ABRINDO O BAÚ: Saúde se prepara para enfrentar o vírus H1N1

Funcionários da Vigilângia Epidemiológica de Pinhão, o técnico Beraldo Amaral e a enfermeira Grace Magalhães Pinto, falaram sobre as características da doença, contagio e precaução | Foto: Arquivo/Fatos do Iguaçu

Reportagem publicada na edição nº: 401 de 03 de julho de 2009

A equipe da Vigilância Epidemiológica de Pinhão convocou diversas lideranças do município para uma reunião no último dia 1º, na Câmara Municipal para repassar informações sobre a Influenza A H1N1 (Gripe Suína). No encontro a enfermeira Grace Magalhães Pinto e o técnico Beraldo Amaral falaram sobre as características da doença, contagio e precaução.

Segundo eles, o município de Pinhão até o momento teve dois casos monitorados. “Tivemos um caso de uma pessoa que veio do México, mas que não apresentou sintomas e agora mais um caso. Porém, o paciente está apenas sendo monitorado, ele não é nem suspeito e nem confirmado”, disse Beraldo.

Grace explicou os procedimentos que são adotados no caso de suspeita da gripe. “Quando há suspeita em um paciente, ele é orientado a ficar em quarentena domiciliar, mas isso é voluntário, não podemos obrigar a pessoa a ficar em casa. Esse paciente vai receber se necessário uma medicação e orientações de higiene para que não prossiga disseminando a doença”, informa.

Para Beraldo é uma questão de tempo que o vírus chegue em Pinhão. “É uma doença considerada pandemia, que está atingindo vários países do mundo, nós não estamos fora do mundo. Já temos 23 casos confirmados no Paraná, e é uma questão de tempo que chegue até aqui. Porém, não há motivo para pânico, os profissionais da área da saúde estão preparados para lidar com isso”, assegura.

A 5ª Regional de Saúde tem promovido treinamento para os profissionais da área. Na última semana, todos os hospitais também receberam o treinamento. Eduardo Peredo, diretor do Hospital Santa Cruz, disse que o hospital está preparado para atender os casos que venham a surgir. “Temos leitos de isolamento se for necessário, são quatro quartos, com oito leitos”. O contágio da “Gripe A” H1N1 é dada através do ar, por vias aéreas e através de contato direto com pessoas contaminadas. O consumo da carne de porco não é uma fonte de contágio.

Sintomas

Os sintomas são similares aos sintomas da gripe convencional porém com maior ênfase. Os sintomas são febre, tosse, dores musculares, cansaço, irritação nos olhos e fluxo nasal. Para se proteger da “Gripe A” H1N1 você precisa estar com uma boa imunidade, ou seja, tomar todos os cuidados que valem para qualquer doença respiratória, comuns nessa época do ano. “Se ficar resfriado, evite ficar com a casa fechada.

Se você tiver um organismo sadio, com boa imunidade, é mais difícil de pegar a gripe, ou se pegar, você sara rapidinho, o problema são as complicações e o contágio de pessoas do grupo de alto risco”, alertaram.

São consideradas “grupo de risco” pessoas predispostas a desenvolver infecções após a gripe. Entre elas, estão pessoas com mais de 60 anos, grávidas, crianças menores de 2 anos e pessoas com baixa imunidade, causada por quimioterapia, por exemplo.

A orientação é para procurar o posto de saúde, se a pessoa tiver qualquer dúvida sobre a doença ou se tiver tido contato com um paciente suspeito, ou viajou para outro estado ou país, onde haja casos confirmados da doença.

Precauções

Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Fique atento as recomendações.

Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço preferencialmente descartável.
Evitar locais com aglomeração de pessoas. Evitar o contato direto com pessoas doentes.
Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.

Não usar medicamentos sem orientação médica.
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

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