VERÃO: Rios, uma diversão perigosa

O verão está ai e com uma média de temperatura acima dos 25 graus, o que faz muitas pessoas buscarem os rios, cachoeiras e piscinas para se refrescarem e brincar na água. A busca pelos rios e cachoeiras são muito procurados pelos jovens, pois estão na natureza quase sempre de acesso livre. Sem dúvida nenhuma um banho de rio ou cachoeira é altamente refrescante, divertido e pode-se dizer até saudável, já que na grande maioria é água limpa, ao brincar na água as pessoas sem perceber fazem atividades físicas. Porém, é uma diversão que requer muito cuidado, a prevenção é fundamental para que a diversão não vire tragédia. Segundo a Sobrasa, Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, 51% dos casos de afogamento são com pessoas com idade abaixo dos 30 anos, sendo os adolescentes os que mais engrossam as estatísticas. Outro dado que a estatística mostra é que 75% dos óbitos por afogamento acontecem nos rios e represas.

O cabo Orivaldo Domingues, que responde pelo comando do posto da Defesa Civil de Pinhão, explicou: “A única forma segura de evitar o afogamento é a prevenção, primeiro, conhecer muito bem o rio, mas muito bem mesmo, que se vai nadar ou brincar. Crianças nunca devem ir sozinhas, sempre com os responsáveis e devem estar na distância de um braço, porque num piscar de olho a criança se afoga”.

O ponto da prevenção que o Cabo Orivaldo ressalta é o uso do colete salva vidas, ele é o único que é seguro. As boias e similares que as pessoas utilizam como garrafas pet, câmara de pneus, não são seguros, pois esses podem escapar da pessoa, mas ele lembra que o colete não evita que a pessoa seja arrastada pela correnteza, indo de encontro a cachoeiras, pedras e galhos que podem levar a ferimentos fatais.

Outro ponto delicado em relação a nadar nos rios e represas, é o que fazer quando se vê que uma pessoa está se afogando, nesse caso o cabo é muito incisivo, “Não se deve nadar até a pessoa tentando salva-la sem o treinamento devido, as chances de se conseguir é mínima, na grande maioria dos casos o salvador acaba se afogando junto.” Ele explicou que se deve jogar uma corda, galho, o que se tiver para a pessoa se agarrar e ser puxada, se ela estiver de colete e agarrar a corda, a própria correnteza a levará para a margem, as pessoas só terão que sustentar a corda, caso não esteja de colete, as pessoas terão que puxa-la.

Cabo Orivaldo Domingues, comandante  do posto da Defesa Civil de Pinhão (Foto: Nara Coelho/Fatos do Iguaçu
Cabo Orivaldo Domingues, comandante do posto da Defesa Civil de Pinhão (Foto: Nara Coelho/Fatos do Iguaçu

Água apesar de muito atrativa é sempre muito perigosa, mesmo quando aparenta não ter risco algum, como é o caso das piscinas, seja dos clubes, casas ou mesmo as piscininhas de plástico para os pequenos, que muitas famílias tem em seus lares, as estatísticas da Sobrasa mostram que 51% das mortes por afogamento na faixa etária entre 1 a 9 anos acontecem nas piscinas e nas residências, quando se fala em residências, está se referindo a tanques de lavar roupa, baldes e as piscinas plásticas.

Um ponto que o cabo chamou a atenção é a massagem cardíaca, após um afogamento em que a vítima foi resgata e apresenta parada cardíaca, a massagem deve ser feita, pois muitas vezes consegue-se salvar a vida da pessoa. A massagem deve ser feita comprimindo a região do externo com as duas mãosl numa média de cem massagens por minuto, rapidinho, e que afunde em torno de três a cinco centímetros o externo com força, o indivíduo deve estar deitado de costas, com a cabeça ereta em relação ao corpo e a boca aberta. O cabo Orivaldo repassou que o índice de pessoas que são salvas após o afagamento com a massagem é muito alto e deve-se sempre tentar, mesmo que a pessoa tenha ficado mais de cinco minutos sem apresentar sinais vitais.

Assim, curtir as férias e o verão é muito bom, faz bem e é necessário para a qualidade de vida, mas as avós já diziam “com água não se brinca”, por isso é preciso aproveitar o momento de lazer com muita responsabilidade.

 

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