A crise e a inovação.

Nos últimos dois ou três anos muito se falou sobre crise, parece até clichê falar de crise, porém mais clichê ainda é apontar a inovação como a única saída da crise, ou seja, frases como: “- Com crise se cresce e, CRISE tire o S e vira CRIE!” parece muito mais oportunismo de alguns hipócritas do que realmente ação efetiva para sairmos de uma crise em que a democracia começa a ser questionada e a política entra em descrédito frente aos negócios, quer sejam de pequeno ou grande porte.

No âmbito da gestão, o que nos verdadeiramente interessa, sabemos que inovar é importante, mas pouco se fomenta quanto à inovação, existem boas iniciativas em relação a encontrar alternativas nos negócios para que se consiga enfrentar os momentos difíceis, porém não se caracterizam como inovação e sim como diferencial competitivo e, isso faz parte de um processo amplo que necessariamente precisa do apoio das instituições publicas como elementos fomentadores, por isso pergunto-lhe caro leitor: O que tens feito para melhorar seu empreendimento? Assim como lhe pergunto gestor publico: O que tens feito para fomentar a inovação e o empreendedorismo?

Cresci em meio à afirmativa de que o povo brasileiro é muito criativo, e às vezes acredito que é mesmo, pois em todas as partes que ando vejo gente ganhando seu sustento de maneira muito diferente do convencional, só que, porém, isso se faz por conta da necessidade e não como elemento fomentador da economia no local onde esse brasileiro esta inserido. O que quero dizer é que o desenvolvimento local, em minha opinião, perpassa o poder de inovação que os atores sociais conseguem desempenhar nas variadas esferas do arcabouço da economia.

Desta forma acredito que o desenvolvimento é uma fogueira prestes a ser acesa, porem pode ser que tenha os que coloquem combustível para incendiar e virar uma grande e promissora luz, assim como tem aqueles que derramam água fria a fim de apagar aquilo que pode ser uma luz diante da crise que assola nossa nação.

Por fim amigos leitores destas breves linhas quero dizer que muito se fala em crise e muito se fala em inovação para desenvolvimento econômico, social e local, porem se esquece de colocar os elementos importantes e seus papeis de agentes promotores num contexto em que empreendedores, gestores públicos e comunidade em geral devem responsabilizar-se para com sua função de agir em prol do bem comum na localidade em que se esta inserido, por isso desde o principio em que pisei nesta terra abençoada tenho me colocado a disposição dos principais atores sociais do Pinhão para contribuir com o desenvolvimento desta comunidade que adotei ou me adotou, ainda não sei distinguir muito bem.

Fabrício Ramires Barbosa –  Administrador de empresas – CRA/RS:22877

 

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