Alunos vivenciam o mundo do empreendedorismo

Alunos e professores realizam um trabalho que os coloca a viverem a experiência do empreender, negociar, pensar coletivamente

Por Nara Coelho  | Fotos: Nara Coelho/Fatos do Iguaçu

A Escola Municipal Pedro Siqueira abriu os portões para que a comunidade viesse participar da Feira dos Pequenos Empreendedores e adquirir os produtos que eles produziram, e os pais, vereador e a comunidade em geral, inclusive com a visita do consultor técnico do SEBRAE, Paulo Feyh, que foi à Feira, encontrou tudo muito organizado, alegre e produtos de qualidade.

JOVENS EMPREENDEDORES

A escola Pedro Siqueira decidiu esse ano pela primeira vez desenvolver o projeto Jovens Empreendedores, que tem por objetivo incentivar os alunos a buscar o autoconhecimento, a compreender o ciclo de compra e venda de produtos, o próprio processo de fabricação ou produção de um produto,  desenvolver o trabalho em equipe, o espírito de coletividade, o comportamento empreendedor e a noção de consumo consciente e de cidadania.

 

Eva acompanhou e aprovou todo o trabalho da filha e veio saborear os quitutes da barraca da alimentação

O projeto é uma proposta do SEBRAE e acontece em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Reserva do Iguaçu.

O projeto foi desenvolvido ao longo do ano, com mais ênfase no segundo semestre, e o encerramento das atividades foi na tarde de terça-feira, dia 14 de novembro, com uma feira de produtos diversos, organizada, comercializada pelos professores e alunos.

O TRABALHO

A supervisora Derli de Moraes, que atua na escola, explicou que a ideia é principalmente desenvolver o empreendedorismo, que o projeto dá trabalho mas que vale muito a pena, que o material de apoio que vem é bom e rico, alunos e professores adquirem conhecimento. ” Os conhecimentos adquiridos com técnicas de vendas, planejamento, organização, atendimento e marketing. E a forma que pode se envolver os conteúdos na oficinas, a montagem da feira enfim, tudo proporciona uma experiência muito valiosa para os professores e alunos” declarou Derli.

Mesmo sendo supervisora, Derli escolheu a turminha do primeiro ano da professora Eliane Caldas e desenvolveu com eles a oficina de chás e aromatizantes, e contou que devido a escola estar desenvolvendo o projeto pela primeira vez, apenas nove turmas participaram. Duas do 2º ano, que trabalharam com os temperos caseiros, duas do 3º ano, que desenvolveram a oficina de brinquedos de sucata, as duas do 4º ano desenvolveram o tema locação e os dois 5º anos trabalharam com a produção de alimentos,

OS ALUNOS

Para a aluna Ana Clara Barossi, do 2º ano, que participou da oficina dos temperos naturais, contou que gostou muito de participar de todo o projeto. ”Eu gostei muito porque a gente pode trabalhar em equipe, onde cada um ajuda o outro, nós estamos vendendo os temperos, trabalhamos vários dias, muitas terças-feiras para poder hoje vender os temperos e com o dinheiro vamos comer pizza, isso é muito bom”, declarou animada.

Para Guilherme e seus colegas, a oficina ensinou muito, inclusive que eles podem melhorar a cidade

Já o aluno Guilherme José Caldas de França do 3º ano, participou da oficina de brinquedos de sucata e contou que no começo parecia difícil, que eles não iam dar conta. “Estava bem difícil, mas a professora foi nos incentivando, falando da importância de persistirmos e não desistirmos e nós conseguimos, ajudamos a nossa escola ser melhor. E fazendo os brinquedos, aprendemos que podemos ajudar até a nossa cidade ser melhor e mais animada. Foi muito gostoso participar da oficina, o que mais aprendi foi que tenho que ter sempre a esperança que vou conseguir fazer, tem que se animar, teimar, que ai tudo dá certo e sai bem”.

PAIS

Eva de Freitas, mãe da aluna Ketlin Cristina Lopes dos Santos, que estuda no 4ª ano, contou muito contente que o projeto motivou a filha, que a menina não gostava muito de estudar e depois que a oficina começou, ela passou a adorar vir para a escola. “Para os alunos, essa atividade foi uma benção, a minha menina passou a se comportar, a escrever, a querer vir para a escola, quer estudar. Ela está super animada, é uma experiência nova, que está aprovada. Minha filha tinha preguiça de estudar e depois desse trabalho, ela passou a ler muito e quer estudar muito e eu adorei vir na feirinha e ver o trabalho deles”.

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