Francisco Carlos Caldas

Quando ocorre em Pinhão e mesmo em outros lugares, tragédias, acidentes, a gente se abala e fica se indagando o porquê disso e daquilo. E em se tendo um mínimo de sensibilidade  humana, a gente se coloca no lugar das pessoas mais diretamente afetadas por essas coisas. E muitas vezes tendemos a achar que essas coisas só acontecem com os outros.

Já fizemos reflexões específicas sobre isso. Entre outras, uma publicada na edição 859 de  17/8/2018, embalado pela comoção da lamentável tragédia em que perdeu a vida a advogada Tatiane  Spitzner, e que também desgraçou a vida  do biólogo e professor Luis Felipe  Manvailer; outra na edição nº. 920 de 8/11/2019, em que foco esteve voltado para as mortes acidentais  e trágicas de nossos parentes pelo lado materno, DELLÊ, em que não foram poucas, e a última foi em 15/05/2021 da jovem médica Luana Dellê Ditzel.

Mortes por doenças nos impactam, mas já desenvolvemos MECANISMOS DE DEFESA para os enfrentamentos. E como atualmente estamos com irmão  com câncer e em fase de tratamento paliativo, fica aqui o registro, do quão é difícil essas coisas, e o reconhecimento do esforço e dedicação dos profissionais da Saúde, do Município de Pinhão, Guarapuava, Cascavel, e do Sistema Único de Saúde-SUS, que em todos os momentos que precisemos, foram solícitos, eficazes, eficientes.

Mas voltemos as  mortes ocorridas com os jovens pinhãoenses, estudante Luana Blem Lima, no dia 7/10/2021 e do jovem médico Avelino Eduardo Peredo Roman Neto, no dia 8/10/2021.

Mortes como essas, não foram as primeiras e não serão as últimas. Outras famílias passarão por essa dor.  Por mais dedicados e cuidadosos que sejamos  com  os nossos filhos,  e pessoas que queremos bem, na educação, saúde, no psicológico, atividade profissional, social, ainda deixaremos lacunas,  falhas no se estabelecer limites, doenças psicossomáticas, entre as quais depressão, ansiedade  e os problemas das correrias da vida.

E os suicídios que estão a ocorrer, de jovens e adultos, e que pais, familiares e dirigentes de Saúde Pública, do setor Educacional e Religioso,  e todos nós, não estamos conseguindo deter.

Antigamente, depressão era tido como frescura, coisa de fracos, e loucos jogados em hospícios. Hoje em dia há tudo um conhecimento científico e humano, remédios para essas tratativas, e não foi e não é-toa que numa crônica do dia  28/06/2021, intitulada “Cada louco com suas manias” contamos que já lemos três livros da médica carioca e psiquiatra, Drª. Ana  Beatriz Barbosa Silva, e fortes preocupações com valores, sentido da vida, os “diferentes”, o presente e futuro de nossas crianças, adolescentes, jovens e da própria população, principalmente os mais vulneráveis.

E a  doença da ansiedade, transtornos obsessivos compulsivos-TOCs, bulimia e outras que nos rondam, o que estamos fazendo para enfrentá-los? Dar molezas, sermos rigorosos demais ou de menos, na disciplina e educação dos nossos mais próximos; jogarmos neles os fardos de nossos anseios, trabalharmos demais e não percebermos os problemas, frustrações que enfrentam, as ilusões, sonhos e anseios de cada um.

Mortes por doenças são uma coisa, mas mortes como entre outras de: Angela Cristina Dellê, Léo Caldas da Silva, Mario Evaldo Mórski,  Daniele e Rosana Lima, Ângelo César Brolini,  Leopoldo Francisco Bischof,  Luiz Alexandre Dellê, Gilberto Sens,  Angelita de Fátima  Brolini Rech dos Santos, os 4 da Família Adauto Ribeiro, Franciele Tavares, Admir José da Rosa, Diego Zarpellon Caldas,  Cassio Machado Conti,  Luana Dellê Ditzel, Luana Blem Lima e Avelino Eduardo Peredo Roman Neto, são cassetadas muito fortes e impactantes  nas nossas vidas e vidas das nossas gente. As vezes temos que fazer escritos e desabafos como este, para não surtar ou enfartar e reforçar necessidade de cuidados e prevenções que todos devemos ter.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista  e CIDADÃO)

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