Foto: Arquivo/Fatos do Iguaçu

Redação Portal Fatos do Iguaçu 


A Comarca de Pinhão se prepara para um julgamento de grande relevância no Tribunal do Júri. No dia 25 de novembro de 2025, a partir das 09h00min, os réus Bruno dos Santos da Conceição e Lerilson Junior Ferreira Dorpmuller serão levados a Júri Popular no auditório localizado na Rua XV de Dezembro, 157 – Jardim Mazurechen.

Os dois denunciados respondem, em coautoria, a crimes graves que chocaram a comunidade local no início deste ano, conforme consta nos autos do processo nº 0000255-49.2025.8.16.0134.

Fato 01: Tentativa de Homicídio Qualificado por Motivo Torpe

O principal fato em discussão é a tentativa de homicídio qualificado ocorrida na madrugada do dia 02 de fevereiro de 2025, por volta das 04h00min, na Praça Darci Brolini, no centro de Pinhão.

O réu Lerilson Junior Ferreira Dorpmuller é acusado de tentar tirar a vida da vítima, Rodrigo Alves Ferreira, por um motivo que o Ministério Público classifica como torpe: ciúmes. Segundo a denúncia, Lerilson se aproximou de Rodrigo, que estava em companhia de outras três pessoas, e o acusou de ter “mexido com sua mulher” momentos antes.

Em seguida, o denunciado teria efetuado disparos de arma de fogo em direção à vítima. O crime é qualificado também pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Lerilson se aproximou enquanto a vítima estaria de costas. Um dos disparos atingiu as costas de Rodrigo.

O atentado somente não se consumou porque o socorro foi rápido e parte dos disparos falhou. A vítima foi encaminhada para atendimento médico, onde foi constatado “FERIMENTO LOMBAR À ESQUERDA POR ARMA DE FOGO”, com o projétil alojado próximo à coluna torácica.

A denúncia ainda aponta que, ao atirar em via pública com pessoas próximas, o réu teria colocado em risco a vida e a integridade física de Lucas Rodrigues, Everton Santos da Silva e Douglas Juan Digler Nordt, configurando perigo comum.

Fato 02: Coação no Curso do Processo

O segundo réu, Bruno dos Santos da Conceição, é acusado de coação no curso do processo no dia seguinte ao crime, 03 de fevereiro de 2025.

Segundo a acusação, Bruno utilizou de grave ameaça contra uma das testemunhas do crime, Douglas Juan Digler Nordt, com o intuito de favorecer o interesse de Lerilson Junior.

A coação teria ocorrido por meio de mensagens enviadas pelo perfil “Bruninho Lk” na rede social Facebook. Após questionar a testemunha sobre o ocorrido na praça (“Vc viu a fita do tiro lá na praça disk”), o denunciado teria enviado uma segunda mensagem, logo apagada, alertando a testemunha para “ficar quieta senão iriam atrás dela”.

O Júri Popular, composto por sete jurados da comunidade, será responsável por analisar as provas e decidir sobre a culpabilidade dos réus nos dois fatos apresentados.

Compartilhe

Veja mais