de ajudar as entidades que realizam trabalhos sociais sem fins lucrativos, que desejar promover o que se tem de bom e belo no município, ressaltar talentos e ainda promover momentos saudáveis, alegres, de encontro entre as famílias tem torcida contra, é porque a dor de cotovelo das pessoas é muito maior que o seu real desejo de ver o município crescer, as pessoas terem uma vida descente e com qualidade. Mas a alegria supera os entraves e a pequenez das pessoas que ainda não aprenderam a olhar além do seu umbigo.

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